Sacrifícios (parte 1)

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Olhando para as correntes de vento cortantes, Eren seguiu o fluxo de magia esbranquiçada que  as atiçava até encontrar o ponto central que dava origem ao descontrole avistando-o à direita numa distância considerável de onde estavam:

- Alí, Levi! - apontou agarrando-se ao rapaz de olhos cinzentos. Suas pernas estavam falhando. Sentia tanta dor por resistir ao selo que já não conseguia dar nenhum passo por si mesmo.

- Você está bem? - ele questionou preocupado.

- Sim. Apenas me ajude a chegar lá.

- Riko, vem com a gente! Ajude a limpar o caminho - pediu para a naiade que terminava de afastar mais dois soldados jogando-os para o alto com jatos de água.

Os três então partiram. O guardião apoiado em seu amante e a mulher majin a frente de ambos eliminando todos que tentavam os impedir de seguir adiante. Enquanto isso, no local onde a valquiria desfalecida estava, Erd e Gunther que haviam avistado a árvore sagrada no momento em que sua camuflagem se dissolveu, tomavam algumas poções de cura coletadas entre os cadáveres se preparando para avançar. 

Sabiam que, pelo fato de estar escondida, aquela árvore monumental seria importante de alguma forma. imaginavam que possivelmente estivesse conectada ao mestre daquela floresta então queriam alcançá-la e destrui-la se fosse o caso. 

Fazendo sinal para Floch que viram surgir em meio ao caos montado em um majin quadrúpede gigante semelhante a uma mistura bizarra entre um gorila e um cavalo que tinha como escravo. Ambos agarraram a mão estendida do ruivo que os puxou para cima enquanto "cavalgava" esmagando inimigos e aliados com um sorriso sádico:

- Vocês estão um caco - apontou sarcástico. 

- Seu canhão de pólvora ainda tem carga? - Gunther questionou ignorando o comentário.

- Sim. Tenho um disparo. Por quê? 

- Avance até aquela árvore gigante. -foi a vez de Erd falar apontando para o tronco luminoso e pulsante- Essa coisa parece ser importante para o majin que controla esse lugar. Vamos explodir essa merda até as cinzas. 

- Tem certeza? O rei quer esse majin.

- Anda logo, Floch. Não temos tempo! -o loiro exasperou-se- Depois dizemos que não tivemos escolha ou, sei lá! Temos que matar essa coisa! Eles estão virando a batalha contra nós!

Com um aceno de cabeça em concordancia o caçador ruivo atiçou sua montaria passando por Hitch que ainda chorava sobre o irmão morto, ao menos até ser atingida por uma das patas do majin sem vontade própria que a derrubou brutalmente fazendo com que rolasse pela lama sangrenta em que permaneceu deitada apenas sentindo-se vazia por dentro.

A jovem ficou ali por um longo tempo apenas aguardando que alguém a matasse, mas isso não aconteceu. Na verdade, a atividade de soldados, fossem inimigos ou aliados, havia diminuido muito naquele local e assim permaneceu até que, após um momento de barulhos de batalha intensos, um par de olhos verdes surgiram diante dela verificando se estava bem:

- Hitch! Pela deusa! Você está viva!

A voz de Eren alcançou seus ouvidos e embora aquela "pessoa" se parecesse mais com um boneco do que com seu amigo, ela sabia que era ele:

- O que...? -estendeu a mão para tocar a pele de madeira levemente chamuscada e com diversas farpas arrepiadas- Quando foi que...?

- Não temos tempo para conversas, querida -ele sorriu ajudando-a a se levantar, embora ele mesmo tivesse dificuldades para sair de onde estava ajoelhado.

Uma vez em pé, a jovem pôde notar a presença de mais duas outras pessoas no lugar. Levi olhava o corpo de Oluo com pesar fechando os olhos num lamento silencioso pela perda do amigo enquanto Riko rondava os arredores por segurança antes de voltar para o lado dele que agora avançava com determinação em direção a um outro corpo caído no chão no centro de uma poça do proprio sangue com seus cabelos e penas balançando pela ventania descontrolada.

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