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• faltam quatro capítulos para o fim •

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Meses depois

Gabriel

2 de Março de 2025
Leblon
Zona Sul, Rio de Janeiro.

Muita coisa tinha mudado na minha vida a algum tempo, mas nada comparava ao que nós estávamos vivendo nas últimas quarenta e oito horas.

Minha filha nasceu e na hora que eu a vi entendi o que todo mundo falava sobre o amor de pai pra filho. Era a parada mais louca que eu já tinha experimentado. Eu seria capaz de fazer qualquer coisa nesse mundo pra deixar ela bem, segura e feliz.

Passei todas as últimas horas sem tirar os olhos da minha garota. Toda pequeninha e a cara da mãe dela... bem melhor do que eu sonhei.

Recebemos visitas na maternidade, mas na hora de irmos pra casa fomos sozinhos. Fomos recebidos pela Carla e o Mendes, que eram as únicas pessoas que ainda trabalhavam com a gente e faziam parte da nossa família tanto quando meus pais e minha irmã.

Carla: Ela é muito linda, que Deus abençoe.

Gabriel: Ela é braba. Quando começa a chorar já era... - falei, olhando igual um otario pra criaturinha vestida de pijama de vaquinha, dormindo nos meus braços.

A Nicole largou o Olaf no chão, e chegou pertinho de mim, se esticando pra ver a nossa filha. Ela deu um sorrisinho antes de dar um cheiro no cabelo da neném.

A Carla e o Mendes disseram que iam voltar aos seus afazeres e que estariam prontos se precisássemos de algo.

Nicole: Vamos mostrar a casa pra ela? - perguntou, me olhando com animação.

Eu concordei, e notei que a neném abriu os olhinhos bem na hora. A Nicole saiu mostrando tudo e falando pra Anna cada cômodo da nossa casa, e eu segui, levando a menina no meu colo.

Nós terminamos o tour no quartinho dela, mas depois fomos para o nosso. Coloquei a Anna na cama e me ajoelhei no chão pra ficar na altura dela. A Nicole sentou bem ao lado da nossa filha, fazendo gracinha pra neném sorrir. Óbvio que ela grudou seus olhos na mãe com atenção e não desgrudou por nada, balançando os bracinhos e soltando uns resmungos.

Achei que amasse a Nicole mais do que tudo na vida. Mas mesmo depois de umas horas, eu ainda não conseguia descrever o que tinha mudado no meu amor por ela depois de a ver se tornar mãe.

Sentia meu coração doer todas as vezes que eu via ela interagindo com a Anna. Toda vez que ela segurava uma parte de mim no colo, eu me sentia o cara mais sortudo do mundo todo. Talvez nunca fosse me acostumar com aquelas duas.

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