Adriano compra ingressos

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- Outra cabeça dura! - Mamãe soltou o braço. - Vamos, Estela! Tomar um banho e por a nossa melhor roupa... Eu quero me divertir hoje!

- Ah, meu bem! Não é a cabeça! Estou pensando com outra parte! - Renata levou a mão a cabeça e nossas mães sairam rindo.

- Meu Deus! - Encarei Renata perplexo. - Dá pra acreditar num negócio deste.

- Eu prefiro fingir que não ouvi.

- Melhor! - A puxei para mim. - Tirou uma sonequinha é? - Beijei seu pescoço.

- Deitei um pouco e quando vi... aliás não vi! - ela sorriu.

- Ainda está disposta a sobremesa? - A beijei lento.

- Estou um pouco enjoada! - ela ainda estava meio ressabiada.

- Então vou fazer um balde de pipocas e vamos afundar aqui no sofá... Por um bom filme... - A beijei novamente. - Vamos, Renata! Desamarra essa tromba.

- Que tromba?

- Essa! - toquei em seu nariz.

Renata riu e me abraçou

- Tenho medo de nos separarmos por oposição de quem não quer nos ver bem!

- Eu entendo o seu medo bobo. - Levei seus cabelos para trás da orelha. - Só nos separa se um de nós deixar. E creio que não é isso que queremos. Eu não quero. Por isso eu te perguntei. afinal de contas somos um casa. precisamos conversar até mesmo de coisas ruins.

- Você tem razão! - ela suspirou. - Eu acho o meu passado tão pesado as vezes,e também acho que ter aceitado a ajuda de quem só queria me ver pelas costas,faz de mim uma pessoa fraca, sei lá! Talvez um dia eu possa devolver cada centavo aquela família e me resolva com a minha consciência.

- Pode parar. - Tomei distancia dela. - Estão pagando pelos erros que fizeram, então tire bom proveito dele e mande uma banana bem grande para aqueles merdas. Não se esqueça que eles te devem a vida de uma criança. e fim de papo. - Peguei a sua mão e a levei para a cozinha. - Vamos fazer uma pipoca caramelada. Assim podemos usar a calda de chocolate por cima.

- Calda de chocolate é? - ela riu de lado.

- Você gostou, né! - disse abrindo os armários a procura das pipocas. - A bisnaga está na dispensa... Pode pegar.

- Vamos esperar um pouco até estarmos sozinhos.

- Como quiser. - Sorri para ela despejando um pouco de óleo, açúcar, água e as pipocas. - Vai adorar mina pipoca doce.

- Tenho certeza que vou!

Me inclinei para receber mais um beijo e passei a mexer a manivela da pipoqueira para não grudar tudo e queimar. Dez minutos depois estava com as pipocas prontas e o cheiro de açúcar queimado no ar. Renata salivava ao ver a pipoca cair dentro da vasilha.

- Calma! está quente. - Alertei quando ela tentou pegar uma para experimentar.

- Estou desejando! - ela emendou com aquela carinha de gulosa.

- Que filme quer ver? - Passei o balde de pipocas para ela e seguimos para a sala de TV.

- Filme? - ela ponderou por um tempo. - Eu sei o que vocês fizeram no verão passado!

- Terror? - Sacudi a cabeça em negativa. - Mais romântico ou comédia como... Esposa de mentirinha.

- Esposa de mentirinha, Amor? Até eu acho esse filme piegas. Que tal a saga,Jogos Mortais?

- Nada que assuste meu bebê... - Nos sentamos, peguei o controle remoto para entrar na Netflix.

- Ah, meu Deus! - ela suspirou entediada. - Anaconda?

O Inquilino 3 (FINALIZADO)Onde histórias criam vida. Descubra agora