Capítulo 41

1.4K 87 23
                                        

RUMIA GREEN

Marcus não fecha a porta quando se retira, engolindo em seco eu finalmente encaro seu amigo tentando ignorar o barulho do meu coração acelerado.

Ele é fisicamente assustador, alto demais com a cabeça raspada e olhos azuis mais intensos que já vi na vida, ele também tem uma cicatriz no rosto e tatuagens cobrem seus braços e pescoço, eu poderia me assustar facilmente com ele se não tivesse passado essa temporada com Berlingam, por mais que Berlingam seja um mafioso filho da mãe ele tem zero tatuagens, este é completamente o contrário, seu sorriso me deixa menos desconfortável com sua presença.

— Rumia Green, certo?— engulo em seco antes de erguer meu rosto, ele é um dos que sabe meu verdadeiro nome.

— Sim.— seu sorriso comedor de merda me deixa um pouco confusa.

— Você...— ele me sonda me fazendo o olhar por cima do ombro— é muito parecida com alguém que eu conheço.— completa, reviro levemente os olhos.

Há muitas garotas loiras de olhos azuis.

— Compreendo.— digo, ele continua com o sorriso no rosto.

— Prazer, Russiel Russo.— estende a mão tatuada, eu franzo o nariz e aperto.

— Seus pais não poderiam te dar um nome que não rimasse com seu apelido ou que não denunciasse sua nacionalidade?— ele solta uma risadinha.

— Me fiz a mesma pergunta até me tornar o líder da Bratva— ele suspira levemente.— Temos que ter esse nome, se eu tiver um filho homem ele deverá se chamar Russiel também.— da de ombros.

— Então ele será Russiel, o II?

— O IV.— conta

— Que sem graça.— ele ri.— Além do mais, é suposto você me contar tudo isso? O Marcus não vai se irritar com você?— congelo quando ele passa o braço em volta dos meus ombros.

— Berlingam pode ir se foder.— ele pisca parecendo que me conhece e eu sorrio.

Acho que gostei dele.

— Melhor irmos a sala de treino, as coisas estão feias lá fora.— ele me guia pela escada e descemos até ao subsolo atravessando salas e salas antes de chegar a uma de ringue com vários equipamentos, engulo em seco quando vejo facas e outras armas em uma vitrine como se estivessem em um museu para ser apreciadas, eu poderia roubar uma e atacar Marcus enquanto ele dorme.

— Essa casa não acaba.— sussuro, Russiel sobre no tablado e me chama.

— É a mansão de um Berlingam, não tem fim.— comprimo os lábios. Sempre gostei de casas grandes com jardins, sempre pensei que teria uma família algum dia e eu brincaria com meus filhos no nosso jardim, só posso rir desse sonho idiota.

— Realmente.

Russiel estuda a sala por alguns minutos e então se vira para mim.

— Veja Rumia, o negócio é o seguinte, você precisa ter alguns movimentos chaves caso a camorra decida atacar mas em condições normais você mal vai descer do carro porque é só para passar pela fronteira.— explica.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora