"Eu estava lá por você nas suas noites mais escuras. Estava com você em todos os momentos difíceis."
Pietro Montserrat.
Rômulo Belmonte havia encaminhado um e-mail de urgência solicitando minha presença em seu escritório. Meu subconsciente me precavia que deveria me cuidar, pois, algo poderia ocorrer para retirar a felicidade que durante longos anos não me permitia sentir. Sofia, não tinha a consciência do quanto eu a venerava e a desejava. Seria capaz de fazer sacrifícios inimagináveis apenas para protegê-la e mantê-la em segurança. Suspeitava que durante o tempo que permaneceu no orfanato havia sofrido devido á falta de amor paternal e maternal, e sobre as condições precárias que foram criada.
Justa Aquilar encontrava-se presa e sem direito á fiança. Havia contratado o melhor advogado do país para trata do caso, e principalmente para coagir o juiz que cuidará de julga-la para futuramente aumentar sua pena. Justa Aquilar, pagará por todo mal que causou á minha Vênus.
—Senhor Montserrat, o doutor Belmonte, solicitou que aguarde um momento.—Explicou a secretaria.—Ele virá em breve.
—Apenas diga que não demore, como ele sabe sou um homem ocupado, e não quero perde meu tempo!.—Fui ríspido.
Estava no escritório do advogado Rômulo Belmonte, me encontrava apreensivo devido um artigo que postaram na internet recentemente. Olhava atônico para a tela do celular, e a coluna social questionava sobre a noite do baile beneficente que levei minha Vênus como acompanhante.
"O herdeiro Pietro Montserrat, foi visto aos beijos com uma jovem misteriosa. Algumas pessoas que estavam próximas alegaram que se trata da filha do falecido Marco Montserrat, o dono das ações de exportações que entrou em óbito meses atrás. Seria possível que o homem mais poderoso do país, estivesse se relacionando com a sua tutelada impropriamente para obter as ações, ou seria apenas desejo carnal por ter uma bela jovem em sua mansão?."
Guardei o celular furioso. Não permitiria que essa situação continuasse. Durante muito tempo não passava de um miserável que só andava na escuridão até que a minha Vênus, apareceu para me lembrar que estava vivo. Eu estava seguindo em frente graças a ela, e não teria coragem de arriscar a sua segurança por uma mera improcedência minha. Nunca me perdoaria por tê-la tratado mal em diversas ocasiões. Sofia, não merecia o meu desprezo, contudo, um sentimento tolo nascia dentro de mim, e precisava reagir antes que fosse tarde demais. Marco Montserrat, havia confiado para que cuidasse dela como a minha própria filha, só que jamais conseguiria. Sofia havia mexido com todos meus sentidos, a desejava todos os dias como se fosse um adolescente imbecil.
—Senhor Montserrat, serei breve no assunto.—Rômulo Belmonte, dizia adentrando o escritório.
—Eu espero que seja breve!.—Exclamei.
—Não estenderei o vocabulário, serei o mais breve possível. Como o principal herdeiro do grupo Montserrat, e guardião da jovem Sofia Montserrat, exijo que ceda a guarda da menina para mim.—Declarou rápido.
—Como?.—Perguntei irritado.
—Quero que ceda a guarda da jovem Sofia, ou que tenha a decência de matricula-la num colégio interno na suíça!.
—Eu jamais faria isso!.—Gritei me aproximando.—Sofia Montserrat, é minha tutelada e jamais vou abrir mão dela e tão pouco matricula-la num colégio interno onde não teria o suporte emocional necessário para superar traumas que surgiu no tempo em que conviveu no orfanato!.
—Eu soube dos traumas que a jovem passou, e sobre a prisão da responsável Justa Aguilar, no entanto, durante minha viagem recebi provas concretas que demonstram o seu interesse carnal pela jovem!.—Apontou o dedo na minha cara.—Você traiu a minha confiança e do seu tio Marco Montserrat, como teve coragem de beija-la como se fosse sua mulher.
Por um impulso fechei os punhos e dei um suco na cara de Rômulo Belmonte, que caiu sobre o chão.
—Será processado por isso!.—Ameaçou, segurando o nariz que começava a sangrar.
—Eu não tenho medo porra!.—Gritei.
—Deveria ter!.—Continuou ameaçando, levantando-se do chão.—Eu possuo provas concretas para incrimina-lo perante a justiça, e acredito que um escândalo o faria perde muito dinheiro, e seu prestigio.
Ele foi até sua mesa e retirou um envelope me entregando em seguida. O peguei com veemência abrindo-o e retirando o conteúdo quase de imediato. Parecia que um soco foi dado no meu estômago quando avistei o teor que possivelmente acabaria com a minha reputação. Cerrei meus punhos desejando arrebenta a cara do desgraçado do Rômulo Belmonte. Merda.
Tinha sete fotos da Sofia, e todas elas eu estava junto ao seu lado. Reparei no artigo que foi retirado da pagina da internet e imprimido que me acusava de manter relações improprias com a minha Vênus. Tudo aquilo me comprometia de alguma forma.
—Seu desgraçado!.—Amassei as fotos e o artigo as jogando no chão do escritório.—Eu cuidei da Sofia durante esses meses, e principalmente selei para que ela tenha uma família!.
—Sofia Montserrat é muito jovem para entender certas coisas, e tenho certeza que Marco Montserrat, jamais aprovaria sua conduta inapropriada com a jovem. Por tanto, pense em minha proposta e se acaso recusa-las tomarei minhas medidas cabíveis. Sofia, era filha do Marco Montserrat, honre a memória do seu tio, e pare de se canalha!.
—Os únicos canalhas são Marco Montserrat e você advogado de merda!.—O peguei pelo colarinho da camisa social.—Você e nem ninguém será capaz de retirar a jovem Vênus dos meus braços. Eu não vou abrir mão da guarda dela e suas ameaças não surtiram efeito em mim!.
—Sofia ainda não completou a maioridade e caso não faça o que é melhor para ela, vou destruir sua reputação acusando por abuso de menores. Você será julgado e preso, existem provas contra você!.—Me ameaçou com dificuldades.
—Você e nem ninguém vai me afastar da Sofia. Fiz uma promessa para mim mesmo, e protendo cumpri-la, vou protegê-la e nem que eu tenha que me sacrificar!.— O larguei com brutalidade e me retirei do escritório antes que o matasse. Eu tinha plena consciência que ele estava disposto a retira a guarda da Sofia. Havia provas comprometedoras. Caso ele entrasse na justiça, teria que cede a todo custo. Não me importava o quanto de dinheiro fosse necessário perde, precisava proteger a Sofia, contudo, eu não admitiria que a perdesse de vez pela minha imprudência. Não havia escapatórias, não tinha escolhas, não poderia arriscar perdê-la para sempre.
Retirei o celular do bolso do meu terno e liguei para a incompetente minha secretaria.
—Savanna!.—Exclamei furioso assim que atendeu á chamada.
—Alo, Deseja algo senhor Montserrat?.—Perguntou rápido.
—Vá até a joalheria, e encomende um anel de noivado sobe medidas. Eu quero o mais caro!.—Informei a ela.
—Desculpe, mais haverá um casamento?.
—Não seja intrometida e faça o que estou mandando!.—Gritei impaciente, desligando á chamada do celular em seguida.
Savanna compreendeu que eu não estava no meu melhor dia e acatou as minhas ordens de imediato. Rômulo Belmonte se achava astucioso, contudo, existia armas que poderia serem usadas para evitar que a minha Vênus, fosse arrancada de mim. Finalmente depois de anos Pietro Montserrat, se casaria contra sua própria vontade para salvar uma inocente e linda jovem. Sofia me perdoe pela minha decisão. Algum dia você entenderá como me sacrifiquei para tê-la ao meu lado.
Continua..
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(Proibida Pra Mim)
Romance(Saga amores impossíveis.) Livro completo, porém, sendo repostado. A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
