Capítulo 15

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RUMIA GREEN

Entramos na pequena loja, uma moça está no caixa, ela ve Marcus e sorri como uma criança indo a disney pela primeira vez, eu reviro os olhos rezando para que ela seja uma distração suficiente, Marcus infelizmente não liga para ela pois vai à procura de algo que o agrade nas prateleiras, eu suspiro pensando em como começar a agir, então eu olho para Marcus, ele está com o braço entrelaçado no meu vendo as prateleiras de salgados e bolachinhas.

— Posso ir ver algo para beber?— minha voz está rouca por causa do choro e eu só percebi agora.— Estou com muita sede.— digo e ele semicerra os olhos antes de me soltar, suspiro aliviada e vou até ao frigorífico.

Ciente de que ele está me observado, eu vasculho algum suco que provavelmente não quero fingindo ler as calorias enquanto sinto seu olhar queimar minha nuca, Marcus tem uma arma— o que não deveria ser surpresa visto que ele é um mafioso,eu notei quando o abracei mais cedo no aeroporto, eu acabo pegando uma coca e uma água, volto para ele vejo o alívio em suas feições. Não tão cedo bonitão.

— Estou realmente com muita sede, já terminou aí?— mordo meu lábio.

— Porquê está me apressando Rumia?— pergunta.

— Só, posso ir perguntar a moça se posso beber, estou desidratada!— digo e ele respira fundo.

— Fodasse, vai.— eu sorrio tentando não parecer animada demais, então eu vou ao caixa e quando a moça me olha rabugenta eu quase desisto da minha ideia, mas respirando fundo eu me sacrifico.

— Oi.— comprimento e ela apenas estende a mão para pegar a água e passar na maquininha.— Escuta.— entrego a água para ela.— Meu irmão te achou muito gata.— ela para seus movimentos e me olha.

Perfeito.

— Ah é?

— Humhum, o Marcus é um pouco tímido, ele disse que você é linda e pediu seu numero.— sorrio tentando parecer convincente, ela se endireita.

— Ele está olhando.— sussura.

— Você deveria ir falar com ele, ele super ta na sua.— digo e pego a garrafa de volta, eu aperto ela na minha mão.— Ele ainda está olhando?

— Não, ele foi pegar algo para beber ao que parece.- eu olho para trás e vejo seu cabelo, ele está de costas para mim.

— Vá, antes que ele venha pagar, estamos com pressa.— digo ansiosa.

— Tudo bem.— ela sorri animada.— Eu venho já.— rio fraco e quando ela se perde em uma das prateleiras e abro a porta e o sino em cima toca, Marcus vira mas eu sou rápida e já estou correndo.

— Rumia!— ouço ele e tremo com medo dele me pegar mas ele espera três carros passarem e a essa altura eu ja me enfiei dentro da floresta.

Não ouso em olhar para trás, não quero saber de nada mas sei que ele também já entrou, simplesmente sei, então eu acelero meus pés, correndo sem olhar para trás, correndo para meu nada, correndo para salvar minha vida, correndo para a morte.

Eu corri tanto que estou ofegante, eu paro e apoio minhas mãos nos joelhos recuperando o fôlego, eu conto até dez abro a garrafinha de água e bebo alguns goles deixando outros para mais tarde e volto a correr, fodasse essas folhas fazem muito barulho mas pelo menos não deixam pegadas, senão eu estaria muito fodida.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora