Capítulo 26

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RUMIA GREEN

Eu puxo uma respiração apertando meus olhos com força antes de os abrir e encarar Berlingam, ele está parado na minha frente, seu corpo magro mas musculoso distraindo a minha visão, eu encaro seu peito analisando os traços delicados do seu abdômen, respiro fundo quando meu olhar passa pelo seu ombro e braço esquero enfaixado por causa do tiro, meu coração ainda pesa dentro do peito por causa do meu ato, por um momento fiquei com medo de ter realmente tirado a vida de Marcus, eu iria a prisão, eu sei disso, mas além disso eu ganharia ainda mais ódio da Melanie e do Zion, esse é o único motivo de eu não ter mirado em seu peito.

Marcus está me observando atentamente, não sei o que ele está pensando mas eu concerteza não gosto da expressão em seu rosto, eu também não gosto de como ele parece atraente mesmo ferido, eu achava que chefes da máfia eram homens velhos e barrigudos cheios de barba, não modelos ou anjos caídos do céu, mas uma parte de mim agradece por ele ter essa aparência ao invés dos homens da máfia dos filmes que vi.

— Sua expressão me da a entender que você quer enterrar seu lindo rosto em meu peito.— ele fala e eu lanço meus olhos para os seus, ele tem um sorriso arrogante no rosto, nem parece que levou um tiro no ombro há poucas horas.

— Eu estou vendo se tem como perfurar seu coração com o poder da mente.— eu digo duro e ele sorri ainda mais.

— Você pode cavar, no entanto.— antes que eu entendesse o que ele quis dizer, sua mão agarra meu pulso e posiciona em seu peito, eu sinto seu coração bater forte na palma da minha mão, por alguma razão a sensação não só aumenta minha pressão cardíaca como também me acalma.

Eu olho para Berlingam enquanto ele massageia seu peito com minha mão, nossas respirações alteradas, ele tem esse brilho sádico no olhar, eu arranho seu peito e ele suspira alto, o som arrepia meus sentidos, eu cavo mais fundo com minhas garras e até que um pouco de sangue apareça em seu peito, eu olho para Berlingam aterrorizada só para encontrar ele de cabeça jogada para trás e sorriso nos lábios, esse filho da puta.

Ele está gostando, adorando, meu olhar cai e eu observo sua calça sendo esticada pelo pau dele, eu arregalo os olhos com a respiração presa na garganta, eu tento soltar seu peito mas ele agarra meu pulso, eu olho para ele, eu achava que estava fazendo ele sentir dor.

— Veja como suas carícias me deixam.— ele diz e desce minha mão pelo seu abdômen, eu sinto sua pele macia sobre minha palma e então ele descansa na sua ereção.— Veja o que você faz comigo.— sua voz e rouca e profunda.

Eu aperto minhas coxas, não é possível que este homem esteja excitado enquanto sangue escorre de seu peito. Minha mão está em seu pau duro, eu não controlo o impulso e aperto, Marcus geme jogando a cabeça para trás, eu puxo minha mão do seu corpo. De jeito nenhum eu vou dar prazer para este homem. Ele me olha com um sorriso no rosto.

— Você é doente.— eu falo, meu peito traiçoeiro demonstrando meu medo e nervosismo, Marcus sorri e pega um pouco de seu sangue que escorria por todo seu abdômen.

— Tenho noveta e nove por cento de certeza que você adora.— ele diz e antes que eu pense em algo, ouço meu próprio grito quando ele agarra um punhalo do meu cabelo e empurra minha cabeça para trás, eu engulo e então ele pinta meus lábios com seu sangue.  — Vermelho fica lindo na sua boca.— ele fala rouco.

Antes que eu perceba minha língua toca meu lábio e eu sinto o gosto metálico adocicado eu olho para Berlingam que sorri.

— Você é tão louca quando eu.— ele cola seus lábios nos meus e eu fico furiosa por ele me invadir assim, eu empurro ele mas ele é forte e firme, sua braço livre agarra meu corpo com força e ele usa o joelho para separar minhas pernas e se enfiar no meio, ele está em pé e eu sentada, então ele me puxa até a beira da cama e reveidica minha boca.— Me beije Rumia.— ele diz antes de morder meu lábio.

Irritada, eu arranho seu braço e ele geme me apertando mais, eu levanto minhas mãos para seus ombros e puxo seu cabelo com força suficiente para o machucar, Marcus cheira e sabe bem, seu sangue mistura-se em nossas bocas e é a melhor coisa que já senti, eu mordo seu lábio e sinto ele sorrir, nossas respirações ofegantes mas ninguém cede.

Não deixo sua boca quando ele agarra minha coxa com força subindo até minha cintura onde ele aperta e levanta minha blusa, sua mão encontra meu seio e ele aperta o piercing, eu me afasto e jogo a cabeça para trás suspirando, ele mordisca meu ombro e volta a me beijar.

— Sensível demais.— ele sussura entre beijos enquanto tortura meu mamilo, eu puxo ele mais para mim desejando sentir seu calor, Marcus geme quando arranho mais uma vez sua pele e me morde, ele morde minha língua e depois eu mordo a sua, o beijo é completamente selvagem e odioso, pelo menos da minha parte, algo que nunca dei na minha vida toda, ele puxa meus cabelos e olha para meu rosto com um sorriso convencido.— Que bom que eu te levei, agora você é toda minha.

Eu o empurro ainda sem fôlego.

— Nunca serei sua, e quando eu melhorar dessa porra.— eu aponto para meu tornozelo enfaixado.— Estarei fugindo.— digo entre dentes.

— E eu estarei te caçando.— ele se aproxima mais uma vez e agarra meus cabelos inclinando meu rosto.— Toda vez que você fugir, eu te caço e vou te foder até você esquecer seu nome, toda vez.— ele promete antes de voltar a me beijar.

Eu me derreto nele e o beijo com mais raiva ainda, quem ele pensa que é para me caçar? Não sou nenhum animal.

Alguém bate na porta e eu mordo seu lábio com força antes de o empurrar para longe, Marcus sorri e limpa o sangue de seu lábio.

— Sim?— ele diz sem tirar os olhos de mim, eu posso sentir meus lábios inchados e ardendo, assim como minha calcinha humida por baixo da roupa, eu devo ter me mijado porque de jeito nenhum eu fiquei excitada por este homem.

— Senhor.— Turken entra na sala que mais parece um hospital.— A empregada já preparou tudo, vocês podem ir descansar.— ele diz e olha para o peito de Marcus, o sangue parou de escorrer e secou em seu peito.

— Tudo bem Turken.— ele diz.— Providêncie dois homens para ficarem na porta do meu quarto.— Ele me olha.— Rumia não pode mais escapar de mim.— fala, eu reviro os olhos.

— Sim senhor.— Turken diz e se retira, eu desvio meu olhar de Marcus e então ele chega até mim mais uma vez.

— Vamos querida, você precisa me limpar, afinal de contas.— ele aponta para seu ombro enfaixado.— Você me deixou inválido.— diz.

— Não é como se você tivesse jogado uma luta justa.— eu aponto para meu tornozelo.

— Se você fosse uma boa garota, nada disso teria acontecido.— ele da de ombros.

— Já falei que não sou boa.— me irrito e ele se diverte. Marcus pega uma mexa do meu cabelo e enrola em seu dedo.

— Eu tenho absoluta certeza disso meu amor.— ele beija o fio loiro antes de se elevar sua postura. — Agora vamos, preciso descansar pois tenho assuntos a resolver.— ele diz estendendo sua mão para mim, eu bato nela e fico em pé sozinha.

— Consigo andar.— digo apesar da dor latejante, preciso me acostumar com ela pois pretendo fugir essa noite, não me importo com o exército de guardas, eu não vou desistir da minha liberdade.

Fugirei até meu limite.

CONTINUA...

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