Adam Kendrikix é um garoto nada popular e excluído da escola. Ele vive com seu pai, um homem tóxico e crítico, e tem uma paixão secreta por Kylie Warren, o garoto mais popular do colégio. Um dia, enquanto Kylie está voltando de uma festa de moto, el...
Era uma noite escura e tempestuosa no Oregon. A chuva caía torrencialmente do céu, fazendo um barulho ensurdecedor nas janelas da casa de Adam. O vento soprava com força, sacudindo as árvores e fazendo com que galhos e folhas voassem pelo ar.
O menino de pijamas estava sentado no sofá da sala, com um cobertor enrolado ao redor dos ombros. A luz fraca da televisão iluminava seu rosto enquanto ele assistia a uma série de terror, sentindo um frio na espinha a cada cena assustadora.
A porta se abriu com um estrondo, fazendo com que o menino de pijamas pulasse do sofá, assustado. Paul, bêbado e irritado, entrou na sala, com uma expressão carrancuda no rosto.
_ P-pai ....... _ Murmurou Adam assustado.
Paul olhou para Adam com desdém e se aproximou dele, com passos trêmulos devido ao álcool.
- O que você está fazendo acordado a essa hora, seu fresquinho?
_ Esperando o senhor ...... tá tudo bem papai ? O senhor quer jantar ?
Paul bufou, irritado com a pergunta de Adam.
- Não, eu não quero jantar. E não, não está tudo bem. Estou irritado e cansado de lidar com você e sua frescura.
_ Eu não quero que se irrite papai eu amo o senhor.
Paul riu debochadamente.
- Você me ama? Que piada. Você é um fraco e um covarde. Você não é homem, Adam. Você é só um menininho mimado.
_ Ta todo molhado posso te preparar um chocolate quente enquanto se seca que tal ?
Paul olhou para si mesmo, notando que estava encharcado da chuva.
- Chocolate quente? Por que você se importa? Você deveria estar dormindo.
O trovão estrondoso assustou Adam, que deu um gritinho de susto. Paul riu novamente.
- Viu só? Você é um covarde. Não aguenta nem um trovão.
_ O senhor sabe que sempre tive medo de chuvas torrenciais. _ Explica Adam amedrontado.
_ Seu boiola !
Paul bufou novamente e se aproximou mais de Adam :
- Medo de chuva? Você é patético.
_ Eu te amo pai.
Paul olhou para Adam com desprezo.
- Não diga que me ama. Você é um filho desprezível. Eu não quero ouvir isso.
Paul levantou a mão e deu um tapa na cara de Adam, com força suficiente para fazê-lo cambalear para trás.
Paul olhou para Adam com nojo e desprezo.
- Você é tão nojento. Com essa sua frescura toda. Você nunca vai ser um homem de verdade. Você é só um menininho frágil e mimado. Você não tem coragem de fazer nada._ Paul berrava.
O medo tomou conta de Adam enquanto ele observava Paul retirar o cinto. Ele sabia o que estava por vir e tentou se preparar para a dor que estava por vir.
Os gritos de Adam ecoaram pela sala enquanto ele era surrado por Paul. Ele tentava se proteger, mas o cinto era implacável. As marcas vermelhas começaram a surgir em seu corpo, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.
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Kylie estava na quadra de esportes, jogando basquete com seus amigos, quando notou Adam. Ele estava parado na entrada da escola, parecendo estranho e desanimado.
Kylie hesitou por um momento, observando Adam de longe. Ele sabia que deveria perguntar o que havia acontecido, mas tinha medo da reação de seus amigos.
Eles eram populares e sempre zombavam de Adam, então Kylie temia que fosse visto como um fraco se se aproximasse dele.
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Um dos amigos de Kylie, Geoffrey Normar, percebeu Adam e soltou uma risada.
- Ei, olha quem está ali. O viadinho chegou.
Outros amigos de Kylie começaram a rir junto com Geoffrey. Eles zombaram de Adam, fazendo piadas e comentários desagradáveis.
_ A bicha ta mancando de tanto dar o cu _ Falou um deles.
O grupo de amigos de Kylie continuou com as piadas e provocações, cada vez mais cruéis.
- Parece que ele não aguenta levar umas palmadas. - zombou outro amigo.
Geoffrey se virou para Kylie, ainda rindo.
- Você viu, Kylie? Parece que o viadinho teve um encontro com um carro ontem à noite.
Kylie sentiu-se pressionado pelos colegas e acabou cedendo, fazendo uma piada também.
- Talvez ele esteja mancando porque alguém lhe deu uma surra. - ele disse, tentando encaixar-se com os outros.
Geoffrey bateu nos ombros de Kylie e comentou:
_ Aposto que ele mereceu.
O olhar de Adam era triste enquanto ele observava o grupo de Kylie rindo e fazendo piadas. Ele parecia derrotado, como se tivesse sido humilhado tantas vezes que já estava acostumado com a situação.
Adam entrou no banheiro e se trancou em um dos boxes. Lá dentro, ele finalmente desabou e começou a chorar compulsivamente. Ele sentia uma dor física, causada pelas marcas em seu corpo, mas também uma dor emocional causada pelas palavras cruéis que ouvia constantemente.