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Anos depois

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Gabriel

27 de outubro de 2030
Leblon
Zona Sul, Rio de Janeiro.

Minha mulher iria passar o dia todo fora, porque tinha uns exames de rotina para fazer e a tarde daria aula. A Anna Lua não tinha aula... significava que eu ia cuidar sozinho da minha neném.

Bom, não tão neném assim, já que ela era uma mocinha de cinco anos. Meu coração doía toda vez que eu pensava nisso.

A Nicole mandou eu acordar a Anna cedo, pra não bagunçar os horários dela. Mas na hora que tentei acordar a minha filha, ela coçou aqueles olhinhos de boneca, fez um biquinho e me pediu pra dormir só mais cinco minutinhos.

Fiquei agarrado com ela por mais quatro horas, deixando que dormisse até meio dia. A Nicole ia me matar, mas eu não conseguia dizer não pra Anna.

Quando acordou, pediu pra almoçar Mc Donalds, mas graças a Deus a Carla salvou minha vida e falou já ter feito comida pra ela. A Anna amava a Carla, então comeu tudo, mas me fez prometer que quando nós estivéssemos sozinhos de novo eu compraria um MC pra ela.

Cara, eu comprava até a franquia do MC se isso fizesse ela ficar com aquele brilho nos olhinhos.

Curtimos a tarde na piscina e depois nós levamos o Olaf pra passear na Orla.

Na hora que a Nicole saiu pela porta do elevador, a Anna e eu estávamos na sala jogando videogame. Eu deixei o controle dela comigo, e o meu com ela, assim eu ganhava o jogo, mas quem achava que ganhava era ela... e eu nunca negava.

Anna: Mamãe chegou! - cantarolou.

O Olaf correu pra pedir carinho pra Nica, e eu virei meu pescoço pra ver ela vindo na nossa direção com um sorriso bem debochado no rosto.

Gabriel: Eu nem fiz nada.

Nicole: Aham - debochou. Ela se abaixou dando um beijo na nossa filha, que recém deu um abraço na mãe e voltou a jogar - Nossa, como você me ama, Anna.

Anna: Eu te amo do tamanho de todo o universo, mãe. Mas eu não vou perder pro meu pai.

Eu e a Nicole rimos.

Nicole: Eu te amo também, amorzinho.

Ela era competitiva igual nós dois. A única diferença é que a gente aceitava perder pra ela e ela não aceitava perder pra ninguém.

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