— Quentinho. — Os braços dela se abriram pra mim de novo, sem se importar sobre deixar a toalha cair até a grama.
A pele dela estava áspera de arrepios... Não se secou direito. O cabelo grudava no pescoço, pingando, escorrendo.
Como ela conseguia ser assim? Vinha até mim tremendo, mas sempre me queimava por dentro.
Abracei com mais força, a mão descendo pela coluna, sentindo o ponto onde ela ficava mais sensível sobre as cicatrizes, a ponta do anelar memorizando a forma. Beijei o lado do rosto, a linha fina na bochecha... outra marca daquela noite no Aurora.
— Queria te colocar em um globo de vidro. — peguei as mãos dela, olhando as palmas. — Mas acho que ia acabar machucando mais ainda.
Ela não respondeu. Só contraiu um pouco os lábios antes de pressionar contra o meu pescoço, beijando aqui e ali antes de me fazer sentir o calor da língua tocando a minha clavícula.
Subi meus dedos até a nuca, mergulhando os dedos no cabelo ensopado. Ela abriu os lábios pra mim e eu a beijei.
A luz da lua iluminava o lago, mas só o que eu via era como todo o resto do mundo servia apenas como moldura para ela.
— Vem aqui... — Eu me ajoelhei da grama, puxando o short dela pra baixo.
Ela se apoiou no meu ombro, enroscando os dedos no cabelo enquanto chutava a roupa pra longe.
Beijei o joelho dela e me sentei para trás, puxando‐a pelas coxas, deixando que ela travasse as pernas ao redor do meu quadril; roçando em mim por cima da calça, se movendo devagar.
Soltei o ar, quente e trêmulo, colado no ouvido dela. Maya pareceu querer ouvir mais, pressionando o rosto contra o meu.
Então empurrei um pouco pelo pescoço, observando a s bochechas avermelhadas, os olhos lacrimejantes, apertados. O som preso que virava vapor quente contra minha pele.
Ela estava certa. Eu sou um pouco sádico.
Só um pouco.
Deixar ela à beira... Era o que eu gostava. Ver o quanto ela queria. Mesmo quando eu sabia que ela queria outra coisa. Eu gostava daquele controle que ela deu pra mim, de livre e espontânea vontade.
Gostava de forçá-la a se segurar, e dizer quando ela podia deixar fluir. Gostava de fazer certas coisas parecerem inalcançáveis... Só para depois entregar à ela.
Tudo nela era macio e elétrico. Desafio e rendição... contraditório. Misturado.
Gosto de ver até onde vai. Mesmo que doa em mim também.
Pressionei a lombar, empurrei o quadril contra ela. Ela ondulava em cima de mim. Coberta de gotas de água brilhando, como na noite que invadi a casa dela. Era a mesma luz prateada caindo de cima.
Naquela noite eu estava tão perto, mas ela era intocável.
Agora...
Passei a mão pela barriga, circulando o umbigo. Desci... desci.
Coloquei o polegar dentro dela. Leve, lento. Ela sugou o ar, baixo. Pousou a mão no meu rosto, procurando o meu olhar— Refletindo aquele brilho quase dourado dos olhos de mel queimado.
Me deitei para trás, pressionando as coxas dela e empurrei o quadril pra cima.
Só o tecido da minha calça no caminho.
A mão dela deslizou pela minha barriga, e ela roçou pela minha perna ao mesmo tempo que puxava a minha calça.
Fechei os olhos com força quando ela deslizou as mãos pela minha pele, beijando o meu abdômen. Eu sabia que ela estava atenta a minha respiração, me escutando, me sentindo. Meu quadril se ergueu. Ela riu baixo, só uma vez. — o som preenchido de algo que fez meu peito doer.
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Noite com Ele - Duskwood
FanfictionEla só queria uma noite. Depois de tudo, a MC finalmente encontra Jake cara-a-cara - e o plano era simples: uma noite tranquila no Aurora. Mas as coisas não ficam simples por muito tempo. Entre conversas atravessadas, silêncios pesados e uma química...
