Capítulo 48

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Com Karol, Ruggero e Leonardo seguros no quarto principal, Antonella recebeu Carolina na porta da cozinha:

- Carolina! O que faz aqui?
- Vim ver seu filho, preciso ver seu filho. - disse a mulher com urgência em sua voz e com certa agitação em seu corpo.
- Desculpe meu filho não está saiu com o irmão. - se interpôs Bruno tentando conter sua expressão.
- Preciso contar a ele... Preciso... - seguiu agitada Carolina.
- O que precisa contar Caro? - teve curiosidade Bruno.
- E-eu cometi um erro terrível, TERRÍVEL! - se exaltou levando as mãos a cabeça.

Bruno e Antonella se entreolharam e ela abriu espaço para que Carolina passasse e disse:

- Entre, vamos conversar. - induziu Antonella tendo ideia do que mulher tinha ânsia de contar.
- Sente-se. - puxou a cadeira Bruno.

Carolina se sentou trêmula e afoita.

- Conte-nos o que queria contar ao nosso filho? - instigou Antonella se sentando a frente dela junto a seu esposo.

- Karol e Rugge se encontraram e dormiram juntos... - começou Carolina.
- Os dois se gostam, digo, se gostavam. - interrompeu Bruno.

Carolina sorveu saliva e seguiu segurando as lágrimas:
- O problema é que algum tempo depois descobrimos que ela estava grávida... - Bruno e Antonella simularam espanto - E-e... e-e ao invés de eu apoiar a minha f-filha - passou a chorar - e cuidar dela, e-eu a disse que... - respirou fundo Carolina tentando continuar.
- O que a disse? - indagou Antonella para ouvi-la admitindo o que fez com a própria filha.
- Que eu levaria ela para... T-tirar o bebê... Foi depois disso que ela sumiu... - passou a chorar compulsivamente.
- Você não fez isso Caro? Por quê? - deu uma reação Bruno querendo saber o motivo por trás daquela escolha.
- E-eu não sei, n-não sei o que me motivou a tomar essa a-atitude...- conseguiu responder a mulher.
- Isso não foi uma atitude Carolina, foi uma escolha. Você escolheu algo que não cabia a você, se eu fosse a Karol teria fugido do mesmo jeito, afinal ela vinha sendo privada de ficar com quem gostava. Escolher por ela foi realmente um erro. - disse Antonella o que de certo ponto estava entalado.
- Sabendo do que meu filho passou você acha justo querer vir aqui e causar mais dor a ele, o dizendo que além dele ter perdido quem amava ainda perdeu um filho e por simples escolha sua? - questionou Bruno cuidando para não se exaltar.
- E-eu não pensei bem... - conseguiu dizer a mulher aos prantos.
- Não pensou bem desde o inicio! Se tivesse escolhido sua filha ela estaria viva, meu neto também e meu filho não teria que ficar dependente de remédios por sabe Deus quanto tempo. Sua escolha foi um desastre e você acabou com três vidas e eu me pergunto Carolina qual foi a real motivação para isso! - jogou Antonella.
- Diego me a-ameaçava... - conseguiu dizer Carolina - Eu iria perdê-la de qualquer jeito... - seguiu chorando.
- Isso é o que Diego mais sabe fazer, ameaçar, você sabe bem a quantidade de vezes que ele ameaçou meu filho, e pior ele ameaçou alegando machucar a Karol. - disse Bruno.
- E nosso filho fez o que pode para manter sua filha segura. Se tivesse nos comunicado teríamos feito o mesmo. - enfezou-se Antonella se levantando.
- Diego iria sumir com ela da mesma forma, vocês e-entendem? - tentou seguir justificando Carolina.
- Não! - bateu na mesa Antonella - Se tivesse nos contado teríamos protegido a Karol! - Carolina se encostou no espaldar da cadeira soltando o corpo deixando as lágrimas escorrecorrerem. - Não tinha pensado nisso não é? E preferiu dar o último golpe na sua filha e a sentenciou como se fosse o próprio Diego! Achou que a mídia não saberia que ela teria feito um a-abo... Não consigo dizer tal atrocidade, mas sim saberiam e fariam a festa. Agora se tivesse nos contado teríamos protegido ela, teríamos cuidado e ela estaria bem. - deu meia volta se virando de costas para a mesa massageando as têmporas.
- Caro você tem alguma prova das ameaças do Diego? - perguntou Bruno após cogitar algo em sua mente.
- T-tenho a-algumas mensagens... porquê? - retornou com a voz falando Carolina.
- Porque vamos juntar provas e processar o Diego, é isso que vamos fazer! - respondeu convicto Bruno - Não podemos mudar o que já foi, mas podemos proteger outras pessoas das garras desse, desse farabutto.
- Hei e essa boca?! - bramiu Antonella.
- Estava com isso entalado amore mio, desculpe. - disse Bruno - Vou falar com meu filho pra coletarmos tudo que pudermos e vamos abrir esse processo. Irei em busca de mais alguém a quem Diego tenha ameaçado, de repente fazemos uma ação conjunta.
- Eu vou juntar tudo que puder Bruno, ainda que a escolha t-tenha sido minha... - se martirizava ainda Carolina.
- Eu não gostaria de carregar isso que você vai levar pra toda a sua vida Carolina, por isso sugiro que você procure ajuda e faça terapia para pelo menos amenizar sua dor. - sugeriu Antonella.

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