RUMIA GREEN
Encaro o mapa que Turken me apresentou essa manhã, todos os alarmes e sistemas de segurança sublinhados a vermelhos, respiro fundo me concentrando.
Desde que Marcus disse que esse seria meu "último trabalho" e u estaria livre, não paro de pensar no depois. Para onde eu iria? para quem eu voltaria? Obviamente depois do sumiço que aconteceu eu perdi meu emprego na farmácia, para não falar do Patrick, ele era meu único amigo e eu o matei, eu nem posso pensar em voltar a falar com Melanie ou Zion, eles são parentes de Berlingam e eu quero desaparecer da vida deles, apesar de não ter ninguém. Talvez eu fique nesses centros para mulheres até arranjar alguma coisa para fazer que me sustente.
Me sinto nervosa, mas não só pela liberdade que ganharei, por tudo, meu coração acelera toda vez que lembro de Marcus e isso me assusta porque eu não posso simplesmente começar a gostar dele, não tem o que gostar nele, Marcus é mau e a cada dia que passa ele me mostra que é um ser que eu não posso depositar meus sentimentos, ele me usa e me humilha e de jeito nenhum eu estarei ficando com alguém assim, eu já sofri demais.
Outra coisa que me faz pensar muito nele é não ter uma ocupação ou uma companhia feminina, desde que pisei nesse inferno estou rodeada de homens, Marcus, Turken, Benjamim, Russiel, eu cansei deles, bem, tem Greta, eu poderia conversar com ela aproveitar que Marcus e Turken saíram, eles só voltarão de noite para me buscar para o envento.
Abrindo a porta, eu reviro os olhos ao ver Benjamin parado na porta, dou um passo para fora mas ele bloqueia.
— Senhor Berlingam deu ordens para que a senhorita não saia do quarto.— fecho os olhos soltando um suspiro e dou um passo para dentro.
Não quero desafiar Marcus, não quando a porta da minha liberdade está entreaberta.
— Você pode chamar Greta para mim?— ele me olha por cima do ombro antes de assentir e fechar a porta, eu ouço ele trancar e reviro os olhos, tudo bem, dias de glória virão.
Voltando pra o mapa eu analiso todos os pontos do museu e faço meus planos, nunca roubei nada mas isso não significa que nunca me enfiei em lugares pequenos para pegar emprestado algumas coisas ou até mesmo para fugir de algumas pessoas, será canja se tudo correr como o mapa descreve.
Minutos depois Greta entra e eu sorrio para ela.
— Bom dia senhorita Cora.— eu franzo o nariz com o nome.— Eu fiz torta de maçã como a senhorita gosta.— minha boca saliva e eu me aproximo dela pegando a taça.
— Como sabe que gosto de torta de mança?— eu dou uma mordida e reviro os olhos pelo prazer.
— A senhorita me disse, a senhorita sem—
— Greta!— Benjamin a chama.
— Com licença senhorita.— ela vai até a porta e eu me sento comendo, faz tanto tempo que não como, meu Deus isso está uma delícia.
Benjamim e Greta sussurram coisas mas eu estou alheia comendo a minha torta, quando eles terminam, Greta volta com um sorriso nervoso e se senta ao meu lado.
— Algum problema problema? Ele estava infernizando sua vida?— ela ri.
— Está tudo bem senhorita.— diz.— Eu soube que hoje vocês vão a uma exposição.
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WHERE IS RUMIA?
Ficción GeneralViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
