Capítulo 34

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RUMIA GREEN

Eu pisco assustada quando os pesadelos assombram minha mente, suspirando, eu me sento na cama e puxo meus cabelos para trás.

Ontem foi um dia.... complicado, eu estava sem forças, acho que estou perdendo forças e esperanças, eu estou deixando Marcus me consumir, eu estou mergulhando em seu mar cheio de tubarões, ultimamente ando sensível, esgotada, sem rumo, eu não me reconheço.

Rumia de semanas atrás nunca deixaria Marcus Berlingam a tomar, não só como foi minha primeira vez tendo um homem comendo minha boceta, foi incrível, maravilhoso que eu quase chorei de satisfação, Marcus é bom demais com a língua, e ele parecia um deus me adorando daquela maneira, a forma como seus omrbos se mexiam enquanto ele me revêindicava, a maneira como parecia que ele estava tendo a melhor refeição da vida, tudo aquilo era estimulante, todo aquele cenário era apaixonante.

No entanto ele era meu inimigo, me foder talvez fosse um dos seus objetivos, eu não era nada além de um objeto, então eu não posso deixar ele me consumir, no final do dia volto ao que sou, uma zé ninguém, uma desconhecida, a irmã morta não morta, uma fraude, uma impostora, sozinha e triste.

Eu me levanto da cama decidida a parar de ter pena de mim mesma, ontem quando Marcus me levou para fora da biblioteca, aquela Giovanna só faltou colocar uma coleira no Marcus para não o deixar, mas nós fomos embora logo, Pascal voltou para Italia pelo que ouvi no carro, houve emergência. Eu decidi então terminar com isso logo, pagar minha dívida logo e me mandar daqui, estava fazendo meus planos mentalmente:

Primeiro iria para Suntowen e pedir desculpas a Cora e meus pais, pedir desculpas por não ser a filha que eles queriam, pedir desculpas por ter os levado a morte, depois iria para Melanie, pedir desculpas por ter sido falsa, mas é difícil não ser quando já não há esperanças de vida, mas eu daria meu melhor para obter sua compreensão, então eu me desculparia comigo mesmo, por muitas coisas, por ter me submetido a tudo que me submeti e aprenderei a me amar e me valorizar.

Eu só espero que o que Berlingam prepare para mim não seja um processo logo, eu quero terminar isso logo e ir atrás da minha felicidade sem mais ninguém na minha cola.
Sentada no peitoril da janela, eu observo a madrugada chuvosa de Iceberg, abraço meu corpo me negando a pensar no que aconteceu no peitoril da janela da biblioteca da casa dos Montero, aquilo foi um erro, tal como eu pensar que Berlingam pode ser uma boa pessoa no fundo, é um erro grave, ele é um mafioso, manipulador e sádico, ele é a porra de um assassino.

Assim como você.

Estremeço com a voz do meu cérebro e decido me levantar para me distrair, eu ligo as luzes e passeio pelo enorme quarto abrindo as gavetas e todas coisas fechadas para ver se encontro algo que me distraia, antigamente eu cheiraria até dormir ou tomaria uma pílula para dormir, faz tempo que não injeto drogas, acho que devo um grande obrigada a Berlingam.

— O que é isso?— eu pego uma pulseira infantil e meu coração pula do peito quando estudo o objeto na minha mão, lembranças bombeiam minha mente e eu fecho os olhos com força. — Não..— sussuro atordoada.

Rummy, qual você quer, o rosa ou o azul?— Cora pergunta segurando duas pulseiras de missangas.

Azul.— eu digo sem muito entusiasmo, mamãe puxou meu cabelo há poucas horas porque eu tive nota baixa.

Rummy.— Cora aperta meu ombro e me faz eu a olhar.— Não fique triste, se quiser eu posso lhe ajudar a estudar.

Me deixa Cora.— me solto de seu aperto.

WHERE IS RUMIA?Onde histórias criam vida. Descubra agora