Alexandre
Eu me sentia um verdadeiro adolescente,diante daquela expectativa de ir pro Canada, e não era a viagem que me causava essa euforia, mas a ideia de reencontrar a Renata.
Eu passei o aniversário da Nicole completamente disperso, pensando na Renata, sentindo falta dela no nosso seio familiar.
Eu não conseguia explicar porque sentia tanto a sua falta, porque queria tanto ela por perto.
Na noite da véspera da viagem eu não consegui dormir direito e pela manha deixei a Duda na casa da Aline uma hora antes do combinado, e segui para o aeroporto, chegando com duas horas de antecedência para o embarque. Eu não aguentava mais aquela espera. Por sorte, eu tive muito sono durante o voo e acordei com o aviso do desembarque.
Meu coração parecia querer saltar dentro do peito, pois eu sabia que ela estaria lá me esperando no setor de desembarque.
Parece que todo o processo de recolhimento da bagagem de mão e saída do avião durou uma eternidade, mas tudo foi compensado quando eu a vi. Aqueles grandes olhos castanhos, os cabelos caindo em ondas sobre o seu ombro, o nariz vermelhinho por conta do frio e aquele sorriso alvo e escancarado. Parecia que o curto trajeto que ela fez ate mim foi feito em câmera lenta e meu coração saltava descompassado no peito. Eu estava enfartando ou o que?
Não resisti ao seu cheiro quando ela finalmente estava a minha frente, era algo doce e sensual e sem medir as consequências eu simplesmente larguei a mala e a puxei pra mim, beijando a sua boca. E como era quente e macia!
Sua língua ávida parecia dançar na minha boca e como ela foi receptiva e calorosa, eu a puxava mais pra mim, aproveitando do seu doce sabor e aquela sensação de que meu coração poderia parar a qualquer momento. Suas mãos não paravam quietas, ora no meu pescoço, ora puxando os meu cabelos.
Me afastei dela, aos poucos sem querer encerrar aquele beijo .
- Ah...oi! - Eu estava ofegante. - Desculpa...
- Oi... - Seu sorriso apaixonado deixou claro que gostou da investida. - Eu não pediria desculpa... - E desta vez quem atacou foi ela, me puxando para outro beijo quente, quando nossos lábios se soltaram, ela grudou sua testa no meu queijo, soltou um longo suspiro. - Foi a melhor recepção da minha vida! - Ela me olhou sorrindo. - Vem... Vamos para o Hotel...
- Você está tão linda!- eu tinha que soltá-la, mas a sensação que eu tinha era que esperei toda a vida por aquele abraço.
"E merda"... eu estava duro! Duro ao ponto de causar desconforto o fato de eu estar usando calças.
- Você também está lindo... Continua com seu charme especial - Ela pegou uma das minhas malas. - Vamos sair daqui... - Ela pegou na minha mão, seu sorriso já deixava claro que não me deixaria sozinho, peguei a outra mala e a segui pelo aeroporto.
Renata abriu a porta de um táxi entregando as malas para o motorista que as colocou no porta mala, nisso ela me puxou para dentro do carro, estava muito frio e a neve caia tímida lá fora.
- Pelo menos aqui dentro está quentinho. - Ela tirou as luvas das mãos e tocou me rosto me puxando para mais um beijo.
- Para onde?
- Hotel Mercurie... Por favor. - Disse ela ainda grudada na minha boca. - Que saudades de você... Sua boca é tão gostosa... - E ela se sentou no meu colo, me abraçando e me beijando, com certeza acabaríamos na cama.
- Renata, o motorista... - eu sorri com a sua espontaneidade, mas não queria que ela saísse. Ela era perfeita! Acarinhei seu rosto, afastando os seus cabelos, a puxei pra mim e sussurrei entre seus lábios - Eu estou louco por você, garotinha!
- E eu por você Alex... Louca... - Sua mão apertou meu peito, deslizando para baixo, detive sua mão, ela mordeu meu lábio. - Eu não vou fazer nada que te envergonhe, eu só quero te sentir... só isso! - Seu tom era baixo.
- Você vai,minha flor!- gemi ao sentir ela se esfregando em mim- Eu vou matar essa vontade de você, Renata!- beijei seu pescoço,deslizando a língua na sua pele,até alcançar a sua orelha- Eu penso nesse seu corpinho gostoso há dois anos.
- Haaaaaaaa.... somos dois... Por que sonho com você quase todas as noite... você é tão gostoso no modo como me pega... - Renata bateu no vidro do carro que separa motorista e passageiro. - Pode ir mais rápido... são dois anos de saudades, por favor... - E ela se voltou a mim, me beijando com desejo, luxuria.
- Renata, por favor... Facilita! - Gemi rouco. - Eu vou acabar te comendo nesse carro.
- Já estamos perto do hotel... - Gemeu ela. - Mais cinco minutos....
- Cinco minutos. - repeti mordiscando seu lábio e a apertando. Continuei beijando seu pescoço, lhe causando arrepios
- Então a safadinha andou tendo sonhos eróticos comigo?
- Muitos sonhossss...- Ela se enroscava os dedos nos meus cabelos.
O taxista parou o carro em frente ao hotel e bateu no vidro.
- Chegamos...20,00 dólares... - Disse ele mal humorado.
- Aqui... - Renata tirou o dinheiro da carteira e entregou. - Vamos descer...
Dei risada com seu jeito moleque, pois abriu a porta e desceu girando no meu colo, ela sorria animada, pegou uma de minhas malas, me entregou e pegou a outra me puxando para dentro, fizemos o checkout é subimos para o décimo andar.
- Você podia ao menos ter me deixado pagar o táxi!
- Tudo por conta do meu pai, mas deixo você me pagar uma cerveja quando formos a um pub , vamos nos divertir! - Renata mostrou o cartão do destravamento da porta, o enfiou e ao abri, agarrou a minha nuca me enfiando para dentro em um beijo desejoso.
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O Inquilino 3 (FINALIZADO)
RomanceRenata Quintino viaja para o Canadá para realizar seus sonhos, aprimorar seu inglês e ir para a universidade em Washington, deixando quem ela amava por não entender e aceitar o seus desejos. Os anos passam e Renata esará de volta, madura, feliz, mas...
