Capítulo 50

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Haviam passado alguns dias desde o nascimento de Florença, Karol e Ruggero se adaptavam a nova vida.  Tinker sempre muito atencioso, parecia saber quando a bebê iria chorar e os avisava com antecedência passando a ser agradecido desde que o casal percebeu o auxílio do bichano.

A vida seguia calma em Santa Lúcia, já em Péscara era o oposto, a casa dos Pasquarelli havia se tornado um ponto de encontro dos advogados e dos demais requerentes do processo contra Diego que seguia foragido, contudo a Interpol e outros órgãos de segurança estavam maciçamente atrás dele já que à todo momento pessoas se somavam ao processo com cada vez mais arquivos estarrecedores, fazendo Bruno se questionar do porquê não havia pensado nisso antes.

Carolina aparecia dia sim e dia não querendo noticias, havia alugado um pequeno apartamento nas proximidades. Cada avanço ou arquivo que se tornava prova incontestável era vibrado por ela.

No entanto Antonella se manteve mais reclusa, não queria conversar com ninguém, sentia falta de seu filho, sentia muita falta de Karol, afinal haviam convívido por muitos meses, pensava se sua neta já havia nascido, em como era e se estavam todos bem por lá.

Percebendo a tristeza latente em sua esposa Bruno passou a cogitar de mandá-la a Santa Lúcia com um motorista até a metade do caminho e depois que Maranello fosse buscá-la para leva-la a casa. Parecia o certo a fazer já que ela estava ficando cada dia mais triste ou se irritando com as questões do processo.

Dias depois ele contratou um motorista sem avisá-la, arrumou uma mala com as coisas dela, foi até o quintal onde ela estava aguando a roseira que Rugge e Karol haviam plantado quando ele se aproximou e a disse:

- Chega de colocar água nas plantas amore mio, tem um carro aqui na frente, uma mala com algumas roupas já está dentro dele, vá pra casa de campo, não a quero mais aqui triste ou irritada, não quero isso para você. ‐ Ela pensou em questionar, mas abriu um sorriso agigantado para seu esposo e o abraçou forte o beijando em seguida. - Somente me prometa que vai se cuidar.

- Irei amore mio, irei. Obrigada.

- Assim que tudo terminar eu e o Léo vamos para lá também. - a beijou novamente Bruno.

Antonella colocou óculos escuros olhou para todos os lados e entrou no carro que partiu brevemente.

Quase uma hora mais tarde o motorista parou no acostamento de frente a um carrinho 147 típico dos colonos da região e avisou:

- A senhora deve ir para aquele carro agora.
- Obrigada. Ninguém nos seguiu certo? - agradeceu e perguntou Antonella.
- Não senhora fique tranquila. - respondeu o homem.

Do pequeno carro, Maranello saiu, caminhou até o carro da frente, abriu a porta traseira de passageiros e ajudou Antonella a sair do carro, pegou a mala da senhora, agradeceu ao motorista e retornou para o seu veículo. Dali seguiram rumo à Santa Lúcia.
Um pouco relutante de início, Antonella acabou não resistindo e perguntou:

- A menina nasceu?
- A julgar pelos chorinhos que escuto vez ou outra, sim senhora, mas não vejo a moça desde que chegou, seu filho a manteve no andar de cima o tempo todo e continua mantendo. - respondeu o homem.
Antonella assentiu e deu um sorriso que foi mais para si mesma, conheceria sua neta em breve.

Chegando a frente da propriedade em Santa Lúcia, Antonella se preocupou ao ver um carro grande e preto parado ao lado do portão, antes que pudesse questionar Maranello a contou:

- São agentes da interpol, estão cuidando do perímetro, eles não sabem que seu filho, muito menos a moça estão aqui, estão apenas de vigia caso o homem que está sendo procurado apareça, já que é a propriedade dos Pasquarelli.

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