Capítulo Nove - Um Oni Diferente

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[Nome] disse as crianças que iria ficar apenas para o almoço, e, de tarde iria ir embora. E, como se o destino concordasse com sua escolha, o tempo se passou em um piscar de olhos.

– Tem mesmo que ir...? – Ume disse baixinho, como um sussurro. Ela se agarrou em Gyuutarou, e sua voz chorosa deixou [Nome] hesitante em partir.

– Desculpe, princesa – [Nome] fez um carinho nos cabelos compridos da garota, e suspirou baixo – Mas eu tenho que ir...

– ...Por que? – ela tinha os olhos vermelhos, e lágrimas caindo dos mesmos, [Nome] franze as sombrancelhas, e prende a respiração.

– Ah, Ume... – a voz rouca do mesmo já dizia tudo, ele também queria chorar. Mas o quão vergonhoso seria chorar após ver uma criança chorar?

– Você... Não pode ficar? – foi a vez de Gyuutarou murmurar. Ele abaixou a cabeça, desviando seu olhar do homem, e cerrando os punhos, como se tentasse—também—não chorar.

[Nome] se levanta, e sorriu para Gyuutarou. Antes de qualquer um reagir, o homem abraçou o jovem firme em um aperto.

Ele tremia, e Gyuutarou também. Ambos se abraçaram, assustados, mas, tristes.

Ah, céus...

[Nome] morde o lábio inferior com força, e se afasta de Gyuutarou, virando-se, ele começa a andar rápido em direção a uma floresta, desaparecendo da visão das crianças.

Ume não pode segurar—mesmo que ainda esteja confusa—ela começou a chorar, abraçando a cintura de seu irmão com força, enquanto o mesmo se segurava para não chorar junto a ela.

Por que ele teve que ir? – Ume franze as sombrancelhas, olhando fixamente em direção a onde [Nome] foi embora, com esperanças de que ele poderia voltar.

Mas, isso era impossível...

Eu sou... tão inútil... – Gyuutarou abaixou a cabeça, não aguentando tanta frustração, ele fechou os olhos, limpando a lágrima que caiu com as costas da mão, ele levantou seu olhar novamente – Por que eu não o parei? Por que... Você me abraçou?

Era torturante.

Tudo bem ir embora.

Mas por que me abraçar?

[Nome], você é malvado.

O homem parou de caminhar, seus olhos e passos hesitam, e ele olha para trás, colocando uma mão no peito, ele aperta fortemente o local, sentindo seu coração de despedaçar.

Era a segunda vez que ele ia embora, e, na primeira, foi totalmente sem seu consentimento. E agora...

Céus, o que havia na cabeça dele?

[Nome] não era assim.

– ...Eh, estou realmente indo embora? – ele zombou de si, ele se virou, e começou a correr de volta – Eles são meus filhos. Se eu não estar com eles agora, seria um péssimo pai – sorriu para si mesmo, e se aproximou, vendo as duas silhuetas.

Ele parou por alguns segundos, vendo que Gyuutarou e Ume estavam olhando para a floresta com olhos esperançosos. O coração de [Nome] começou a palpitar forte em seu peito, logo, ele sorriu ainda mais.

Porra, eu quase cometi um erro!

[Nome] não era parente deles—era o que eles achavam—e mesmo assim, eles se apegaram tão rápido, e em menos de um dia...

– Vocês não vão se livrar de mim tão cedo – [Nome] chamou a atenção a atenção dos dois, Ume parou de chorar, secando rapidamente suas lágrimas, como se nunca tivesse chorado.

𝖀𝖒 𝕺𝖓𝖎 𝕯𝖎𝖋𝖊𝖗𝖊𝖓𝖙𝖊? [𝔐𝔞𝔩𝔢ℜ𝔢𝔞𝔡𝔢𝔯×𝔐𝔲𝔷𝔞𝔫] Onde histórias criam vida. Descubra agora