Com tudo descarregado, o capataz estacionou o furgão em um celeiro e voltou para a casa principal para ajudar seu patrão a desembalar as coisas.
- Papá vai dormir, deixe que depois eu e o Maranello façamos isso. – disse Ruggero.
- Não vou poder estar aqui no nascimento da minha neta, então me deixe apenas montar o berço e a cômoda e colocá-los no lugar, depois eu durmo filho.
Ruggero iria rebater, mas entendeu o sentimento de seu pai e o ajudou junto ao capataz.
Montaram os móveis rapidamente, Ruggero achou melhor os alocar no quarto principal onde iria ficar com Karol, afinal a casa era com uma distribuição italiana avantajada, o próximo quarto ficava em uma distancia pouco cômoda para deixar a bebê.
- Filho o Tinker acordou posso ouvir, esta miando, melhor ir pegá-lo e soltá-lo. – orientou Bruno bem baixinho para não acordar Karol enquanto colocava com cuidado a cômoda no lugar.
- Por um segundo esqueci ele, vou buscá-lo. – saiu apressando do quarto Ruggero retornando em seguida trazendo o gato mais calmo no colo o pousando na cama – Pronto agora se acomode ai.
- Acho que ele estava mais com saudade da Karol do que outra coisa. – constatou Bruno vendo o gato se aninhando junto da moça adormecida na cama.
- Acho que da Ka e da Flor papá. – deu uma risadinha Ruggero – Agora que o senhor já terminou de colocar as coisas no lugar, está na hora de ir descansar.
Bruno olhou para seu filho uns minutos e depois o abraçou firme lhe dizendo:
- Vou sentir sua falta filho, principalmente porque vamos ficar incomunicáveis até que pelo menos Diego esteja preso para prestar depoimento. Te peço meu filho, cuide-se, cuide da Karol e da minha neta, e qualquer coisa, qualquer coisa mesmo peça ajuda ao Maranello.
O capataz assentiu se ponto solícito.
- O senhor também se cuide, pois sabe muito bem que Diego não é flor que se cheire. - pediu Ruggero.
- Eu sei meu filho, por isso vou promover uma ação em conjunto. Vai dar tudo certo meu menino.
Bruno e Maranello se retiraram do cômodo, Ruggero se deitou ao lado de Karol e disputando um espaço na barriga dela com Tinker a fez carinhos suaves e delicados já que sua filha estava quieta, parecia estar dormindo.
Perto das quatro, ouvindo uma movimentação pelo piso de madeira rangente, ele se levantou cuidando para não balançar muito a cama e conseguiu se despedir de seu pai antes que ele partisse.
Bruno havia descansado, mas não dormido, ficou fazendo biscoitos para Karol comê-los no café e sentir ele e Antonella mais perto, pelo menos por uns dias.
Ruggero deu um último abraço em seu pai bem apertando antes de ele ir, sabendo que demoraria para se verem outra vez, mas certo de que era o melhor a ser feito de momento, a prioridade era Karol e sua filha.
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Poucos dias depois Bruno, já havia coletado muito material, Carolina mesmo o tinha ajudado. Juntaram alguns advogados especialistas e passaram a dar início ao processo para indiciar Diego por coerção, ameaças, agressão física e psicológica, corrupção entre outras opções que os advogados identificaram presentes nos arquivos.
Assim que a justiça internacional foi acionada, Diego passou a ser procurado para prestar depoimento, porém estava foragido, algo que Bruno tinha certeza de que acontecereria. No entanto, cada vez mais pessoas e artistas se juntavam a causa colaborando com arquivos e mais arquivos que se tornavam provas, muitas cabaís dos delitos cometidos pelo homem.
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Na casa em Santa Lúcia Karol e Ruggero permaneceram dentro casa, evitavam sair para não se exporem, mesmo sendo um local remoto, todo cuidado era pouco.
Ela andava tendo contrações durante o dia, passava boa parte do tempo sentada ou deitada, no entanto todos os dias Rugge a fazia caminhar pela casa, subir e descer as escadas e até mesmo dançava com ela para aliviar a pressão no osso da bacia que aumentava gradativamente.
