— Não vai me deixar ver a Jessy? E vai fazer o que pra me impedir? — eu disse, pousando sobre os calcanhares e focando o olhar nas veias finas e azuladas sob os olhos de Jake.
— Deixa eu te mostrar... — ele sussurrou, encostando os lábios no meu ouvido e enchendo as mãos no meu quadril. Sorri, incrédula com a montanha russa emocional que era estar com ele.
— Impossível, você gozou uns três litros, tá só sendo fominha.
A gargalhada de Jake soou de repente, me pegando de surpresa com uma doçura e leveza que eu nem sabia que existia em mim—muito menos em um fugitivo internacional que mal dorme ou sai de casa para ver o Sol. Dei um passo pra trás para olhá-lo melhor, arqueado e iluminado pelo riso repentino. Sorri me perguntando como poderia fazê-lo reagir daquele jeito mais vezes.
Se dando conta de que eu o analisava, Jake coçou um dos olhos, parecendo querer esconder o rosto.
— Senti sua falta, não consigo evitar. — Ele me envolveu pela cintura, acariciando meu rosto com delicadeza. Seus olhos, tão próximos, brilhavam com uma ternura sonolenta. — Mas eu devia mesmo te deixar em paz por um tempo... esse corte nas suas costas está com cara que pode abrir e voltar a sangrar.
Rodei o braço tentando aferir a profundidade do machucado.
— Você acha mesmo? — perguntei, dando de ombros e encostando minha testa no queixo de Jake, entrelaçando meus dedos nos dele. Fechei os olhos e deixei o mundo ao nosso redor desaparecer. — E se eu não quiser que você me deixe em paz?
Jake apoiou o rosto no meu e sussurrou no meu ouvido, sua respiração mandando arrepios pela minha coluna. — Se for assim... — disse ele — Eu posso pelo menos ser mais gentil.
Beijando a minha bochecha e deslizando os lábios pelo meu rosto de forma que eu sentia pouco mais que o roçar do hálito quente viajando de um lado ao outro, ele murmurou: — Vai pra sala. — E selou outro beijo, me dando um leve empurrãozinho. Eu obedeci, me perguntando porque ele não me acompanhara.
Fiquei de pé por um momento ao lado do sofá, ouvindo o som da geladeira abrir e fechar. Jake apareceu logo depois, mastigando algo.
— Tá com fome ainda? Pode ir comer alguma coisa...
— É só gelo.
— Gelo? Pra quê?
— É um hábito, nada demais. Senta.
— Que mandão... — me sentei, enquanto Jake se ajoelhava na minha frente e envolvia meus tornozelos com as mãos.
— Melhor que te jogar pra cima e pra baixo, não é? — ele disse, subindo as mãos até os meus joelhos e abrindo as minhas pernas. Como se uma força invisível me atraísse para ele, me encaixei no corpo de Jake, com o calor do seu abdômen contra as minhas coxas. Segurei o rosto dele e o beijei.
O cubinho de gelo dançava entre nós, criando um beijo quente e gelado. Jake então empurrou-o para minha boca com a língua e mordeu o meu lábio.
— Segura pra mim um pouco.
Fiquei deslizando o cubo de um lado para o outro na boca, sentindo Jake trilhar o meu pescoço com beijos e lambidas, suas mãos se arrastando pelas minhas costelas descendo até a minha barriga. De súbito ele pousou o polegar gentilmente no meu umbigo, me fazendo entrar em pânico instantaneamente.
— Unf! Eu morro de cócegas aí! — eu disse, tentando segurar o pulso dele e movê-lo para longe, mas a mão de Jake não cedeu.
— Essa é a intenção mesmo... — Ele segurou a minha nuca com a outra mão, colando a bochecha na minha, me imobilizando enquanto eu me contorcia rindo. Enrolei minhas pernas em torno dele e me derreti em seu colo.
— Cuidado com o seu machucado! — ele disse, parando as cócegas e abraçando o meu quadril, me afastando do sofá.
Segurei o gelo entre os dentes da frente e encostei no pescoço dele, sobre a marca que eu já havia deixado dias atrás. Jake se encolheu. — Pra descontar! — eu disse. Em resposta ele segurou o meu rosto e me encarou de frente.
— Porque você não aguenta as cócegas por um tempo? Acho que vai você vai gostar no final...
— Nãão, porque vc tá tão focado no meu umbigo?
— Você consegue. — ele disse me beijando em seguida. Com as mãos viajando pelos lados do meu corpo e coxas, ele sugou o gelo de volta da minha boca. — Confia em mim.
Subindo a mão até o meu pescoço, Jake desceu as alças da minha regata. Com as chupadas contrastando entre o frio do gelo e o calor da língua dele. Descendo as mãos, ele voltou a pressionar de leve o meu umbigo. Me contorci para não explodir de rir.
— Sua risada é tão fofa, e você lutando para não rir é mais fofa ainda.
— Eu tava pensando a mesma coisa sobre você... nunca te... — Eu gaguejei, tentando controlar a minha voz. — ...vi rir assim.
— É uma primeira vez pra mim também... Se bem que tive que trapacear, fazendo cócegas em você.
— E eu ainda vou me vingar por isso... — murmurei, entendendo o o que ele queria dizer com "acho que você vai gostar no final". Somado à nossa posição e às cócegas, a pressão do polegar de Jake causava um reflexo bem mais... abaixo. Como se Jake conhecesse as terminações nervosas certas pra usar de alvo. Deixei a minha cabeça pesar no pescoço dele. Notei a mandíbula dele se movendo e ouvi outra mordida no gelo.
Como se o meu relaxamento fosse um sinal, ele subiu a mão até o meu peito e beijou o meu pescoço com uma inspiração forte e sonora. Vi que ele tirou o gelo da boca, e de repente, senti o toque frio contra o meu umbigo, me fazendo gemer e me contorcer.
— Volta pra lá. — sem me dar tempo de obedecer, Jake me suspendeu pelo quadril e me empurrou para o sofá. Arfando, assisti o modo com que ele levou o gelo de volta a boca com os dedos molhados deslizando pelos lábios e dentes.
— Não quero mais brincar... — eu disse, segurando-o pelo cabelo e forçando— o olhar pra mim. — Me deixa pular em você.
Ele deu um meio sorriso e mordeu o meu queixo, afastando o tecido do meu short. Seus dedos gelados contrastavam com a minha pele que queimava. Com a pressão crescente conforme ele enrolava o tecido, Jake pressionou o punho entre as minhas pernas de forma controlada, espalhando a umidade pela minha virilha. Lentamente me livrou da roupa, afastando novamente os meus joelhos. Me arqueei para trás, me apoiando nos braços, arfando com a antecipação do que quer que ele fosse fazer. Frio e calmo, mas respirando profundamente, Jake se afastou e se curvou pra mim.
Forcei os olhos bem fechados quando ele passou a língua gelada e macia pela pele sensível, se demorando em uma chupada que me fez soltar o pescoço para trás, mordendo o lábio.
Cada movimento que ele fazia, parecia uma promessa de algo mais profundo. Uma sensação hipnótica que eu não conseguia experimentar com mais ninguém. A pele contra a minha, a saliva misturando-se com a minha própria liquidez era só o símbolo de algo maior, sobre como decidimos navegar o mundo juntos. Só isso explicava ele conhecer cada pedaço meu de um jeito que nem eu mesma conhecia.
Por mais que tivéssemos passado por maus bocados - e provavelmente passaríamos por outros, ele me fazia sentir segura. Talvez fosse isso que realmente nos fazia 'clicar'. Éramos a única certeza um do outro.
Ao menos é assim que eu me sinto.
E, por mais que ele tentasse esconder, eu sabia que essa vulnerabilidade mútua era algo raro e desafiador para ele.
— Mais forte... — eu pedi, sentindo as mordidas suaves de Jake.
— Me fala se doer... Não quero te fazer sangrar de novo.
— Uhum... — murmurei, enquanto ele aumentava gradativamente a força da mordida, pressionando o meu clitoris com o polegar.
— I-Isso, perfeito, continua...
Eu não me importava se eu tivesse que sangrar de verdade por nós. Eu garantiria que eu pudesse continuar com ele do meu lado.
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Noite com Ele - Duskwood
FanfictionEla só queria uma noite. Depois de tudo, a MC finalmente encontra Jake cara-a-cara - e o plano era simples: uma noite tranquila no Aurora. Mas as coisas não ficam simples por muito tempo. Entre conversas atravessadas, silêncios pesados e uma química...
