Jantar em casa

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Cada um entrou no seu carro, Alex veio me seguindo até o apartamento, como o carro da Aline estava na oficina, fiz com que entrasse na garagem e usasse a vaga da Meriva.

No caminho fui pensando no quando Alex está abatido e seus pensamentos muito conturbados, tinha medo do que poderia vir a acontecer se ele se deprimisse mais ainda, mantê-lo ocupado foi o melhor que Aline fez, assim ele se mantinha ocupado e trabalhando, em vez de ficar ocupando a cabeça de caraminholas.

- Aline... - Disse entrando no apartamento e dando passagem para Alex, as meninas correram para nos abraçar. - Como estão as minhas princesas?... ainda de uniforme escolar?

- A tia Aline disse que eu estou linda de uniforme. - disse Nicole.

- E eu também tio Jorge. - Duda se balançava nos calcanhares.

- Vocês tão lindas... agora quero ver quem é que vai tirar nota boa na escola.

As duas correram para a mesinha de centro da sala, a brincadeira das duas deveria estar muito boa.

- Essas moças tem vontade própria! - Aline vinha do nosso quarto, usava um vestido leve, os cabelos soltos e estava sem os óculos- Como eu posso dizer não a elas?

- Quando era criança a primeira coisa que fazia era tirar o bendito uniforme, Puxei Aline pela cintura e lhe dei uma beijo. - Oi amor!!!

- Oi! - Ela sorriu e me enlaçou pelo pescoço. - Vocês estavam bebendo?

- Foi só um Shops, mana! - Alex se largou no sofá e Duda se juntou a ele, o abraçando.

- Podiam ter me chamado!

- Papo para garotões! - disse tirando o paletó. - Pedro está dormindo?

- Não! Mas, ele não quer mais ficar o tempo todo no colo. Ele fica irritado! -Aline encarou Alex que estava com uma expressão apática olhando pro nada- Xande você tá bem?

-Claro! -ele forçou um sorriso e se levantou de modo rápido, eu vou ver o Pedro.

-Eu nunca vi ele assim!- Aline observou, depois que Alex cruzou a porta do quarto de Pedro- Ele não tá nada legal e eu tô ficando preocupada!

- Não é só você que está preocupado. - Disse me sentando no sofá para arrancar os sapatos, sei que Aline odeia quando fazia isso na sala. - Não podemos deixar de ficar de olho nele.

- Concordo! - ela sentou-se ao meu lado, encarando os meus pés, mas não disse nada. Ela estava se tornando menos pragmática- Preciso conversar com você sobre uma coisa.

- É particular ou não? - A encarei, hoje parece dia de revelações.

- Não! Mas, é uma coisa meio chata, ao menos pra você...

- Há... Jesus... Conta! - Disse baixinho.

- Eu preciso do seu escritório! -ela soltou de vez.

- Meu escritório. - Olhei para as menina. - Puta que pariu. - disse mais baixo ainda. - Claro, está certa, você precisa mesmo de mais uma dependência.

- Desculpa! É porque as vezes, as meninas querem brincar e o Pedro dormir, e eu fico com receio de mandar elas pararem de fazer barulho. Você não se importa? Quero montar o quartinho da Nicky!

- Tudo bem... Como todos os processos estão em caixas, é fácil de tirar, o problema é a minha mesa... - Cocei a testa. - Acho melhor você r ver seu irmão, está demorando muito com o Pedro.

- Deixa ele! Quando o Alex se isola é pra chorar sozinho. Ele não é mais o mesmo desde que...-Aline se deteve e observou Duda que brincava com Nicole, alheia a nossa conversa- Desde que a Patrícia morreu.

- E depois que a Ticiane foi embora.

- É, acho que o baque de perder as duas foi demais pra ele. Eu acho que o Alex via na Tissy a sua chance de recomeçar, mas lá no fundo... Eu acho que ele gostava mesmo era da vadia.

- Pois é... - Escorreguei mais no sofá.  Estou com fome... Sorri para Aline.

-Temos frango com arroz e puré de batats

- Quem tá de dieta? - perguntei para provocar.

- Não é um cardápio tão magro, seu bobo! E eu sempre posso fritar batatas pra o meu garoto super crescido! - ela beijou meu rosto- Você não pode passar a semana comendo empadão e lasanha, Jorge!

- Mas eu malho... preciso de energia. - A puxei para mim rindo, cheirei seu pescoço. - MARIA... Estou com fome e minha esposa está me matando de fome...

- Calma seu Jorge... Já estou pondo na mesa. - Soltou Maria calma.

- Esquenta aquela sobra do feijão do almoço, Maria! - ela riu. - E faz uma farofa de linguiça pra essa criança- ela apontou pra mim- Satisfeito?

- Faz tutu de feijão... A Maria faz um tutu de feijão dos Deuses.

- Mas esse homi num tem jeito não... - Maria deu as costas resmungando, gargalhei com o jeito dela, era sempre assim adoro provoca-la.

- Você é uma criança!- Aline beijou o meu rosto e se levantou- Quer batata frita?

- Não... Mas as meninas querem! - apontei para as duas carinhas curiosas, rimos.

- As crianças né? Sei! - Aline seguiu para a cozinha sorrindo e as duas pequenas se jogaram no sofá ao meu lado.


O Inquilino 3 (FINALIZADO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora