Capítulo 13

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MARCUS BERLINGAM

— Aquela filha da puta escapou mais uma vez!— esbravejo assim que encontro Turken, ela foi muito esperta em colocar aquela merda de detergente nos meus olhos me fazendo assim ir para o posto médico pois estava ardendo e me deixando cego.

— Devo ir atrás dela senhor?— pergunta cauteloso.

— Não.— falo furioso, estou realmente muito cansado disso.— Ela virá até nós, não se preocupe com isso.— Turken me lança um olhar conhecedor engolindo em seco, não sei porquê ele ainda age assim como se já não tivesse matado milhares de pessoas.— Essa garota só tem me dado problemas, cansei.

— Devo ligar para o hospital?— pergunta já com celular na mão.

— Não, ligue para a eletricidade.— falo e olho para fora do grande aeroporto através das enormes janelas.— Quero Suntowen inteiro as escuras!— digo focando meu olhar em um ponto fixo.

— Sim senhor.— Turken diz e então se afasta fazedo a ligação e tudo que me resta é esperar.

Eu me sento em um dos bancos e apoio meus cotovelos nos joelhos, segundos seguinte o aeroporto fica ás escuras assim como toda a cidade fazendo alguns dos presentes soltarem suspiros surpresos, eu junto minhas mãos e apoio meu queixo nela, olhando um ponto fixo no escuro do salão e sorrio de canto.

— Vamos Rumia.— sussuro para o nada.— Venha até mim minha fugitiva querida.

(...)

Obviamente o aeroporto é um lugar onde não pode faltar luz então minutos mais tarde é restabelecida provavelmente com ajuda dos geradores, vozes nos autofalantes acalmam os presentes e eu aperto meus dentes esperando.. esperando por ela, provavelmente no hospital também deve ter energia com a ajuda dos geradores, mas não estou nem ai, se uma vez a luz apagou no meio de seja la o que for que estiverem fazendo com Patrick Foster, ele já não está vivo, não sinto nada por ele, não o conheço mas pelo que conversei com ele posso dizer que é um filho da puta, esta cidade é minha então sim, eu digo quem morre e quem vive e ele é um dos que deveria estar morto há muito tempo.

Não me importo com os sentimentos de Rumia, tal como ela não se importa com mais ninguém a ponto de matar seu melhor amigo dessa maneira.

— Berlingam!— sua voz é irritada e alta, ela caminha até mim com os olhos cheios de raiva.— Faça voltar!— exige e eu franzo as sobrancelhas.

— Do que está falando Rumia?— controlo a vontade de sorrir por conta do seu desespero e raiva desnecessária.

— Eu sei que foi você quem mandou desligarem a eletricidade da cidade, faça voltar, o Patrick está em cirurgia.— se ela tentou falar isso com uma voz firme, ela falhou.

Puxo lentamente as mangas da minha camisa e cruzo os braços.

— Não poderia me importar menos.— digo e vejo quando seu rosto cai.

— Berlingam por favor!— ela está quase chorando.— Tudo bem, você venceu! Eu vou com você mas não prejudique o Patrick por favor!— implora.

Então eu me levanto fazendo ela recuar, a puxo para perto de mim.

— Você quis isso Rumia, você escolheu esse caminho, quantas porra de vezes eu te alertei?— ela balaça a cabeça em negação seus grandes olhos brilhando tristes.— Só hoje você fugiu umas mil vezes de mim meu amor, você. escolheu. isto.— ela tenta se afastar de mim mas eu a aperto.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora