"Quanto mais você me preenchia, mas eu desmoronava".
Sofia Montserrat.
As mãos fortes do senhor Pietro, continuavam paradas sobre a minha cintura segurando-a com possessividade. Notei que as roupas dele encontravam-se encharcadas, devido à poça de água que estava sobre o piso. Seu olhar era frio igual ao gelo, mas que fazia o meu rosto esquentar.
Nossas respirações se encontravam levemente alteradas o suficiente para qualquer pessoa perceber como aquela proximidade era incomum. Olhava fixamente para ele, que não esboçava nenhuma reação a não ser continuar me olhando intensamente. Meus lábios estavam trêmulos, o cheiro de hortelã misturado com o perfume amadeirado me deixava hipnotizada na medida em que nossos rostos se aproximavam um do outro até que minha boca encontrava-se quase em contato com a dele.
—Patrão!—Exclamou um senhor que aparentava ser idoso.
O senhor Pietro, imediatamente quebrou o contato visual lançando alguns olhares recriminatórios para o jardim a onde o homem encontrava-se preocupado. Aos poucos ele foi esboçando um aspecto raivoso que não demonstrava intensidade alguma. Subitamente fui arremessada para o lado oposto do seu corpo, fazendo que as minhas costelas batessem sobre o piso de mármore molhado. Ele havia se levantado apressadamente, e segundos depois meu braço foi segurado com rigidez pelo senhor Pietro, me fazendo ser puxada para que ficasse de pé ao lado dele.
—O que você quer seu imbecil?—O senhor Pietro, perguntou friamente, lançando olhares de ódio para o homem.
—Patrão, me perdoe. —O homem de cabelos grisalhos havia falado se aproximando. —O senhor está bem?.—Perguntou aflito.
—Óbvio que estou bem seu idiota!.—Respondeu com desdém.
—Eu notei que o senhor, havia levado um tombo com a menina e vim ajuda-lo. —Disse mostrando um sorriso simpático.
—O único responsável pela desgraça do meu tombo foi você!.—Apontou o dedo na direção dele. —Se você achou que poderia me matar deixando essa poça de água fique sabendo que não quebrei o meu pescoço! Eu estou vivo e não graças a você, que é tão inútil que não consegue fazer o seu trabalho corretamente que seria limpar a porra do piso!.
—Patrão, jamais teria intenções de mata-lo e.
—Saia daqui seu idiota, antes que eu perca o pouco de consideração que sobrou por sua família e acabe o demitindo!.—Ele continuava segurando o meu braço e o apertado com rigidez. —Saia daqui!.—Gritou.
—Com licença!—O senhor disse com a cabeça baixa, saindo em seguida e quase derrubando algumas plantas a sua frente.
—Eu deveria demiti-lo, estou cercado por empregados idiotas. —O senhor Pietro, murmurou irritado.
—Ele... Eu acho que ele só quis ajuda-lo. —Falei baixinho.
—Sacrifício!.—Disse, olhando furioso para mim. —Na minha casa existem regras e um delas é que você não tem o direito de opinar em nada, principalmente na maneira que eu trato meus empregados!. Não se intrometa ou diga nada estúpido ou juro que a faço implorar para regressar ao orfanato, antes que possa entrar pela porta principal da minha casa, compreendeu?.
—Eu...Não concordo com a maneira cruel que trata o seu empregado, e tão pouco o modo grosseiro que tratou a pobre Felipa, que não havia feito nada e o senhor a insultou.—Me munir de coragem para enfrenta-lo.
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(Proibida Pra Mim)
Romansa(Saga amores impossíveis.) Livro completo, porém, sendo repostado. A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
