Adriano
Depois da sopa, fiz Renata caminhar um pouco pelo apartamento, depois fomos para a cama, sua insistência em fazer amor quase me deixou louco e eu estava tão preocupado que não consegui ter uma ereção. Resultado, Renata muito brava comigo.
Era madrugada, 4:38 horas, Madonna veio chorar próximo a cama, procurei por Renata e não estava deitada. Joguei a coberta para o alto e fui atrás dela.
- Renata? - Me aproximei dela no sofá. - Perdeu o sono? não foi o cachorro quem te acordou, não é? - Me sentei ao seu lado, esfregando suas costas.
- Estou um pouco agoniada hoje!
- O que está sentindo? - Me levantei a procura do meu celular, precisava falar com a médica. - Me fala que vou procurar o celular e ligar para a médica.
- Uma dorzinha chata na coluna!
- tá... - Peguei o celular de cima da mesa para puxar o celular da médica. - Mandei uma mensagem para a médica, dizendo que estava levando Renata para a Maternidade.
- Vou pegar a bolsa do bebê e a sua mala... - Acariciei seus cabelos. - Já volto.
Corri para o quarto, a cadela achou que eu estava brincando com ela, pois correu atrás de mim. Eu devia ter esperado mais um pouco para trazer um cão para casa, agora tinha que pedir para minha mãe ficar com ela.
- Amor, eu não sei se já é hora! - mal fechou a boca e Renata emitiu um gemido. - Droga, acho que foi uma contração.
Puxei a malinha de Renata, atira colo estava a bolsa da bebê ou do bebê. aquela cor rosa me dava até calafrios.
- Drico tá doendo! - ela gemeu baixinho.
- Vamos lá. - Apanhei a chave do carro. - Apoia em mim, vem?
- Tá! - Ela sorriu e segurou o braço que eu lhe ofereci. - Não me deixa cair! -ela soou mais manhosa do que já era.
- Estou te segurando.
Seguimos para a porta, a abri e a cadelinha saiu quicando alvoroçada pensando que iria sair. - Encosta aqui que vou por ela para dentro.
Corri atrás da cadelinha que chegou a nos tirar risos de tão engraçado que ela era, uma bolinha peluda parecendo rolar pelo piso do corredor.
A peguei e a enfiei para dentro do apartamento, ela iria acordar os vizinhos todos, mas pediria para o zelador pega-la e levar para o apartamento da minha mãe, agora o tempo urgia.
- Leva ela com a gente!
- Não pode, Renata! é um hospital. - A peguei pelo braço, puxei a mala para o elevador.
- Andar faz bem.
Abri a porta do elevador assim que chegou e entramos, logo estávamos descendo para sair do edifício, aproveitei para interfonar para o zelador e pedi a ele para cuidar da Madonna e levar para minha mãe, ele nos desejou sorte e desliguei.
O Carro estava um pouco a frente, seguimos lentamente pela calçada. Abri a porta do carro e a ajudei a entrar, depois coloquei as malas no porta malas.
- Eu estou com medo, Drico! Vai doer.
- Medo do quê? - a olhei. - Estamos indo bem, você está indo bem. tente não ficar assustada.
Segui para a Maternidade que não era tão longe. estacionei o mais próximo da entrada, ajudei Renata a descer do carro.
- Estou ansioso. - Sorri tentando passar confiança. - Vou mandar mensagem para sua mãe, ela já deve estar no aeroporto. no Brasil.
- Manda ela vir direto pra cá! Quero a minha mãe perto de mim.
- vou pedir. - Entramos na maternidade.
Renata foi conduzida para dentro enquanto eu preenchia a ficha e olhava no celular se a médica havia me respondido, ela estava a caminho.
Corri por aquele corredor para achar o quarto de Renata, a achei sentada na cama, respirando fundo, a enfermeira trazia o equipamento de monitoração do feto, entrei.
- Você precisa se trocar... - Apanhei o avental. - Quer ajuda?
- Quero! Não me deixa sozinha! - ela fez bico.
- Levanta os braços para eu tirar a camisola. - Segurei na bainha e esperei ela ficar de pé para poder tirar.
Em poucos segundos ela já estava com o avental da maternidade, seus cabelos foram presos no alto da cabeça, pois ela sentia calor e frio ao mesmo tempo. A cada dor espaçada, ela sentia calor.
- Amor, dói muito!
- Deve doer... - Disse digitando para a mãe de Renata.
Eu tinha que dar satisfações para ela e para a minha mãe. Por sorte ela ficou responsável em ir buscar Estela no aeroporto e depois viriam direto para cá.
- Minha mãe vai busca a sua mãe, assim fico mais tranquilo. - Olhei para Renata. - Dorme um pouco, a médica vai atrasar um pouco.
- Não dá pra dormir quando eu sinto essa dor estranha nas costas e essaa contrações!
Me aproximei para deitar come la, mas a enfermeira e a médica de plantão entraram no quarto, me afastei.
- Eu sou a Dra. Dulce... Sou do plantão, vou dar auxilio enquanto a sua médica não chega, Okay? - Ela colocou as luvas. - Vou fazer o exame de Toque para ver como está a sua dilatação.
Me coloquei de lado de Renata e a médica enquanto a examinava, aproveitava para fazer perguntas sobre o nível da dor e como ela é.
- Está com 3 de dilatação. vamos monitorar você. - A médica tirou a luva com um pouco de sangue, confesso que fiquei um pouco apavorado.
- Está tudo bem com a minha menina, doutora?
- É uma menina? - A Médica sorriu animada.
- Não - Eu falei, as três me olharam. - Não sabemos ainda o sexo, não deu pra ver no ultrassom.
- É uma menina! - Renata insistiu. - Aaaaiiii! - ela gemeu, interrompendo seu protesto. - Droga, eu nunca mais quero parir.
Dei risada de soslaio. olhei para a médica sacudindo a cabeça.
- Eu estou na sala da enfermaria, qualquer coisa podem me chamar.
Concordei com a cabeça, a enfermeira passou a tagarelar tentando distrair Renata. Meu celular não parava de chegar mensagem, era o irmão da Renata, era meu agente esportivo, amigos, até o Jorge me mandou mensagem, e como sempre uma piadinha de 45 dias na mão.
"Deu pra entender".
- Drico, tá doendo mais!
- Calma, Renata! daqui até o fim, irá sentir muita dor. Mas isso vai passar. - acariciei seus cabelos. - Quer água?
- Quero! - ela soava chorosa e ainda mais manhosa que de costume.
Apanhei um copinho descartável e coloquei água.
- Tome devagar.
- Vou matar você por ter me engravidado.
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O Inquilino 3 (FINALIZADO)
RomansaRenata Quintino viaja para o Canadá para realizar seus sonhos, aprimorar seu inglês e ir para a universidade em Washington, deixando quem ela amava por não entender e aceitar o seus desejos. Os anos passam e Renata esará de volta, madura, feliz, mas...
