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Anna Lua
25 de fevereiro de 2031 Leblon Zona Sul, Rio de Janeiro.
Para não deixar o meu pai triste, eu fingi que não vi ele colocando uma das cartas do jogo embaixo da sua perna. Eu nunca entendia porque ele ficava fazendo essas coisas e me deixava ganhar.
Eu amava passar horas com ele, gostava quando a gente brincava do meu jeito, só que eu ficava muito mais feliz quando eu jogava com ele.
O meu papai era o melhor em jogar e ele sempre ganhava de todo mundo. Mas ele nunca ganhava de mim. Devia ser porque eu era filha dele e era muito boa nisso.
Gabriel: Acho que vou perder de novo - ele falou - Eu nunca aprendo esse jogo.
Minha mãe tinha me ensinado a jogar uno no ano passado e eu derrotava o meu pai em todas as partidas que a gente fazia.
Nicole: Claro que você vai perder - ela falou, com um tom de brincadeira na voz.
A minha mãe também não era boba, ela sabia que ele escondia as cartas boas pra me deixar ganhar.
Gabriel: Não me provoca.
Anna: Ai, eu tô tentando jogar.
Nicole: Desculpa, lindinha. A gente ama se implicar.
Gabriel: Tua mãe me ama muito, ela não consegue ficar muito tempo sem testar a minha paciência.
Juntei minhas sobrancelhas enquanto pensava na próxima carta que ia jogar.
Anna: Você me ama também, pai?
Ele sorriu pra mim.
Gabriel: Mais que tudo.
Anna: E não vai ficar bravo se eu jogar um +4 pra você?
Ouvi a risada da minha mãe.
Gabriel: Vou ficar furioso e te deixar de castigo.
Eu sabia que ele tava mentindo, então eu joguei a carta que queria e ele foi comprar mais quatro cartas.
Nicole: Essa é minha garota!
Ela esticou a mão pra mim e eu bati em uma comemoração.
Gabriel: Tá comemorando o quê, Nicole? Tu tá com todas as cartas do jogo na mão.