Capítulo 47

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Haviam passado dois meses desde o casamento, Karol no terceiro trimestre da gestação com Florença cada dia maior e mexendo mais, começou a ser limitada nas coisas que podia fazer.
Ruggero e seu pai estavam trabalhando há algumas semanas na restauração do berço que havia sido dele e de seu irmão. Karol e Antonella andavam cuidando das roupinhas, haviam tantas, mas isso se devia aos avós que sempre que saiam compravam mais uma peça, meio que as escondidas, mas de peça em peça uma cômoda ficou bem cheia.
As duas estavam passando e dobrando as roupinhas, contudo Antonella via Karol muito preocupada e ela sabia bem porque.
- Acalme esse coração carinho, vai estar tudo bem com ele.
- Espero que ele reduza pelo menos os medicamentos Nella, já aliviaria muito. - exteriorizou Karol.
- Bom parece que já vamos saber... - disse Antonella ouvindo o portão abrindo.

Karol ao ouvir o barulho do motor do portão saiu correndo rumo a porta da cozinha com Antonella a alertando para ir mais devagar, mas ela estava ansiosa demais e a bebê até se mexia bem visivelmente.
Assim que Bruno abriu a porta ela foi logo pergungando:

- Tá tudo bem? Diz pra mim que reduziram os remédios pelo menos.
- Calma amor... - pediu Ruggero vindo logo atrás do pai - Deixa a gente chegar e já te conto tudo.
- Ela está ansiosa filho desde a hora que vocês saíram, tanto que a Florença tem dado cada mexida que até me assustou. - contou Antonella

Ruggero se pôs de frente a Karol, segurou na barriga sentido a bebê, a deu um beijo na testa e disse:

- O doutor ficou muito feliz comigo, meu exame mostrou que parece que nunca tive nada, não preciso mais tomar remédios...
- O amor o curou. - complementou Bruno.
- É sério? - quis saber Karol.
- E sim amor, estou completamente recuperado. - respondeu Ruggero a abraçando.
- Bruno isso é verdade? - perguntou Antonella um pouco incrédula.
- É sim amore mio, o eletro e a ressonância confirmaram, tudo está limpo como se ele nunca tivesse tido absolutamente nada o doutor ficou embasbacado. - respondeu Bruno também abraçando sua esposa.
Logo Leonardo se juntou a eles voltando da faculdade, ficou muito animado ao saber que seu irmão estava saudável novamente e que não precisava mais dos medicamentos.

A noite recolhidos em seu quarto, Ruggero e Karol conversavam virados um de frente para o outro na cama:
- Estou tão feliz que você ganhou alta Rugge. - exteriorizou Karol.
- Estou mais feliz ainda de estar com você aqui, casado e esperando essa mocinha chegar e acho que isso foi o que me curou. - rebateu ele, Karol o sorriu. - Ela está tão quietinha. - constatou Ruggero.
- Ela está sim, podíamos aproveitar... - sugeriu Karol o lançando um olhar atrevido.
- Certeza? - indagou ele.
- Uhum... - confirmou ela mordiscando o lábio.
- Se você for devagar tudo bem... - aceitou ele impondo a condição.

Com a liberação médica de Ruggero os dois puderam aproveitar mais do momento íntimo entre eles, sem medo de que o coração dele parasse em decorrência de algum exagero, ainda que Karol estivesse sendo cada dia mais prudente, já que ela estava começando a ter a falsas contrações naturais do período.

Alguns dias depois com o berço terminado, algumas mexidas no quarto de Ruggero, o berço e a cômoda foram colocados no lugar, Leonardo havia feito a pintura daquele lado da parede com mastreia, estava tudo pronto para a chegada de Florença. Nessa singela reforma até Thinker ganhou uma caminha com circuito aéreo que ele gostou muito, pois vivia na plataforma mais alta observando tudo através da janela.

Em um dos dias em que Antonella iria ao mercado, Leonardo ficaria integral na faculdade e Bruno estava na oficina, Karol e Ruggero ficaram sozinhos em casa aproveitando esse tempo para passarem "sozinhos", estavam sentados no jardim com Thinker que observava atentamente cada mexida de Florença colocando a patinha onde o corpinho dela fazia pressão para fora.

Os futuros pais estavam lado a lado, Ruggero protegia, olhava Karol com devoção, a gravidez parecia ter deixado ela mais bonita do que era, ela tinha um brilho em seu semblante sem igual e apesar das limitações que a fase lhe empunha ela vinha encarando tudo muito bem.
Contudo seu momento de calmaria foi interrompido pela campanhia tocando, Ruggero se levantou, deu um beijo na cabeça de Karol e entrou pela cozinha para ver de quem se tratava pela janela da sala. Ao ver quem era correu até o jardim ajudando Karol a se levantar sem entender o porquê dele estar tão agitado.

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