Capítulo Quatro.

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"O sofrimento seria lembrando quando nossos lábios se tocassem suavemente."

Pietro Montserrat

Sentei-me na poltrona, vendo a tormenta violenta tamborilando na minha janela de vidro. Sentia-me derrotado, cansado, e psicologicamente esgotado. Parecia que estava prestes a perder a minha alma, que era engolida pelas sombras. Deparei-me com uma loira que se encontrava deitada na minha cama dormindo profundamente. Relacionava-me com dezenas de mulheres a fim de esquecer a única que exalava o poder de fazer o meu coração pulsar. A vida era injusta, a vida só mostrava o sofrimento no qual estava condenado.

Segurava com força o copo de cristal que ainda restava um pouco do meu conhaque Richard Hennessy, comprando em um leilão que ocorreu na adega mais famosa da cidade de paris, quando eventualmente tentei me suicidar, após meses da morte da Helida.

Terminei de ingerir a minha bebida quando devaneios formaram-se igual um "show de mágica". Lutava para não demonstrar fraqueza ou qualquer outro sentimento que conjugo idiota. Lembranças eram cruéis, recordar da face e os lábios quentes da minha amada, era padecer do isolamento mais profundo que o corpo poderia aguentar.

Apertei o copo de cristal enraivecido com a minha situação e observei os cacos de vidro espatifando-se entre meus dedos enquanto perfurava a minha carne. O sangue jorrava pela palma da minha mão batendo sobre o piso de Mármore. Aquela imagem confirmava o tamanho da minha desolação.

— O que houve com a sua mão?— O som da voz fina invadiu o ambiente pesado. Virei abruptamente e notei a loira linda acordada e olhando fixamente para o meu rosto preocupada.

—Não seja intrometida!— Respondi furioso.

Abominava quando as mulheres se intrometiam na minha vida, ou quando não bastava a noite de prazer que eu proporcionava para elas. Não repetia outras noites para não ter a oportunidade de algumas se acharem exclusivas. Eu era um homem que não se prendia a ninguém.

—Talvez eu, possa ajuda-lo, sou enfermeira e.

— Não preciso da sua piedade!.—A interrompi irritado.

—Desculpe, só quis ajuda-lo.— Se desculpou baixinho, se desfazendo do edredom enrolado sobre o seu corpo desnudo.

—Eu não preciso de ajuda, e muito menos da sua!.—Falei entre os dentes.—Cuidarei desse ferimento imediatamente.—Me levantei da poltrona, indo até o banheiro, e a deixando sozinha no quarto resmungando.

Peguei a maleta de primeiros socorros em uma gaveta do gabinete, utilizei uma pinça para remover alguns cacos de vidro que perfurava minha pele, em seguida lavei a minha mão com água e sabão e passei um antisséptico, e por ultimo fiz uma camada de ataduras com gazes.

Respirei fundo, voltando para o quarto em seguida, pois estava determinado que a minha noite de puro êxtase estivesse longe do seu fim.

                                                                       {...}

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora