Rafaella abriu os olhos ao sentir algo duro contra sua bunda e riu, negando com a cabeça. Ela se virou lentamente, afinal um braço de Gizelly estava sobre ela, ela sequer sabia como ele havia ido parar ali. Seus olhos focaram no rosto da menor, que ressonava tranquilamente.
Rafaella sabia que ereções noturnas e matinais nem sempre tinham a ver com tesão, muitas vezes tinha a ver com o corpo estar totalmente relaxado e era um bom sinal para a saúde, mas não resistiu em rir baixinho.
Que cômica a situação: Até poucos dias atrás sequer sabia da existência de um pênis e agora acordara com um cutucando suas nádegas e mais, ela havia beijado a boca da dona dele.
Duas vezes.
E havia adorado.
Seus olhos caíram para o volume na cueca da garota a sua frente e sua memória trouxe à tona a lembrança de Gizelly seminua enquanto se masturbava.
A mão da maior queria tocar, não só por desejo, mas por curiosidade também, porém se conteve. Como era possível aquilo entrar sem machucar? Até ali só havia experimentado dedos e, mesmo sendo dedos, se ficasse muito tempo sem transar ou não estivesse muito excitada, ardia tudo.
Imagina aquele cano.
– Gostando do que vê? – Rafaella tremeu rapidamente devido ao susto que levou pela voz levemente mais rouca do que o normal.
– Desculpe. – Rafaella sussurrou e Gizelly riu. – É que ele me acordou.
– Então eu que peço desculpas. – Gizelly disse, rindo fraco e fechando os olhos devido ao sono. – Vou tentar manter mais distância.
– Você não tem culpa, estava dormindo. – Rafaella disse, olhando timidamente para Gizelly.
– Tem razão. Ninguém tem culpa. Todos estamos absolvidos. – Gizelly disse voltando a abrir os olhos e Rafaella sorriu assentindo.
– Volte a dormir. Te acordei ao me mexer, não foi? – Rafaella perguntou e Gizelly assentiu.
– Tenho o sono leve. – Gizelly disse. – Já amanheceu?
– Não. É só ver que ainda está frio para saber que ainda é madrugada. – Rafaella disse e Gizelly concordou.
– Muito inteligente. – Gizelly disse sonolenta e fechou os olhos de novo ao sentir Rafaella acariciar seu rosto.
– Durma.
– Um beijo antes? – Gizelly pediu e Rafaella sorriu timidamente, a olhando levemente enrubescida antes de colar seus lábios nos de Gizelly em um selinho demorado e logo se virar.
– Boa noite, Gi.
– Você ainda vai estar aqui amanhã de manhã?
– Já vi esse filme. Não seja clichê. – Rafaella pediu rindo.
– Só queria saber se meu pau teria a honra de voltar a te cutucar. – Rafaella riu e negou com a cabeça.
– Nunca mais reclamo dos clichês. – Rafaella disse sorrindo. – Não pretendo ir a lugar algum. – Respondeu a pergunta de Gizelly, sentindo o braço quente cobrir seu corpo novamente.
– Sabe, pelo bem da ciência. Estou com frio e não posso morrer, então preciso me esquentar. – Gizelly disse e Rafaella se aconchegou em seu corpo, mesmo de costas para ela.
– Se dormisse com mais do que uma cueca e um sutiã não sentiria tanto frio.
– E que desculpa eu daria para poder te abraçar? – O sorriso que rasgou o rosto de Rafaella foi enorme e ambas mantiveram o silêncio confortável por algum tempo.
– Boa noite, Gizelly.
– Boa noite, Rafa. – E caíram no sono outra vez, uma no aconchego do calor do corpo da outra.
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😘😘
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O último pênis - Girafa
FanficQuando, por algum motivo misterioso, todos os homens são infectados por um vírus fatal, só restam mulheres no mundo. Os poucos homens que sobreviveram ficaram definhando, o que levou as mulheres a matarem cada um deles para evitar o sofrimento. Cont...