Dois empresários, dois extremos opostos, porém um único propósito: reerguer suas empresas que estão prestes a decretar falência.
Será que Alexandre e Giovanna serão capazes de conviver em sociedade pelo bem de seus negócios?
não vou me prolongar muito na nota, só quero deixar aqui um aviso de gatilho sobre ansiedade, mesmo que leve ainda tem, então se em algum momento isso incomodar a sua leitura, não precisa se forçar para ler. enfim, não sei quando volto, mas espero que eu não demore muito. boa leitura sempre
— com amor, Tata.
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alexandre nero
Algumas semanas se passaram.
Nesse período, aproveitei para mimar minha sobrinha ao extremo. A levei para comer sorvete, deixei que ela comprasse dois McLanche Feliz para conseguir um brinquedo que não faz nada além de enfeitar a cômoda do quarto, mas o que importa é que ela ficou extremamente feliz com a Elsa do filme Frozen em miniatura.
Com o passar dos dias, Giovanna me pediu um sossego para o apartamento dela. Mas eu sabia que era porque estávamos na semana em que a moça responsável por todas as limpezas — tanto do apartamento quanto da sala de Antonelli na empresa — iria até lá. E é claro que topei de ficarmos no meu apartamento, até porque tenho certeza de que a moça da limpeza não gostaria de uma criança de cinco anos bagunçando tudo o que ela arruma.
Com isso, a campainha de casa tocou antes que eu pudesse organizar meus próprios pensamentos. Minha irmã veio buscar Lulu e, por alguns minutos, o lugar ficou barulhento com risadas, passos apressados e despedidas rápidas. Quando a porta finalmente se fechou, o silêncio voltou a reinar, mas não dentro da minha cabeça.
Tudo o que conseguia ouvir era a voz da Giovanna repetindo a mesma frase: "A ideia é a seguinte".
O que me traz de volta para o momento atual. Minha sócia e eu estamos na nossa sala de reunião, Giovanna estava sentada ao meu lado, porém em algum momento ela se irritou com algum comentário bobo meu e ficou em pé na minha frente. Sei que poderia ter me levantado também, mas optei por ficar sentado a admirando. Tentei muito não me distrair com a beleza dessa mulher, isso é claro, depois de muito tentar desviar de uma discussão estúpida sobre cores, como se escolher entre o azul ou o vermelho fosse a decisão mais importante do mundo.
Mesmo no meio da discussão, no fundo, minha mente sabia que não é apenas sobre cores. É sobre ela, sobre nós dois, e sobre o que essa ideia significa.
— Vermelho é melhor! — ela bateu com a mão na mesa.
— Para essa caixa sim, mas para o interior seria melhor azul escuro. — tentei não aumentar meu tom de voz.
— Você sequer se lembra da ideia? — apoiou a outra mão na mesa.
Me levantei, afirmando com a cabeça. A ideia dela não saía da minha mente. Misturar o que cada um de nós faz em uma única caixa, simples, mas genial.
— Opsi Box, é esse o nome, certo? — questionei, me aproximando mais do corpo da minha sócia. — Lembro de cada detalhe, meu bem.
— Lembra mesmo? — arqueou a sobrancelha, desconfiada, mas o canto da boca denunciava o começo de um sorriso.