Epílogo|1

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RUMIA GREEN BERLINGAM

MESES DEPOIS...

Ai — grito, Marcus ergue uma sobrancelha do seu lado da mesa.

— Está chutando novamente? — ele larga seus papéis se aproximando de mim, estou grávida de trinta e seis semanas, a médica disse que o bebê nasceria nessas vésperas.

— Sim, demais — choramingo, Marcus embala minha barriga e respiro fundo. Era enorme, nós ainda não sabíamos o sexo, depois da minha primeira gravidez, aquela em que perdi dois filhos, tentamos, mais como Marcus fazia de tudo para gozar dentro e fiquei grávida mas tive que interromper no quinto mês, havíamos descoberto ser um menino, decoramos o quarto de azul e tudo bonitinho mas ele não veio ao mundo, eu tive complicações e não poderia continuar, entrei em depressão mas Marcus e Bridget estiveram ao meu lado durante todo o processo.

Então tentamos mais uma vez e aqui estamos nós, decidimos não saber o sexo para em caso de não acontecer, não iríamos sofrer "muito" era uma ilusão obviamente, eu estava tão envolvida com este ser aqui dentro que pensar em ele não vir ao mundo, estaria desistindo de ser mãe.

Fecho meus olhos com força deixando que Marcus acalme seu filho, mas ele não parece querer isso, ele chuta tão forte que Marcus se afasta.

— Meu Deus! — meus olhos percorrem o líquido que escorre nas minhas pernas, Marcus franze as sobrancelhas e toca levando ao lábios.

— Rumia.. — ele sussurra atordoado, eu também, meu coração batendo forte no peito e eu balanço a cabeça em negação.

De novo não, não posso perder mais um bebê, respiro fundo. Deus eu fiz algo de errado? Quer dizer, fiz, mas perder três bebês não foi o suficiente? Este está quase no nono mês cara.

— Turken! — Marcus grita e pega seu celular ligando para o motorista vir. — precisamos ir ao hospital, não se desespere meu amor, este vai nascer, eu sei disso, eu sinto isso, ele esteve saudável em todas as consultas e você também.. certo? — seu olhar parece perdido nas minhas pernas e ele aperta. — Certo? — gemo pela dor e ele se levanta, Turken aparece com Greta que grita extasiada.

— A senhora está em trabalho de parto! — anuncia, Marcus e eu nos olhamos e depois olhamos para ela.

— De verdade? — fungo e seguro minha barriga enorme, este bebê está sozinho aqui mas parece que tem três deles.

— Sim, precisamos ir à maternidade, vou pegar suas bolsas, senhor Berlingam, leve ela! — Greta ordena, Marcus me carrega em seus braços e escondo meu rosto na curva do pescoço dele, ele, assim como eu, está tremendo, seu coração martelando no peito, ele me coloca sentada no acento do carro e sobe, Greta na nossa frente com duas bolsas, minha e a do bebê, Turken e o motorista na frente, mais um carro a nossa trás com quatro seguranças, desde que perdi o outro filho, Marcus aumentou nossa segurança mesmo que isso não tenha a ver com nenhum inimigo e sim com minha saúde mesmo.

As mãos de Marcus tremem nas minhas.

— Eu não sei o que vou fazer se... — aperto sua mão o impedimento de falar isso.

— Greta disse que estou em trabalho de parto — sussurro, levo sua mão até minha barriga, nesse exato momento o chute que o bebê da me faz gritar e olhar para Marcus, seus olhos brilham.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora