RUMIA GREEN
— Senhor Russo está aqui para buscar a senhora.— Benjamin avisa entrando no quarto sem bater, a essa altura do campeonato já entendi que de alguma forma ele me odeia, mas tudo bem, ele também não é minha pessoa favorita do mundo. Na real, não tem ninguém neste mundo que seja minha pessoa favorita. Odeio todos.
— Me buscar?— de alguma forma minha voz soa frágil e fraca, ok, eu chorei horrores quando Marcus foi desnecessariamente grosso comigo, achei que estivéssemos a caminhar na mesma direção mas parece que andei um pouco mais rápido, como sempre.
Do outro lado, Benjamim apenas respira fundo como se falar comigo fosse a atividade mais exaustiva do mundo.
— Rumia, minha querida.— Russiel entra no quarto sorrindo de orelha a orelha.— Estou ansioso para te mostrar meu cantinho.— ele estende a mão enorme para mim e eu franzo as sobrancelhas confusa.
— Como assim?— ele balança a cabeça ainda com esse sorriso sinistro.
— Marcus teve que fazer uma viagem de ultima hora, era para eu ficar aqui com você mas eu tenho alguns assuntos a resolver em casa, nada melhor do que te levar comigo certo?— assinto ainda confusa.
— Tudo bem.— nesta altura não quero perguntar mais nada, talvez se eu me fizer de sonsa que segue tudo o que os outros dizem, Marcus finalmente me deixe. — Posso trocar de roupa?— ele assente e se retira com Benjamim, suspirando, eu desisto da birra e visto um conjunto de moletom da ex talvez mulher de Marcus.
Depois disso, Russiel me leva para sua casa, não é tão longe mas é grande, uma vila completa, ele explica que é o território da BRATVA, e sua mansão fica no fim do moro.
— Bem-vinda.— ele abre a porta para mim e fala coisas em russo para os seguranças antes de fechar. — Quer um tour?
— Am..— eu coço a nuca confusa.— há algo que você quer me dizer?— ele ri.
— Não, na verdade estou muito animado por estar com você, eu quero falar sobre você e o Marcus.— meu coração salta acelerado e eu desvio o olhar para o bar ao lado da sala.
— Não existe eu e Marcus.— sussurro.
— Oh por favor Rumia, está escrito na vossa testa.— rio fraco.
— Na minha deve ter síndrome de estocolmo, mas já me livrei graças a Deus, onde fica o banheiro?— Russiel cruza os braços como se eu estivesse apenas murmurando coisas.
— Segundo andar a direita.
— Não tem banheiro no primeiro andar?
— Está sujo.— franzo as sobrancelhas mas não discuto com ele, estou muito apertada para isso, ultimamente faço muito xixi, o que não é normal porque já não bebo e nem me drogo, também não me hidrato muito, mas tudo bem, eu abro a primeira porta da direita e isso definitivamente não é um banheiro.
Meu coração aperta quando o cheiro de baunilha invade minhas narinas, eu costumava usar esse perfume porque baunilha era o cheiro de Cora e já que eu estava em sua era, eu usava mas agora o cheiro me deixa com náuseas.
— Oh céus!— arregalo os olhos ao ver um quadro enorme na parede à frente com uma pintura a óleo de uma mulher que... meu Deus, engulo em seco, eu poderia dizer que sou eu mas... ela tem os cabelos pretos.
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WHERE IS RUMIA?
Algemene fictieViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
