MARCUS BERLINGAM
— Papai?— olho incrédulo para o homem parado na nossa frente, rapidamente escondo Rumia atrás de mim.
Pascal The Hill foi o homem que matou meu pai e casou-se com minha mãe. Ele também é o Capo da Casa Nostra- A máfia italiana que eu criei parceria. Ele também é meu padrasto e desde que minha mãe faleceu ele decidiu nos manter, bem, "manter" porque ele considerava mamãe e achava que nós precisávamos de proteção, ele esqueceu que somos Berlingam. Mas eu perdoei ele por uma vez pensar nessa atrocidade.
— Tudo bem aí?— ele espreita atrás de mim e eu empurro mais Rumia sorrindo.
— Claro, você voltou cedo.— digo usando meu corpo ao máximo pra esconder Rumia, não que eu me importasse com Pascal mas Rumia era meu assunto e não queria perguntas sobre, Pascal sabe que não gosto de trazer mulheres para casa muito menos sair— sou mais dos negócios e ter Rumia aqui me faria responder várias perguntas que não quero.
— Está escondendo algo de mim Marcus?— ele ri e espreita.— Não sabia que gostava de loiras.— suspiro e desisto de escondê-la.
— Não gosto.— digo entredentes vendo o sorriso provocador de Pascal, sinto Rumia me encarar curiosa.
— Certo, você vai me apresentar sua acompanhante ou ela não interessante até esse ponto.— ele ergue uma sobrancelha me testando, puxando Rumia para meu lado, eu suspiro.
— Pascal, esta é...— eu penso por alguns segundos, Cora já esteve presente aqui mas Pascal não a viu porém ele já deve ter ouvido falar dela porque acredito que Greta conta tudo e mais um pouco quando não estou.— Cora.
Os olhos de Rumia se arrelagam e vejo seus ombros caírem por um segundo.
— Cora.— dou um sorriso forçado para ela.— Este é Pascal, meu padrasto.— não menciono sua participação na máfia não que essa seja uma informação para Rumia.
— Certo. Prazer em conhecer você Cora.— ele acena e então vira indo para seus cômodos, suspirando eu puxo Rumia para o andar de cima, ela caminha sem reclamar, eu enfio ela no quarto onde Cora costumava ficar.
— Você deve ficar aqui até Pascal sair.— eu digo mas depois reviro os olhos, não preciso informar Rumia sobre nada.— Você me entende?— digo depois do silencio mortal dela.
— Porquê que você me apresentou para seu padrasto como Cora?— ela finalmente me encara, vejo a incompreensão no seu rosto e rio.
— Não é desse jeito que você tem vivido por dez anos?— ela levanta seu olhar para mim.— Porquê que se importa agora? Além do mais você comprava com o nome dela, então caso ele decida investigar sobre você, ele terá sua ficha.
— Meu nome é Rumia.— diz com a voz trêmula.
— Ah é? E quem é Rumia?— eu não espero por sua resposta, eu me retiro e encontro Pascal em seu escritório.
— Marcus!— ele checa seu relógio.— Terei que ir na casa do Montero hoje, sua filha faz anos você vem comigo?— suspirando eu jogo minha cabeça para trás, eu tenho trezentas coisas para resolver e com certeza nenhuma delas é atender a festa de uma princesa da máfia.
— Não, por quê você voltou?— pergunto enrugando meu nariz, estava contando com a ausência dele por pelo menos três meses para eu lidar com Rumia sem interrupções, não que Pascal vivesse comigo mas ele passeava muito por aqui.
— Voltei porque tenho assuntos a tratar com Montero, e um deles é comparecendo a festa, por favor Marcus, leve sua namorada e vamos juntos.— revirando meus olhos e puxo meus cabelos, não tarda eles estarão brancos.
— Certo, vou avisar R.. Cora.— sorrindo para ele eu saio do escritório e passando para avisar Rumia.
[...]
Do lado de fora da casa de Russiel, eu suspiro massageando minhas têmporas antes de entrar, Russiel me espera na porta.
— Boa sorte.— sibila e eu reviro os olhos.
— Achei que ia ficar mais tempo em paris.— digo para Cora que sorri e larga a taça olhando para mim.
— Senti sua falta!— ela pula do banco da ilha e enrola seus braços em meus ombros, eu retiro.
— Cora, por favor.— ela engole em seco.— Acabou.
— O quê que acabou?— ela ergue uma sobrancelha em desafio.
— Não se faça de desentendida, você sabe o que eu quero dizer.
— Eu sabia que Rumia não deveria ficar com você, ela leva tudo que é meu, minha vida não foi suficiente?— reviro os olhos.
— Isto não é sobre Rumia, acabamos muito antes dela.— lembro e ela revira os olhos.
— Que seja Marcus, mas se você ousar em tocar nela.— ela aponta o dedo no meu peito, sua unha comprida picando a região.— Eu a mato.— seus olhos brilham com a ideia.
— Como quiser.— arregaço as mangas.— De qualquer forma eu só vim aqui para informar que Rumia aceitou minha proposta, você pode dar uma descansada nas suas torturas que agora é minha vez.— ela morde o lábio que é fodidamente parecido com o de Rumia se eu não conhecesse Cora há mais de quatro anos e se ela não tivesse pintado o cabelo, eu estaria confuso sobre quem é quem.
— Se você veio para me avisar só isso, você já pode ir.— ela se aproxima de mim.— Mas não desgaste minha irmã.— um sorriso cruel espalhasse pelos seus lábios.— Ela é minha pra matar.— então ele se inclina para me beijar mas eu me afasto a tempo, Cora faz beicinho.— Você está mesmo sério sobre isso hã?
— Espero que tenha um bom dia.— digo e me retiro, talvez eu devesse prestar mais atenção em Cora, ela é mais perigosa e vingativa do que aparenta.
— Como foi?— Russiel pergunta.
— Poderia ter sido pior.— digo e olho para cima, o ceu surpreendentemente está claro.— Foi melhor do que eu esperava. Russiel ri.
— Está está planejando algo muito maligno.— comenta, suspirando volto meu olhar para ele.
— Nós podemos lidar com isso.
— Sim, nós ensinamos a ela, nós podemos.
CONTINUA...
Desculpa o sumiço e sinto muito pelo capítulos sem graça mas o wattpad apagou este capítulo e eu havia esquecido o que escrevi, mas o contexto era esse, bye até a próxima :)
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WHERE IS RUMIA?
Ficción GeneralViciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tud...
