Capítulo Cinquenta e Seis - Um Oni Diferente

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Não, não... Minha flor. Meu Lírio...

Os olhos de Muzan pareciam quase ter ficado pretos de tão vermelhos. Ele perdeu completamente a sanidade. Sua mente, atenção, olhos, coração, tudo fixados na sua obsessão, agora destruída.

Ele levantou a cabeça, e olhou para o culpado. Ele não via mais [Nome]. Ele via uma ameaça.

Muzan estava enlouquecido.

– Muzan, eu-

[Nome] estende a mão, enquanto guardava a katana, e segurava a caixinha que ele segurava, para entregar a Muzan.

Mas o outro Oni agiu mais rápido que ele pensava.

– Você... como se atreve! – o Kibutsuji cerrou o punho com tanta força, que visivelmente poderiam ver as unhas afiadas rasgar um pouco da pele.

E então, tudo aconteceu rápido demais.

Muzan avançou em [Nome], e deu um socou no estômago dele, o fazendo voar a quase um metro, e bater contra a árvore, um som alto de estalo soa, mas Muzan não presta atenção.

Não podia prestar atenção com sua mente embaralhada.

O oni se ajoelhou no chão e pegou a flor pisada, e inútil, os dedos tremendo. Olhos injetados em loucura, e corpo tremendo em puro ódio.

Não... minha flor... todo o meu trabalho... foi destruído.

Muzan lançou mais um olhar de ódio a Tanjiro, e [Nome], murmurando coisas incompreensíveis, tentando recolher a flor e ver se ainda tinha algum uso.

Não muito tempo depois, Shinjurou e Sakonji chegaram, e correm até o caído [Nome], chamando-o. Mas não obteve resposta.

– [Nome]! – Sakonji o balançava e a atenção mudou para Muzan, furioso. – O que diabos você fez?!

Os onis se entre olham, sentindo que algo não estava certo. A aura habitual ao redor de [Nome] estava extinguida, e eles apenas sentiam o cheiro de... sangue. Não sangue de Oni como o restos da batalha.

Kagaya foi o primeiro a sair da confusão, e choque, e praticamente tropeçou até [Nome], o segurando e tremendo, lágrimas formando nos olhos dele. Ele percebeu imediatamente o que aconteceu, mesmo sem ter sido notificado.

Muzan percebeu que algo estava de errado, pois o silêncio estava repleto de vozes chamando por [Nome]. Ele saiu gradualmente da névoa da loucura dele, e levantou a cabeça e olhou para o local onde [Nome] aterrissou, e o corpo dele ficou congelado.

[Nome] tinha sangue escorrendo dos lábios, havia um buraco, um espaço incomum em seu estômago, pingando e vazando sangue.

Não está curando.

A mente de Muzan soou alarmes, gritos e todos os tipos se sons, e ele ficou tão pálido que quase parecia uma folha de papel.

– [Nome]...? – ele chamou em um sussurrou trêmulo. A mente dele estalou, e ele percebeu o que havia acabado de fazer em seu estado louco, e começou a negar a si mesmo.

Não, ele está brincando.

Isso é mentira.

É um sonho.

Eu ainda estou com o Lírio...

Não. Eu ainda estou com meu [Nome].

Muzan olhou para o chão, as pupilas tremendo, os lábios entreabertos conforme ele ofegava, sem ar, e sentia as pernas fraquejarem. Mas quando olhou para baixo, ele viu o sangue em suas mãos, o líquido grudento, pela primeira vez, o deixou com ânsia.

𝖀𝖒 𝕺𝖓𝖎 𝕯𝖎𝖋𝖊𝖗𝖊𝖓𝖙𝖊? [𝔐𝔞𝔩𝔢ℜ𝔢𝔞𝔡𝔢𝔯×𝔐𝔲𝔷𝔞𝔫] Onde histórias criam vida. Descubra agora