Nova

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—eu tirei quando estava assistindo e apaguei a luz para fica mais...
—pare de me explicar, levante-se e vá para seu quarto.
Ela piscou algumas vezes e levantou, reclamando da perna.
—lembrei, foi por isso que não subi.
—tente ir sozinha, preciso tomar banho.
—o que custa me ajudar? me levar até meu quarto não vai fazer eu te achar menos babaca, não se preocupe sua reputação estará intacta.
—para de falar besteira.
—então me ajuda.
—caralho, que insuportável! James virou de cueca, sem camisa pegou ela no colo de uma vez, subiu as escadas e colocou Hailey na porta do quarto.
—é o suficiente para parar de falar?
—sim, não vou agradecer porque foi de ma vontade.
—eu disse que precisava do seu agradecimento?

Hailey ficou tentando ler ele por um instante, as sobrancelhas a mandíbula flexionada.
James engoliu seco e saiu dando a ela a visão incrível daquele homem imenso com uma posterior perfeita.
Fechou à porta do banheiro sem olhar pra trás e Hailey a do seu quarto.
— o que foi isso? Qual o motivo de tanta inquietude? Meu Deus como ele estava cheirando a bebida... mas não me pareceu bêbado ou as vezes é muito resistente... ou só estava irritado por perder tempo comigo quando estava fazendo coisa melhor... estava transando? Aliás com que frequência ele transa? Todo dia?  Não é possível que ele aguente, mas ele tem cara de quem aguenta.

Hailey passou grande parte da noite tentando entender o que ele estava pensando e até a parte da calcinha não a incomodou tanto quando os olhares que ele lançava pra ela, sempre irritados e ao mesmo tempo maliciosos.

—ele sempre tira a roupa já na porta? Acho que vou acampar na sala... ei! Espera, não mesmo!
Meu Deus eu sentia o quanto do corpo dele colado em mim, confesso que não posso de forma alguma me envolver com um caipira grosseiro, mas a boca dele com aqueles dentes maravilhosos eram um perigo.

***
—TIO!! Gritei quando acordei e em passos pequenos cheguei até a cozinha vendo ele deitado no chão tossindo.
—TIO! TIO!! O que está sentindo? O que foi?
—JAMES! JAMES! Ele não estava em casa?
—não... Hailey... não precisa chamar ele... vou ficar bem. Disse em meio faltas de ar.
—tio, você não está bem, precisa ir ao hospital, agora.
—consegue pegar um remédio ali em cima? Um preto.
—espera. Peguei uma cadeira coloquei em cima e peguei, levei com água e ele tomou.
—está pálido, não pode ficar assim.
—hailey, eu estou bem, não comente com o James.
—isso faz sentido? Está bem e não posso falar com ele?
—é algo normal e você conhece o gênio... dele, vai fazer um alarme sem necessidade.
—só dessa vez! Se acontecer novamente eu vou contar pra ele sim!
—ok ok... como sua mãe... disse e sorriu.
—ela não é tão compreensiva como pensei.
—quando você entender que não agiu corretamente, vai perceber que ela foi compreensiva.
—hmm... se sente melhor?
—estou bem, pode pegar um pouco mais de água?
—vamos deitar um pouco. Ajudei ele a ir até o sofá e levei água.

Fiquei um pouco até ele receber uma ligação e falar pra eu arrumar pra ir estudar.
—certeza?
—vai vai logo.
Fui colocar um café e comer um bolo de laranja maravilhoso o qual sempre tinha e eu não sabia como surgia, se meu tio fazia ou comprava, mas ele incrível.

—vou ficar gorda... disse para mim mesma e devolvi o outro pedaço, assim que coloquei escutei uma voz me chamando.
—LOIRINHA? Bom dia!! Vamos?
—bom dia Lorenzo, vou trocar de roupa.
—beleza.
—eai velho?
—velho é o seu pai, viu o James?
—já deve está chegando na faculdade.
—precisa de alguma coisa?
—não...

Troquei de roupa e fomos. A perna estava melhorando, mas ainda doía e cheguei atrasada.
Hoje não tinha aula com o chato, e o dia passou em uma completa lentidão.
Quando finalmente terminou, fui pegar minhas coisas e parando para pensar, não tinha visto as meninas do dia anterior tampouco se importou para o tinha acontecido.
—sua bolsinha. Uma menina falou para Hailey e ela olhou para trás.
—ah, não vi que caiu. Disse e pegou guardando logo em seguida.
—quer ajuda pra descer as escadas?
—hmm... quero, quero sim. Ela apoiou o braço de Hailey nela e foram descendo.
—você não é a menina que gosta do Lorenzo?
—O QUE? Ela perguntou assustada e começou a rir.
—o que foi? Questionei.
—ele é meu primo e se me viu olhando pra ele e que não consigo disfarçar minha cara pra cada tolice que ele faz.
—seu primo? Vocês nem conversam.
—é que nossas famílias são brigadas, ele é da parte rica dela e eu não... bom eu não sei se ele tem algo contra mim, mas nunca trocamos conversa.
—mas são parentes.
—isso não quer dizer que conhecemos todos, você conhece todos os seus?
—bom... na verdade não.
—pois é, cada um vive no seu mundo.
—mas você estava olhando pra ele. Afirmei.
—ele não quer sempre ser o centro das atenções?
—isso é verdade.
—ele é o professor James são os piores tenho certeza.
—O James eu concordo é o maior babaca.
—conhece ele?
—um pouco... de vista, mas à vista dele já é de idiota.
—cuidado, a raiva quando se torna amor é a mais forte que existe.
—amor? Ri sem acreditar.

—bom, eu já vou indo.
—obrigada pela ajuda.
—por nada. Ela disse e foi embora e eu fiquei abismada comigo mesma, acabei de falar obrigada... isso que é evoluir? Hmm eu sou um orgulho mesmo.
—Bora loirinha.
—acabei de saber que você não presta Lorenzo.
—que isso, são só boatos, entra aí.

Entrei no carro e pela janela vi James rodeado de algumas alunas, o engraçado era que ele nunca tinha sorrido pra mim, mas fica todo assanhado com essas por aí.

Meu pior castigo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora