MARCUS BERLINGAM
— Bom dia meu amor.— eu digo vendo Rumia entrar irritada pela porta. — Como foi o passeio?— ela não me responde e nem me olha.— Humm, está de birra? Entendi.— pego meus pertences.
Eu me arrumei assim que ela saiu, de madrugada quando despertei por causa de suas contorções, acredito que era por conta do pesadelo que ela teve, eu chamei milhares de guardas porque não queria trabalho com Rumia e aproveitei para pegar um par de roupa no carro, e voltei a dormir tranquilamente.
Rumia se abraça enquanto senta na cama, eu vejo lágrimas brilhando na borda de seus olhos cristalinos e ela também morde o lábio que está tremendo, ela também está com a perna inquieta, sinto meu peito apertar, mas depois da olhada no relógio eu percebo que não tenho tempo para lidar com os dramas dela.
— Vamos embora, você já me atrasou demais.— eu digo e quando ela não se levanta a encarro.— Qual é seu problema? Vamos embora!— quase berro.
— Será que você não entende que não quero ir com você Berlingam?— sua voz está rouca como se ela tivesse passado as últimas horas chorando, as lágrimas que ela estava lutando para engolir caem, desvio meu olhar.— Me deixa em paz!
— Infelizmente não temos essa opção, então ou você levanta dai e me segue ou meus homens vão levá-la, escolha Rumia.— ela se da por vencida e então vem comigo.
— Eu te odeio, de verdade te odeio muito você é o pior ser humano do mundo!— fala com raiva e eu enfio minhas mãos no bolso.
— Entre na fila Rumia.— digo também entredentes e não entendo minha raiva.— Você não é a única garota nem ser humano que me odeia neste mundo.— informo, ao chegarmos no andar de baixo um dos seguranças vem até mim mas eu sinalizo que está tudo bem e então ele assente, saindo do motel o carro ja nos espera na frente com um dos meus motoristas.
Abro a porta para Rumia que entra e depois eu, meu corpo alivia quando o carro anda, ainda chove, mas é bem pouco, são chuviscos, eu finalmente estou em casa, se Rumia cooperar, eu acabo com isso mais rápido do que eu planejo.
Sinto meu estômago roncar.
— Rodrigo, pare em um restaurante para o café da manhã.— digo.
— Sim senhor.
Meu motorista é rápido, em poucos minutos já entramos na zona nobre de Iceberg e em poucos segundos já estamos em um restaurante de alta classe, eu olho para Rumia desaprovando suas roupas esportivas mas ai me lembro que ela não tem nada, somos recebidos com uma garçonete simpática que também desaprova as roupas de Rumia, eu a fuzilo com o olhar e ela engole em seco pedindo desculpas com o olhar.
Nos sentamos, Rumia olha por todos os cantos, mandei meus seguranças para casa, só me encontrando com dois que estavam atrás de nós, ela não tem como escapar.
— O que vai querer comer?— pergunto olhando o menu de café da manhã.
— Isso também estará na minha dívida?— eu olho para ela que tem um olhar cansado no rosto.
— Você tem sido uma boa garota, então é por minha conta.— pisco, Rumia arregala levemente os olhos e então enfia seu rosto no menu, sorrio achando adorável a forma como ela fica envergonhada.
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WHERE IS RUMIA?
Ficción GeneralViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
