MARCUS BERLINGAM
Rumia parece se dar conta de que está em meus braços e então luta para descer se contorcendo, já chegamos no estacionamento pouco iluminado então eu a deixo no chão, ela tropeça e me olha, seu rosto é uma bagunça, covas fundas ao redor dos seus grandes olhos azuis e o cabelo dourado espalhado pelo rosto, sobrancelhas furiosamente franzidas, nariz, bochechas e orelhas vermelhas.— Não deixa de ser linda, no entanto.
— Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio!— ela diz fazendo cócegas em meu peito com seus socos, coloco minhas nos bolsos da minha calça e ergo meu rosto, um pouco confuso da sua atitude sendo que avisei o que aconteceria se ela me desobedecesse. — Você é desprezível! Idiota! Imbecil! Filho de uma puta! Eu vou matar você!— ela está quase subindo em cima de mim quando eu agarro seu braço, empurrando ela e a prendendo no carro mais próximo, eu colo meu corpo com dela, ela engole em seco me encarando, tentando fazer seu olhar duro.
— Eu te falei Rumia.— digo próximo ao seu rosto olhando bem fundo em seus olhos.— Não estou fodendo com você, você me testou, eu te provei.— digo, ela tenta se soltar mas eu aperto com mais força seu pulso, vejo ela se contorcer de dor mas não paro.
— Você é um insensível! Você não tem coração!— diz com raiva.
— Eu tenho, e eu sou sensível meu amor.— solto um pouco seu pulso.— Eu não matei seu amigo, só deixei ele em coma, deveria me agradecer.— digo e ela me olha com mais desprezo que consegue.
— Como você...— seu olhar falha.— Como você teve coragem de machucar um inocente?— ela volta a me olhar.
— Eu?— a empurro.— Foi você quem machucou seu amigo Rumia, eu te avisei, te alertei e te dei tempo para você decidir, você escolheu isso.— digo e ela balança a cabeça em negação.
— Não..
— Sim, foi você quem escolheu isso porque você é uma vadia egoista, você machuca todo mundo só para você se dar bem!— toco sua ferida.
— Não- ele treme balançando a cabeça.
— Sim, você machucou Patrick assim como machucou sua melhor amiga Melanie, assim como machucou seus pais, assim como machucou Cora!— então eu abro sua ferida e ela me empurra.
— NÃO!— ela puxa seus cabelos.— Não, você..— me aponta.— Foi você quem machucou Patrick, foi você...
— Eu? O que eu te falei Rumia? Poderíamos evitar isso, poderíamos adiar essa conversa mas você fez sua escolha, você escolheu correr porque é o que você gosta, você gosta de fugir não é? Mas eu já lhe infomei Rumia, de mim você não está fugindo.— me aproximo dela mais uma vez.— Você me deve Rumia e acho melhor você vir comigo por bem, já te mostrei que não estou fodendo com você.— digo e ela aperta os dentes.
Então ela sorri, largo e brilhante por causa das lágrimas.
— Não Berlingam.— fico um pouco mexido, é a primeira vez que ela fala meu nome.— Ai que você se engana.— diz.— Eu já não tenho nada a perder, eu não tenho Melanie, eu não tenho meus pais, eu não tenho Cora e eu não tenho mais Patrick!— diz confiante, minha vez de sorrir.
— Patrick ainda não está morto querida.—seu rosto fica apavorado.— Isto aqui.— aponto ao nosso redor.— Toda está porra de cidade, a merda do país inteiro é meu, meu amor, se você quiser me testar eu paro a merda daquelas máquinas e,— agacho até sua altura para ela ouvir muito bem o que vou lhe dizer.— Os pais de Patrick vão processar você, você não vai ter como se defender, você vai para a cadeia e advinha só? Eu também mando na prisão, então eu tiro você de lá e te levo comigo.— sorrio por fim fazendo ela me olhar com horror.
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WHERE IS RUMIA?
Aktuelle LiteraturViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
