Capítulo Quatorze.

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"Eu não sabia que com um simples beijo poderia parar o tempo, aprendi com você".

Sofia Montserrat.

Meu corpo estava dolorido, e minha pele continuava quente devido á febre. Em poucas horas meu estado de saúde havia piorado. Relutei em abrir meus olhos e quando o fiz, fui pega de surpresa ao constata o senhor Pietro, dormindo ao meu lado. Diferente de ontem, as roupas sociais que usava estava de forma desleixada indicando que permaneceu ao meu lado durante a madrugada, e seus braços fortes encontravam-se parados na minha cintura.

"O homem com coração empedrado, havia cuidado de mim."

Com cuidado retirei seus braços fortes da minha cintura, e me sentei na cama gemendo baixinho devido á dor. Eu reparei que o senhor Pietro dormia tranquilamente e havia um livro de capa grossa em seu peitoral, indicando que leu durante a madrugada para passar o tempo. Fiquei o analisando, e quando estava relaxado parecia tão jovem, e sem os traços que o deixavam cruel.

O peito dele subia e descia mantendo um ritmo incessante. Avistei alguns raios de sol adentrar pela cortina entre aberta e batendo contra o rosto do senhor Pietro, dando a visão da beleza que possuía. Olhando para ele, pensava numa pintura a óleo que encontrei num recorte antigo de jornal, e aquela imagem se parecia muito com o homem impiedoso dos olhos azuis.

—Você melhorou da febre? —Perguntou, ainda mantendo os olhos fechados.

Eu fiquei com as bochechas coradas ao ouvir o timbre da voz do senhor Pietro. Havia me perguntado mentalmente se estava acordado há tempo suficiente para constata que olhava para ele. Quando os olhos dele foram abertos, desviei meu olhar, envergonhada pela forma que me encarava.

—Estou com muitas dores. —Respondi baixinho. —Ainda continuo com febre. —Informei a ele.

—Não tive tempo de chamar o médico para vê-la. —Levantou da cama, deixando o livro sobre o criado-mudo. —Eu fui irresponsável em dormir ao seu lado e não ter chamado o médico. —Disse irritado, olhando para o seu relógio de pulso.

—Eu não preciso de médico, vou melhorar sozinha. —Murmurei, sentindo dores.

—Você precisa de cuidados médicos. —Falou serio. —Eu não serei irresponsável outra vez, com a sua saúde. —Colocou seus dedos sobre a minha testa. —Parece que sua febre aumentou. —Informou preocupado.

—Posso melhorar sozinha. —Tossia me contorcendo de dor.

—Eu vou chamar o médico. —Tornou em dizer serio.

O senhor Pietro retirou seus dedos da minha testa, e antes que pudesse protestar havia saído do quarto me deixando sozinha. Voltei a deitar na cama e abracei um travesseiro, enquanto olhava para o titulo curioso do livro que estava no criado-mudo.

"Lolita".

Quando estava quase dormindo, ele voltou para o quarto trazendo consigo uma bandeja que contém um prato de sopa e um copo com água.

—Chamei o médico e dentro de alguns minutos ele virá atendê-la. —Explicou. —Trouxe algo para que possa comer. —Ele se sentou na cama com a bandeja.

Eu havia me sentado na cama, olhando para ele, que pegou a colher de sopa e á levou até meus lábios.

—Eu não estou com fome. —Recusei.

—Sofia, não seja teimosa e coma!. —Falou sem paciência.

Eu abrir meus lábios e deixei que ele coloca-se comida na minha boca. Algumas vezes tentei pegar a colher, porém, ele não permitiu e continuava me alimentando, como se fosse uma criança.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora