vinte e cinco

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com amor, Tata.

giovanna antonelli

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giovanna antonelli

Tentei desviar meus olhos do olhar de Alexandre, mas quando a voz rouca dele atingiu a minha audição e o mundo ficou em silêncio, eu vi que não ia conseguir ficar muito tempo longe do olhar dele. Suspirei fundo e mexi nos meus cabelos antes de prestar atenção na história que ele está me contando.

— Tudo começou em dois mil e onze, na verdade uns cinco dias antes do ano de dois mil e dez acabar. — ele deu uma pausa e ficou olhando nos meus olhos.

— Estou ouvindo. — falei com a voz grossa.

— Certo. — deixei ele ficar falando e tentei prestar atenção em cada reação dele.

Alexandre começou dizendo que os dois se esbarraram em um bar aleatório que ele foi com um amigo e que desde aquele dia eles nunca mais se desgrudaram. Meu sócio disse que levou ela para conhecer a família depois de quase um ano que os dois estavam ficando, ele disse que antes disso não se sentia pronto.

Ótimo, comigo foi diferente.

— Não queria a sociedade com você por conta dessa história. — ele falou grosso.

— O que eu tenho a ver com essa história? — pensei que tinha perdido algo.

— Nada, absolutamente... nada. — me encarou. — Mas eu tenho um trauma por conta do sócio que tive.

— Aceitou a sociedade por que então? — engoli seco.

— Porque você é insuportável e ficou no meu pé. — desviou o olhar de mim. — Eu fiquei duas semanas sem te dar respostas, mas eu sei muito bem as vezes que a Harper ligou para o Charlie perguntando se eu tinha uma resposta, inclusive foi isso que aproximou os dois, mas você já deve saber disso.

— Creto Alexandre, eu sou insuportável. — falei brava. — Terminou?

Meu sócio suspirou fundo e revirou os olhos.

— Quer saber de uma coisa? — me estressei e levantei para apoiar os meus braços na mesa. — Eu cansei de ouvir a sua voz! Pode ir contar essa história para a próxima pessoa que você tiver a intenção de levar para a cama. — suspirei fundo. — Não irei acabar a sociedade com você, ela seguirá firme e forte como sempre foi, mas eu e você...

— Giovanna! — me cortou. — Você prometeu!

— Quem você pensa que é para gritar comigo dentro de um restaurante? — gritei e dei um passo para trás quando ele levantou.

— Você tá gritando também. — se aproximou de mim.

— Eu vou embora. — cruzei os meus braços.

— Eu te levo. — ele segurou os meus braços.

— Sozinha, eu vou embora sozinha. — me soltei dele.

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