— Bull 's Eye! — Marv celebrou na escuta. Apesar de tentar se conter, a empolgação do sniper escapou no tom.
Ela caiu e eu fiz uma careta, escutando angustiado o chiado dos drones de controle baixando para checar a cena melhor. Levei os binóculos aos olhos, escondido entre os a vegetação ao redor.
Talvez tenha sido tarde demais... Anda Maya, se mexe!
Acompanhei de longe enquanto o reconhecimento apagava o fogo e procurava por cúmplices armados.
— Alvo abatido, perfuração craniana fatal. Morte confirmada. Vítima do sexo feminino também caiu.
— Morta? — Toquei a escuta.
Bill tocou o pescoço de Maya com o anelar e o indicador enluvados.
— Afirmativo. Sinais de tortura. Não sabíamos que ia ter mais gente na cena... Bom, sua equipe pode entrar, David. Vamos logo com isso, antes que chegue algum curioso.
Merda.
Atravessei o gramado correndo, olhando para o céu, esperando ver helicópteros e aviões caindo a qualquer momento.
E agora?
Passei uma perna por cima de Maya e abri a mochila que William tinha nas costas enquanto os outros peritos corriam a cena tirando fotos de cada detalhe. Peguei o HD o e escondi na barra da calça; um truque barato que aprendi com ela, quando entreguei a pasta do caso da Jennifer.
— David, esse é o cara? O Hacker? — O capitão das forças especiais apareceu de repente, mas felizmente não viu o que eu fiz. Espero.
— O Paradox... Jake. Parece que sim. Vamos checar o DNA e... todo o resto.— Logo eu tiraria uma amostra de DNA de William e trocaria pela de Jake nos arquivos, e não teria mais volta. Mas com ela morta-- pensei, confuso. Obviamente, ela ter morrido muda tudo. — Precisavam ter atirado no alvo enquanto ele estava com ela no colo?
— Ela não morreu por isso. Meu cara acertou o melhor tiro possível sem perder tempo. A denúncia exigiu emergência. Essas coisas acontecem quando não temos tempo de planejar nada.
Me agachei ao lado dela. Maya estava de lado no chão, olhos abertos, mandíbula caída, relaxada... A última coisa que ela viu foi a cabeça estourada de William.
O Paradox vai me matar... O único corpo aqui devia ser o do William.
Um tiro nele = Maya resgatada. Isso era o que eu esperava. Porquê ela está nesse estado?
— Achamos outra aqui! — A fotógrafa forense acenou e tirou uma foto de outro corpo estirado no chão, e o flash branco iluminou a noite por um instante.
Esse William era algum psicopata?
Talvez o jeito seja prender o Jake. Se com ela sequestrada ele ameaçou meio mundo... quando descobrir que ela morreu--
— Ué... essa não é a moça que sumiu? — O capitão inclinou o rosto.
— Ela mesma. A Cappelli. — Gesticulei para a fotógrafa, que veio encarando o rosto de Maya.
— Ué... Ela é...
— É, ela mesma. — Tirei os óculos e limpei o suor que escorria da testa. Queria sair dali o mais rápido possível.
— Poxa. Eu gostava dela. — A fotógrafa fez um bico antes de apontar a câmera.
Coloquei os óculos de volta, relembrando a primeira vez que vi Maya no Aurora.
A ansiedade no olhar enquanto esperava por Paradox, as bochechas vermelhas de raiva, e a forma como ela sorriu quando fiz uma piada que nem me lembrava mais.
Que droga, Maya. Me desculpa... eu tentei-- Nós tentamos. Juro que tentamos tudo possível.
As lentes estalaram e o flash empalideceu o rosto dela.
... E as pupilas diminuíram com o brilho repentino.
Não pode ser.
— ELA TÁ VIVA! — gritei. — A ambulância! Rápido! Rápido!!
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Noite com Ele - Duskwood
FanfictionEla só queria uma noite. Depois de tudo, a MC finalmente encontra Jake cara-a-cara - e o plano era simples: uma noite tranquila no Aurora. Mas as coisas não ficam simples por muito tempo. Entre conversas atravessadas, silêncios pesados e uma química...
