MARCUS BERLINGAM
Eu não sabia o que era mais prazeroso, a expressão incrédula de Rumia ou suas mãos tateando meu peito. Ela me fuzila pela milésima vez antes de molhar o pano na água depois enxugar e então limpar meu peito.
— Saiba que odeio você.— ela diz fazendo pressão no meu abdômen, eu rio.
— A culpa disso tudo é sua.— dou de ombros— Se você tivesse pagado sua dívida ou ter sido uma boa garota, nada disso estaria acontecendo.— digo, ela aperta os olhos antes de jogar o pano no chão.
— Terminei.— diz e se levanta sem muito equilíbrio por causa de seu tornozelo, eu fiz bem em atirar ali, assim ela não terá forças para correr, eu não duvido que ela esteja planejando uma fuga agora mesmo.
— Certo.— eu ajusto meu corpo às costas da cama.— Você pode entrar no banho se quiser.— digo.
— Você não me deu chance de pelo menos pegar minhas roupas.— ela se aponta.— Agora eu não tenho nada pra vestir e nem faço a menor ideia de quem são as roupas que estou vestindo.— diz cruzando os braços.
— São minhas de quando eu tinha quinze anos.— dou um sorriso orgulhoso para ela que parece minimamente surpresa mas depois fecha a cara. — Vou pedir que providenciem roupa para você.— digo e pego o telefone fixo no criado mudo.— Pode ir.
— Não me de ordens.— Rumia revira os olhos antes de mancar para o banheiro, eu me certifico de que ela feche a porta antes de ligar para Greta para ela ir ao quarto que Cora costuma ficar e pegar uma de suas camisolas de dormir.
Eu mordo o lábio imaginando Rumia dentro de uma dessas roupas, claro que já vi Cora vestida das mesmas roupas várias vezes, mas duvido que terá o mesmo efeito que ver Rumia, as duas podem ser iguais— mas também não poderiam ser mais diferentes.
Alguns minutos depois a empregada traz a roupa e então se retira, Rumia sai do banho enrolada em uma toalha, eu posso sentir meu próprio cheiro nela, ela usou minha loção de banho e meus óleos pós banho, muito abusada. Ela caminha até a cama com seus cabelos molhados caíndo em seus ombros nus, eu observo sua pele pálida brilhar na luz do quarto, sua clavícula marcada por conta de sua magreza, ela agarra a camisola minúscula e me encara.
— Você não espera que eu vista essa porcaria e durma com você?— ela me fuzila.
— Na verdade— me reencosto.— Espero que você vista isso e fique de quatro me mostrando suas habilidades com a boca.— eu vejo seu pescoço ficar vermelho e ela agarrar com força o pedaço de pano.— Boatos que você era a melhor no boquete.— continuo vendo a raiva subir pelo rosto de Rumia, eu espero que ela venha me bater o mais rápido possível.
Sua respiração se desregula e ela da um passo exitante na minha direção.
— Vamos, não seja tão lenta, já estou duro como uma pedra.— eu pego meu pau por cima da calça e os olhos de Rumia se arregalam. — Venha me dar o que você sabe d— ela me deu um tapa. Forte e ardente, do jeito que eu adoro.
— Cale sua maldita boca seu filho da puta.— água do seu cabelo pinga em meu peito nu quando ela aponta o dedo na minha direção.— Não fale do que você não sabe.— diz.
— Mas aí é onde você se engana meu amor.— eu aproximo dela e seguro sua toalha, ela segura de volta apertando para eu não puxar.— Eu sei que muitos coisas sobre você e muitas delas, nem você sabe.— cuspo e vejo seu rosto confuso, eu puxo a toalha mas estou em desvantagem por causa do braço, ela arranca de mim e se afasta, seus dedos apertando a toalha enquanto ela treme, ela joga a camisola na minha direção.
— Vista isso se você quiser.— ela diz.— Filho da puta.— insulta.
— Pelo menos sou filho da puta, você é a própria vagabunda imunda que vendia sua boca por causa de uns trocados para comprar cacaína.— eu tento soar calmo mas o insulto saiu amargo na minha boca, eu vejo Rumia lutar contra o aperto da toalha, ela não diz nada quando caminha de volta para o banheiro e bate a porta em um estrondo.
Eu respiro fundo, não gostei de sua reação, queria que ela partisse para cima de mim e gritasse, me batesse, queria luta, mas ela apenas engoliu e se trancou no banheiro, eu me jogo na cama, definitivamente teria que me livrar dela.
(...)
Enquanto Rumia estava no banheiro, eu peguei meu laptop e comecei a trabalhar, eu tinha algumas contas a pagar e a receber, comecei a dar ordens para os meus cobradores irem fazer seu trabalho e fiz a minha parte, eu também fui pesquisando sobre a Ilha de Diamantes porque se depende-se de Cora, eu teria que matar Rumia para conseguir a minha parte. Meu estômago revira.
Matar Rumia. Isso sao quase como um pecado e eu não gosto de como meu corpo e alma reagiram, eu olho para a porta do banheiro ainda trancada, ela está lá há muito tempo, já escureceu lá fora, será que ela adormeceu, ou ela está planejando sua fuga? Nunca dava pra entender, eu fecho o laptop e me levanto, abro a porta mas está trancada.
— Rumia!— eu bato com força mas ela não responde, não tem como fugir do banheiro, tirando o fato de estarmos no terceiro andar, a janela é muito pequena até para o corpinho de Rumia.— Rumia!— bato novamente.— Abra essa porta.— exijo mas nada acontece, nenhum som nem nada.— Rumia porra!— minha corrente sanguínea sobe e eu não sei se estou nervoso ansioso com medo ou irritado, talvez tudo junto, e se ela tirou a própria vida?
Droga porquê que eu me importaria?
— Rumia? Abra a porra da porta.— bato freneticamente mas nada.— Rumia porra!— nada denovo,— Estou arrombando!— eu digo e me lanço sobre a porta mas antes que eu perceba ela se abre e eu escorrego caíndo no chão e batendo minha cabeça, meu braço lateja, eu vejo Rumia segurar um spray em sua mão me olhando nervosa.— Rumia— minha voz é um sussuro enquanto ela começa a ficar embaçada na minha visão.
Eu vejo ela passar por mim enquanto fecho os olhos lentamente, merda, era para eu ser forte, mas Rumia não para de me surpreender.
Eu vou a castigar, Deus como vou!
CONTINUA...
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WHERE IS RUMIA?
BeletrieViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
