Aproveitando o momento juntos

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- Meu? - Senti meu coração saltar. Meu marido tinha me comprado um carro novo e lindo por sinal. - Como assim, Jorge? O Meriva está em bom estado.

- Estava... Vou ficar com ele. - Disse ele rindo. - Mentira... Comprei um para mim também, mas um clássico, igual do seu irmão...mas preto. - Ele pegou minha mão. - Vem ver de perto e vamos por na garagem... Ele vai levar o Meriva.

- Espera! - Recuei. - Você comprou dois carros? E como isso interfere no nosso orçamento?

- Não interfere... - Ele sorriu pegando no meu queixo e me beijou.

- Acho que podemos arcar com a despesa. - Disse de modo simples, não ia recrimina-lo. Eu tinha um salário razoável e o do Jorge com certeza era avantajado. - Só temos um pequeno problema. Seus filhos querem bicicletas!

- Espaço é o que não falta nesse carro. - Jorge pediu para o rapaz tirar o carro da caçamba. - Ele é automático, não vai mais reclamar de ficar com dor no pé toda vez que pegar transito e ficar pisando na embreagem, blindado, total segurança.

- Quem diria que o mauricinho baladeiro se tornaria um marido tão perfeito! - Abracei Jorge e beijei seu rosto. - Já fez o test-drive?

Jorge sorriu de lado, aquele jeito safado que ele tinha quando queria algo a mais.

- Pensei da gente ir até minha mãe, deixar as crianças com ela e depois experimentar esse banco de couro, macio... - Ele apertou minha bunda, quase morri de vergonha.

- Eu pensei o mesmo! - Sorri. - Lembra da nossa primeira transa? - Mordisquei sua orelha. - No Banco traseiro da sua pick-up.

- Há... caramba. - ele tapou o rosto com as mãos parecendo chateado.

- O que foi?- estranhei sua reação.

- Agora me lembrei porque não quero trocar de carro. - Ele torceu a boca. - Acho que vou desfazer o negócio... quero minha Pick-up de volta.

-Jorge!- eu ri e voltei a mordiscar sua orelha- Podemos transar em todos os carros que você adquirir nos próximos anos. A menos que tenha algo mais que você queira se lembrar?

- Não! - Jorge me abraçou tirando do chão. - Eu vou trocar de carro... Preciso começar a ter cara de pai e Juiz.

- Você sabe que sempre vai parecer um moleque,né? O assaltante mais lindo que eu já vi em toda a minha vida!

Jorge me puxou para o carro, abriu a porta e me fez entrar, me ajudou a ajustar os bancos, quando isso, o zelador abria o portão para o rapaz pegar a Meriva, não tínhamos vagas suficiente para deixar todos os nossos carros.

(Jorge) 

 Adriano tinha levado minha pick-up para Arujá, e a Meriva teria o mesmo destino, ficaria na garagem dos meus pais para que pudesse ser vendida, a Pick-up ainda não tinha conseguido dar um rumo a ela, para quem tem casa na praia, ela era bem útil, fora que o cheiro de cachorro dentro dela era enorme, pensando nisso, seria ótimo ficar com ela.

- Sabe que as vezes eu me pergunto o que o Pedro e a Nick vão achar da nossa história. É bem doida né?

- Maluquinha. - Disse Jorge sentado ao meu lado enquanto manobro o carro para entrar na garagem.

- Meus filhos vão achar que tem uma mãe totalmente descompensada. As vezes,penso em Pedro dizendo aos coleguinhas : A minha mãe tacou um cinzeiro na cabeça do meu pai!

Jorge Gargalhou alto.

- Quase você me mata... Pedro nem iria nascer se tivesse me matado.

- Ele pode anexar esse detalhe a história quando contar pra alguém. Se ele soubesse que os pais dele viviam no cio

- Viviam? - ele erguei uma das sobrancelhas. - Você é uma tarada... Maniaca sexual... Me suga, me devora...

- E você adora! Ou estou errada?!

- Não... - ele fingiu naturalidade, estacionei o carro, desliguei e o encarei.

- Maníaca sexual? - O puxei pra mim e beijei sua boca, levando a mão pra dentro da sua calça- Sabe o que me lembro?

- Do quê? - Ele escorregou no banco, me beijando de língua.

- Da visitinha que você me fez no hospital e de ter te chapado gostoso. Parece que foi ontem.

- Me conta direito isso... Eu acho que estou desmemoriado... - Jorge mordeu o lábio inferior, sentindo minha mão massageá-lo.

- Ah,não se lembra? De nós dois pelos corredores... Eu te engolindo gostoso- o apertei. - Deixa eu mostrar já que você não lembra!

- Mostra... - Jorge baixou um pouco o encosto do banco. - Essa minha esposa tarada... Eu sou um homem de sorte.

- Safado! Eu não sou tarada!- protestei entre risos e mordisquei sua boca, depois me curvei e passei a sugar seu pau de modo impetuoso. Era incrível como não importava o tempo que passasse, o meu tesão pelo Jorge continuava o mesmo.

O Inquilino 3 (FINALIZADO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora