MARCUS BERLINGAM
Vou matar Rumia.
Juro que vou, ela é uma filha da puta fodida que se atreveu a fugir de mim mesmo depois de eu ter confessado meus sentimentos, ela vai se arrepender. Ela estava de luto, estávamos e ela não quis passar essa temporada comigo, não quis sofrer comigo, não quis ouvir minhas explicações, não me deixou vê-la, simplesmente foi embora. Sumiu. A procurei naquele dia, alegando que não estaria longe, estava enganado, ela não estava em lugar nenhum, as câmeras de segurança não registraram nada dela, nada. É como se ela nem tivesse ido ao hospital e eu comecei a pensar que estou louco. Só que não. Eu sei o que é meu. E Rumia estava lá.
Torço a faca no estômago de seja lá quem for que está na minha frente, seus gritos são músicas para meus ouvidos, um alívio para a dor estridente da porra do meu coração, ele bate, muito, toda hora, toda vez que penso na fugitiva. Eu sinto saudades.
Saudades idiotas que martelam todos dias, eu mudei do meu próprio quarto porque tenho lembranças dela. Risque isso, estou em um fodido apartamento porque Rumia está na minha casa, em toda a porra de parte tem uma mancha dela, eu até encontrei fios loiros na minha escova de cabelo. Fodida idiota, vou matá-la.
Russiel foi esperto indo trabalhar diretamente na Rússia por algum tempo, ele levou Cora, bom para mim, assim não terei pensamentos assassinos toda vez que olhar para ela, outra fodida.
— Sinto muito senhor, sinto muito. — o homem choraminga, ele é loiro. Loiro como Rumia, isso me faz retirar a faca do seu estômago, ele arregala os olhos, vai morrer daqui a pouco de qualquer jeito, eu pego seu cabelo em um punhalo e corto, ele grita inútil, ninguém tem direito de ser loiro. Só Rumia.
Esfaqueio ele mais do que posso, Rumia, Rumia, Rumia fugitiva que faz meu coração doer, cada facada eu falo a porra do nome dela enquanto meu coração pesa de saudades. Porra de sentimento idiota.
— Marcus! — Turken me puxa para trás, o homem já está morto. Apague. Diga, o homem está danificado, tem sangue em todo lado e em todo meu corpo, pelo menos ele não tem nenhuma doença sanguineamente transmissível. — Está demais. — diz, se Turken me chama pelo nome, significa sim que está demais. Me viro para ele de qualquer maneira, estou furioso e se ele não se afastar em três minutos vou o socar. Meu peito sobe e desce em uma velocidade biologicamente inaceitável, mas foda-se, eu sou Marcus Berlingam.
— Onde está Rumia? — pergunto, pergunto isso todos dias quando ele está na minha frente, ele engole.
— Em algum lugar. — ele fala calmo, sua calma me irrita, eu estou quase perdendo a cabeça e ele está lá. Bem calminho, vou socá-lo, ele percebe e da dois passos largos para trás. — Já está tudo pronto para as investigações, já podemos ir ao hospital. — informa.
O hospital está fechado hoje, malvado? Sei, mas a culpa é de Rumia. Se ela não tivesse fugido estaríamos bem. Volto para meu apartamento, é cômico como vivia em um casarão e agora estou em uma casinha com apenas dois quartos.
Não consigo me olhar no espelho. Odeio como sempre estou furioso, minhas sobrancelhas estão sempre franzidas que chegam a doer. Tudo dói. Rumia vai pagar.
Por me deixar, é claro, quando eu a encontrar, ela nunca mais me deixará, ela nunca mais sairá do meu lado, nunca mais. Ela será minha para sempre. Sempre.
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WHERE IS RUMIA?
Ficción GeneralViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
