51 - Necessidades Obscuras pt 2 (+18)

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— Quentinho. — Os braços dela se abriram pra mim de novo, sem se importar sobre deixar a toalha cair até a grama.

A pele dela estava áspera de arrepios... Não se secou direito. O cabelo grudava no pescoço, pingando, escorrendo.

Como ela conseguia ser assim? Vinha até mim tremendo, mas sempre me queimava por dentro.

Abracei com mais força, a mão descendo pela coluna, sentindo o ponto onde ela ficava mais sensível sobre as cicatrizes, a ponta do anelar memorizando a forma. Beijei o lado do rosto, a linha fina na bochecha... outra marca daquela noite no Aurora.

— Queria te colocar em um globo de vidro. — peguei as mãos dela, olhando as palmas. — Mas acho que ia acabar machucando mais ainda.

Ela não respondeu. Só contraiu um pouco os lábios antes de pressionar contra o meu pescoço, beijando aqui e ali antes de me fazer sentir o calor da língua tocando a minha clavícula.

Subi meus dedos até a nuca, mergulhando os dedos no cabelo ensopado. Ela abriu os lábios pra mim e eu a beijei.

A luz da lua iluminava o lago, mas só o que eu via era como todo o resto do mundo servia apenas como moldura para ela.

— Vem aqui... — Eu me ajoelhei da grama, puxando o short dela pra baixo.

Ela se apoiou no meu ombro, enroscando os dedos no cabelo enquanto chutava a roupa pra longe.

Beijei o joelho dela e me sentei para trás, puxando‐a pelas coxas, deixando que ela travasse as pernas ao redor do meu quadril; roçando em mim por cima da calça, se movendo devagar.

Soltei o ar, quente e trêmulo, colado no ouvido dela. Maya pareceu querer ouvir mais, pressionando o rosto contra o meu.

Então empurrei um pouco pelo pescoço, observando a s bochechas avermelhadas, os olhos lacrimejantes, apertados. O som preso que virava vapor quente contra minha pele.

Ela estava certa. Eu sou um pouco sádico.

Só um pouco.

Deixar ela à beira... Era o que eu gostava. Ver o quanto ela queria. Mesmo quando eu sabia que ela queria outra coisa. Eu gostava daquele controle que ela deu pra mim, de livre e espontânea vontade.

Gostava de forçá-la a se segurar, e dizer quando ela podia deixar fluir. Gostava de fazer certas coisas parecerem inalcançáveis... Só para depois entregar à ela.

Tudo nela era macio e elétrico. Desafio e rendição... contraditório. Misturado.

Gosto de ver até onde vai. Mesmo que doa em mim também.

Pressionei a lombar, empurrei o quadril contra ela. Ela ondulava em cima de mim. Coberta de gotas de água brilhando, como na noite que invadi a casa dela. Era a mesma luz prateada caindo de cima.

Naquela noite eu estava tão perto, mas ela era intocável.

Agora...

Passei a mão pela barriga, circulando o umbigo. Desci... desci.

Coloquei o polegar dentro dela. Leve, lento. Ela sugou o ar, baixo. Pousou a mão no meu rosto, procurando o meu olhar— Refletindo aquele brilho quase dourado dos olhos de mel queimado.

Me deitei para trás, pressionando as coxas dela e empurrei o quadril pra cima.

Só o tecido da minha calça no caminho.

A mão dela deslizou pela minha barriga, e ela roçou pela minha perna ao mesmo tempo que puxava a minha calça.

Fechei os olhos com força quando ela deslizou as mãos pela minha pele, beijando o meu abdômen. Eu sabia que ela estava atenta a minha respiração, me escutando, me sentindo. Meu quadril se ergueu. Ela riu baixo, só uma vez. — o som preenchido de algo que fez meu peito doer.

Noite com Ele - DuskwoodHistórias para pegar e não largar. Descubra agora