"Sentir sua falta é minha necessidade, desde que você não voltará".
Sofia Montserrat.
Todas as lágrimas já se foram. Meu travesseiro estava encharcado e sentia uma leve ardência nos meus olhos devido ao choro que se prolongou. Era difícil de acreditar que havia sido enganada pelo meu coração que especulou que possivelmente seria feliz ao lado do senhor Pietro, ou o homem de coração empedrado.
Deveria ter acreditado que ele me machucaria com a sua insensibilidade. Contudo, fui tola o suficiente para aceitar que talvez ele poderia mudar e ser uma pessoa melhor. Eu estava deitada em posição fetal e abraçava a minha foto amassada. Marina encontrava-se ao meu lado fazendo um leve carinho nos meus cabelos. Havia contado tudo a ela o que ocorreu entre mim e o senhor Pietro, e todas as angustias da época do orfanato.
—Precisa se alimentar querida, não quero vê-la adoentada.—Marina disse preocupada.
—Não tenho fome.—Solucei enxugando uma pequena lágrima que teimou em escorrer.
—Céus! Nunca pensei que o patrão fosse capaz de algo tão cruel.—Fez uma pausa.—Você precisará ser forte.
—Marina, se visse a frieza como me tratou, ou o jeito que me consolava enquanto me desprezava, ficaria horrorizada com a atitude dele. Não consigo entender por que ele machucou tanto o meu coração.—Desabafei em lágrimas.—Pietro Montserrat não tem sentimentos por ninguém!.
—Não compreendo como o patrão foi capaz de iludi-la, e depois a despreza-la. Céus algo não está correto.
—Talvez seja a atitude mesquinha dele que não está correto.—Rebati.
—Eu conheço o patrão muito bem para sabe que algo de errado está o preocupando esses últimos dias. Ele tem medo de sofrer novamente como aconteceu com a fatalidade morte da Helida e da Hope, mas algo na atitude dele mudou drasticamente.
—O que se refere Marina?.—Indaguei me sentando na cama e deixando a foto sobre os lençóis de seda.
—Me parece que ele está com medo de alguém ou de alguma outra coisa. Venho notando como ele anda misterioso nesses últimos dias. Não come quase nada, não dorme em casa, e o olhar dele está sem vida. Céus até parece que o patrão anda sofrendo pelos cantos por ter pedido você!.
—Não pense nessas coisas Marina.—Olhei fixamente para ela.—Pietro Montserrat é um babaca que não tem sentimentos por ninguém! Se ele não come, ou não dorme em casa é por que tem outra mulher que oferece tudo a ele, incluindo prazer, não fique pensando que está sofrendo por minha causa, por que isso não é verdade. Eu juro que não entendo como fui me apaixonar por alguém tão frio e desumano e diferente de mim.
—No coração ninguém manda querida. Se você o amar tanto é por que existe algum propósito. Eu enxergo que o patrão também ama você, mas algo dentro dele se recusa a notar esse sentimento. Ele tem medo de amar e sofrer a dor da perda.
—Eu entendo a dor do passado dele, mas nada justificar o que ele se tornou, e a maneira impiedosa que trata as pessoas. Marina, infelizmente ele não me ama e nunca me amará. Na nossa ultima conversa ele deixou claro esse ponto.
—Querida, trabalho há anos nessa casa, eu, cuidei do patrão quando ainda era um bebê de bochechas coradas e olhos inocentes. O patrão era um homem bom, que se preocupava com todos os empregados da casa. Eu sei o que estou dizendo a você, e acredite que ele te ama.
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(Proibida Pra Mim)
Romance(Saga amores impossíveis.) Livro completo, porém, sendo repostado. A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
