Capítulo 37

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MARCUS BERLINGAM

Apressado, eu subo as escadas em três e quando chego no quarto vejo Greta na cama com Rumia deitada em suas pernas, ela não parece machucada, um peso enorme sai das minhas costas e eu respiro fundo.

— Ela está bem?— pergunto me aproximando devagar enquanto avalio o resto do quarto, realmente tem sangue saindo do closet, o vidro quebrado e uma caixa enorme no chão.

— Sim, mas ela não acorda, Ben foi pegar álcool.— Greta diz, sua voz embargada, ela criou esse sentimento materno por Cora e acha que Rumia é Cora, eu poderia dizer a ela que a amada filha dela é uma louca psicótica.

— Certo, eu assumo daqui.— ela se levanta e da um sorriso mínimo, eu me sento ocupado a posição de Greta, coloco a cabeça de Rumia em minhas pernas, ela não se move, checo seu pulso e respiro aliviado ao sentir ele bater, eu checo ela inteira e não parece ter nenhum arranhão.

Ben e Turken entram, Turken chia ao ver o sangue quase chegando no quarto, eu sinalizo para ele dar uma olhada.

— O que aconteceu com você?— pergunto ao ver a testa de Ben com um band aid. Ele comprime os lábios e aperta o pano em sua mão antes de apontar para Rumia.

— Ela jogou um copo na minha testa.— eu olho para Rumia que parece dormir tranquilamente.

— O que você fez?— ele engole em seco.

— Nada senhor, eu apenas disse que não compartilhava assustos da máfia.— semicerro os olhos.

— Conta tudo.— ele engole em seco.

— É tudo senhor.

— Rumia não atacaria você por isso— eu me levanto com cuidado para não machucar sua cabeça e peito com Ben.— Você está mentindo para seu chefe? Você está esquecendo que tem câmeras nesta casa? Você quer me fazer ver elas e cortar sua língua para você não latir mais mentiras?— vejo o medo brilhar em seus olhos e ele balança a cabeça em negação.

A raiva sobe em mim, além de Cora ter sumido, Rumia está desmaiada, coisas sinistras acontecendo e ainda tem esse filho da puta achado que pode mentir para mim.

— S-sinto muito s—

— O que você falou para ela te atacar?— ele engole.

— Eu disse que ela era um negócio da máfia.— ele cai após o soco que dei, eu me aproximo lentamente sentindo minhas veias pulsarem.

— A proxima vez que você dirigir a palavra para ela e falar uma atrocidade dessas eu corto sua língua e mando de presente para sua mãe.— seus olhos aumentam de tamanho.— Ela está na suíça não é? Com sua irmãzinha Daniela certo?— ele balança a cabeça em negação.— Você quer que eu faça deles um negócio da máfia também?

— Senhor Berlingam, por favor não, eu sinto muito.— eu posso ver lágrimas brilharem na borda de seus olhos, eu o puxo sentado e pairo sobre ele, minha voz calma.

— Eu gosto de você porque você é forte e ágil Benjamin.— sussuro.— Mas se você mexer com o que é meu.— rio fraco.— Você vai perder tudo que está aqui.— aponto seu coração.— Absolutamente tudo, você me entende?— ele engole assentindo freneticamente.— Fui realmente claro Ben?— mais assentos.— Que bom.— eu deixo ele quando Turken aparece.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora