Capítulo 54

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RUMIA GREEN

A luz praticamente cega minha visão, estreito os olhos virando meu pescoço para os lados, dói, a cama em que estou agora é melhor do que a anterior, observando melhor, registro um quarto de hospital, engulo. Nada, minha garganta está seca.
Tento me lembrar de como vim parar aqui, acontecimentos surgem em minhas memórias como um filme desde eu fugindo de Marcus até minha irmã me pegar.

Minha irmã.

Cora está viva e ela fez o inferno de mim, meu corpo todo dói montsrando isso, avisto uma enfermeira mexendo em algumas coisas, estico meu braço mas ele cai leve na cama, a enfermeira se vira para mim.

— Senhorita Rumia! — exala. — Não faça esforço, um segundo. — ela mexe em algumas coisas que fazem minhas dores aliviar e minha cabeça parar de doer momentaneamente. Lembranças de como vim parar até aqui me assombram, meu coração pula no peito.

— V...você — respiro, a enfermeira acaricia meu braço.

— Não se esforce muito senhorita. — diz. — Você sofreu muito, deveria descansar. — balanço a cabeça e agarro sua mão com força.

— Me diga... — molho os labios, minha garganta e boca secas demais. — se eu estou grávida. — estou atordoada, minha respiração fraca, seguro a região da minha barriga, parece estranhamente vazia, a enfermeira comprime os lábios. — Por favor— sussuro. — preciso saber. — meus olhos não se mantém abertos por muito tempo, ela respira fundo apertando minha mão.

— Infelizmente você perdeu os bebês senhorita. — a dor que sinto é inexplicável, meu coração dói tanto que quero gritar mas não consigo, lágrimas rolam em meu rosto.

— Você disse... — respiro, está tão difícil falar. — bebês?

— Sim. — ela parece triste em dar a informação. — A senhorita estava grávida de gêmeos. — choramingo.

Gêmeos. Como eu e Cora.
Isso só pode ser karma, karma por eu ter matado Cora, karma por todas as pessoas que Marcus já matou, inclusive Benjamim e seu filho, Deus está lhe fazendo pagar e a mim também.

— Quanto tempo?

— Dezessete semanas senhorita. — respiro com a informação, praticamente quatro meses.

Não acredito que engravidei na primeira vez que fiz sexo com Marcus, a situação é cômica.

— A senhorita quer que eu chame seu namorado? — estreito os olhos.

— Namorado? — exalo tão surpresa quanto pareço.

— Sim.. bem.. humm.. — ela coça levemente a nuca. — o senhor Berlingam. — meus olhos se arregalam, meu coração martela no peito. Marcus está aqui? Onde está Cora? Merda, ela os chamou ou ele me achou?

— Quem mais está aqui? — sussuro.

— Senhor Russo, senhor Zion e uma mulher que não conheço junto de outro homem.

— A mulher, tem cabelos escuros e olhos — respiro.

— Verdes? — completa a enfermeira.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora