Deixar todos para trás foi bem dolorido, mas eu tinha sonhos, podia dizer que a oportunidade que tinha ganhado na vida de ser feliz, ter uma família que me amava e me inseriu com tanto amor em seu seio, merecia que mostrasse a eles que era capaz de realizar meus próprios sonhos e ser o orgulho dos meus pais.
A minha cegada no canada foi muito bem receptiva, Amber e seu esposo estavam lá para me receber, nos abraçamos, ela estava mudada, bonita e casada que era o máximo, seu esposo muito simpático e que homem bonito, minha prima teve sorte.
Seguimos conversando para a casa dos meus tios, o inverno estava em alta, a neve caía densa, estava encantada em ver toda aquela brancura caindo do céu, forrando o chão e os topos das casas, prédios e casarões.
Tio Albert estava na porta quando o carro foi estacionado, Amber e eu descemos e entramos correndo, afinal de contas estava frio demais para ficar lá fora, pelo menos para mim.
- Olha só quem chegou Luma! - Disse tio Alberto abrindo os braços.
O abracei rindo e feliz por estar com pessoas conhecidas.
- Oi Tio, que saudades do senhor. - Recebi um beijo na testa.
- Renata, minha querida. - Disse Tia Luma entrando na sala com os braços abertos.
- Tia... - Soltei de meu tio e a abracei. - Obrigada por me receber.
- É sempre um prazer minha filha, seus pais já nos ligaram para saber se tinha chegado.
- Logo mando mensagens para eles. - Sorri contente.
Amber me levou para o quarto onde ficaria de agora em diante, enquanto desfazíamos as malas, ela conversava comigo, tentando lembrar da língua Brasileira, rimos e muito.
- Há Amber, você continua engraçada. - Disse me sentando na cama, respirei fundo depois de apanhar um pequeno álbum de fotografia.
Adriano, Jorge, Bruno estavam todos juntos, levei a foto comigo por meu irmão, mas Adriano era o que me motivava a levar porta retrato, depositei no criado mudo ao meu lado, escorregando meus dedos na imagem, suspirei alto.
- Olha só como estão o Jorge e o Adriano! -Amber apanhou o porta-retratos. - Mas, ficou muito gato o seu irmão, hein!
- Ele se casou... agora e pai de um menino lindo, Pedro... Juiz da vara da infância! - Disse sorrindo. - Ele mudou muito mesmo. - Evitei em comentar obre o Adriano.
- Sério? O Jorge era o típico baladeiro inconsequente!
- Bom.. ele era até quase um ano atrás... - Amber se sentou ao meu lado. - Então ele alugou uma casa na praia para fugir dos meus pais e acho que dele mesmo e acabou sendo acertado por um cinzeiro na cabeça pela dona da casa... e eles se casaram em menos de seis meses.
- Meu Deus! - Amber gargalhou. - Quem diria? O homem mudou mesmo! Sabe que uma vez ele se meteu em uma confusão num hotel aqui em Toronto! Ele e o Costella foram expulsos do hotel.
- Eu soube, mas não sei qual o motivo da confusão. - Abri o álbum de fotos na mão, mostrando para Amber Aline e meu sobrinho Pedro na incubadora, ainda não tinha o visto fora do hospital. - Você pelo jeito sabe o que rolou... E por que os dois não se falam direito.
- Eu não só sei o que rolou como fui o pivô da confusão. Bem, como você sabe, ou talvez não saiba, seu irmão e eu tínhamos uma... Amizade colorida quando minha família e eu vivíamos no Brasil.
Levei a mão a boca rindo.
- Fala sério?... Por isso você e ele sumiam de carro e não me levavam com vocês? - Estreitei os olhos para ela rindo. - Jorge não presta mesmo... Esse meu irmão.
- Daí, nós passamos anos sem contato, até o Jorge entrar em contato, dizendo que estava vindo pra cá, eu estava brigada com o Ralph e já previa um possível enrosco. Só que ele veio com o Costella e o cara ficou fissurado em mim.
Ele era gato, não ia rolar com o Jorge porque ele não queria atravessar o primo, eu queria dar o troco no Ralph por ter me traído. Fiquei com o Costella
- O Jorge ficou bravo com isso?
- Não! O Jorge me empurrou pro Costella. Só que aí numa noite, ia rolar um encontro de uns caras numa estação de Ski, o Costella foi, o Jorge ficou no hotel, eu também... E juntar eu e o seu irmão era como juntar fogo e gasolina.
Gargalhei.
- Ele não perdoou a falta do nosso primo.
- Não! Bom, a gente transou bastante e quando o Costella chegou de madrugada, eu estava na cama do Jorge
- Saíram no braço os dois?!
- Sim! Foi uma confusão no hotel. Mas, eu não imaginava que o Costella tivesse ficado tão envolvido. Ele me confessou estar apaixonado depois, e eu me senti muito mal pôr ter desiludido o coitado, até porque logo depois eu voltei com o Ralph e nós ficamos noivos!
- E esse bonitão? - Apontei para a porta. - Aonde foi que você arrumou?.. Tem amis deste exemplar solto por ai?
Agarrei Amber pelo braço e caímos na gargalhada.
- Esse eu arranjei no meio do transito caótico de Nova Iorque. -ela riu apaixonada- Ele bateu na minha traseira e eu passei a persegui-lo pra pagar o meu prejuízo, mas eu queria mesmo era ele.
- E o tal Ralf?... Você disse que estava noiva dele, agora fiquei confusa!
-Já tínhamos terminado há um ano. Eu nunca quis mesmo casar com o Ralph! Fiquei com ele pra agradar o papai, mas chegou uma hora que eu cansei de ser traída por qualquer Maria batalhão que dava mole pra ele
- Fez bem... Dá pra se notar o quanto o Sebastian ama você. - Olhei para o porta retrato. - Adriano e eu estávamos namorando... - Olhei para Amber, sorri triste. - Terminamos na noite do casamento do meu irmão... Ele não aceitou minha vinda para cá, queria que eu me casasse com ele, por que tinha condições de me dar tudo, não entendeu minha necessidade de estudar, ter uma profissão, independência, mas que ele estivesse comigo e me esperasse. - Dei de ombros. - Ele não me amava o suficiente para aceitar isso.
- É complicado! Acho que ele foi um pouco egoísta, mas ao mesmo tempo é compreensível. Você é jovem,linda... São quatro anos de distância. É preciso muito amor e muita confiança pra manter uma relação assim. Mas, é a sua vida,não é justo ter que abrir mão dos seus sonhos.
- Justamente por isso eu vim. - Me levantei. - Eu nem sei por que trouxe a foto dele... - Torci a boca chateada, olhei para Amber. - O que tem de bom nessa cidade?
Escutamos batidas na porta e Sebastian abriu a porta.
- O Almoço está na mesa.
Eu e Amber nos olhamos.
Seguimos para a sala de jantar, nos sentamos, finalmente estava em família, meus tios eram maravilhosos e muito acolhedores, teria a presença de Amber e seu marido até domingo.
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O Inquilino 3 (FINALIZADO)
RomansaRenata Quintino viaja para o Canadá para realizar seus sonhos, aprimorar seu inglês e ir para a universidade em Washington, deixando quem ela amava por não entender e aceitar o seus desejos. Os anos passam e Renata esará de volta, madura, feliz, mas...
