Capítulo Onze.

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"Era engraçado pensar nas coisas que nos apegamos, principalmente era estranho lembrar-se que a dor sempre estaria lá independentemente do que acontecesse."

Sofia Montserrat.

Após o jantar silencioso havia me levantado sem autorização do senhor Pietro, indo apressadamente em direção á ampla escadaria. Eu não aguentava permanecer na presença dele, pois, fui humilhada com as suas palavras que vagavam na minha mente igual um barco perdido em meio há tormenta

"Nunca seremos nada um do outro, guarde bem minhas palavras, talvez algum dia precise lembra-se delas. "

Quando fiz menção em ir para o quarto, ouvia uma respiração alterada atrás de mim. Assim que me virei, de imediato olhei para os olhos azuis de tirarem o fôlego do senhor Pietro, que permaneceu parado na minha frente parecendo uma estátua. Nossos rostos estavam a milímetros de distancia que até podia inala o cheiro de álcool misturando com hortelã saindo dos seus lábios entre abertos.

—Nessa casa existem regras! —Disse ríspido. —Por que se levantou sem o meu consentimento? — Questionou furioso cerrando seus punhos.

—Eu...Me desculpe. —Murmurei. — Não tive intenções de me levantar sem perdi licença. —Tentei me explicar.

—Você não tem boas maneiras!. —Disse, balançando a cabeça de forma negativa, enquanto dava um passo á frente. —Óbvio que na porcaria do lixo que foi criada ninguém ensinou como se comportar corretamente, se duvidar nem seque é alfabetizada!.

—Tenho boas maneiras sim, e sei ler e escrever também. —Rebati, desviando meu olhar dos dele que me queimavam por dentro. —As freiras do orfanato me ensinaram inclusive toda quarta-feira tinha aula de literatura e estava aprendendo a.

—Você pode até saber o básico de uma educação, más ficou claro para mim que não tem modo algum, pelo contrario, nem faz ideia de como segurar um talher e duvido que saiba algo sobre literatura!—Me interrompeu enquanto uma risada debochada saia dos seus lábios. —Amanhã comprarei roupas novas, e contratarei a melhor professora de etiqueta, para que possa aprender a se comportar na alta sociedade. Eu não pretendo que você me envergonhe na frente dos meus poucos amigos pela sua falta de instrução!—Ele falou sem paciência.

—Eu vou me esforça para aprender o que estiver disposto a me ensinar, e jamais vou envergonha-lo na frente dos seus amigos. —Engolir em seco enquanto abaixava o rosto.

—Não me importo com o seu esforço e tão pouco se vai de fato aprender como tonar-se uma dama da sociedade!. — Uma de suas mãos pegou levemente no meu queixo inclinado o meu rosto até que nossos olhares se cruzaram. — Só preciso aguenta-la por um ano e farei tudo que estiver ao meu alcance para que sua estadia seja breve, pois, se depende de mim ainda estaria trancafiada naquele miserável orfanato!.—Concluiu por fim, retirando seus dedos frios do meu queixo e virando seus calcanhares para sair do ambiente.

Fiquei paralisada em silencio apenas observando o senhor Pietro, até perdê-lo de vista. Inalei o seu perfume levemente amadeirado que ficou impregnado no ar. Eu não podia nega que de alguma forma, o rosto dele carregava alguma tristeza que o tornava um homem frívolo.

                                                                  {...}

Quando adentrei o quarto fui até a poltrona lilás e me sentei observando o jardim. Eu me imaginava deitava num dia de sol, contemplando o céu azul.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora