Capítulo Trinta e Nove.

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"Suas lembranças continuam vivas em mim. Nunca conseguirei esquecer o seu sorriso inocente e autêntico." 

Pietro Montserrat. 

Ingeria outro gole do meu Uísque escocês Royal Salute, no qual comprei num leilão alguns anos atrás. Sentei-me na minha cadeira de couro preta giratória do meu escritório, e deixei os devaneios me consumirem.

Sofia Montserrat assolava meus pensamentos de uma maneira imprescritível. Deixei-me leva pelo seu corpo e sua beleza esplêndida. Até a comparei com o quadro Vênus, do renomeado artista Sandro Botticelli, que tive a honra de compra-lo com o colecionador de obras de arte. Uma lastima que o verdadeiro esteja exposto em uma Galleria na Florença. Foi gasto uma considerável quantia em dinheiro para ter a copia evidente no meu escritório. Contudo, as comparações deveriam acabar. Eu estava correndo riscos consideráveis em deseja-la como um louco.

Jamais deveria tê-la beijado, ou me relacionado de maneira impropria com a Sofia. Eu era um completo desgraçado por acreditar que a palhaçada que criei daria resultados favoráveis. Rômulo Belmonte, havia descoberto a minha improcedência, e ameaçado retira-la sobre meus cuidados. Soube através de fontes favoráveis que ele estava numa pequena cidade no interior da Irlanda, e conseguir contata-lo a tempo antes que medidas extremas fossem aplicadas. A contra gosto expliquei que me comprometeria em me manter afastado da Sofia, e que faria um pedido de casamento a minha ex namorada Jennifer Diez até então. 

 Rômulo Belmonte, aceitou a minha oferta, e se comprometeu em visitar a jovem Vênus, assim que completasse a maioridade para fazer a leitura do testamento e passa todos os bens do Marco Montserrat, para o nome dela. 

"Minha Vênus, em breve seria uma mulher poderosa, e possivelmente me sentiria orgulhoso dela. Seria um martírio estar perto e ao mesmo tempo me manter afastado."

Ainda me recordo quanto tive que me controlar para não matar o infeliz do Horácio Casanova, que veio procura-la com intuito de me atingir. O conhecia bem para presumir que ele queria se vingar pela escolha da Helida, alguns anos atrás. Quando olhei para o rosto assustado da minha Vênus, me controlei a tempo para evitar uma tragédia. 

Eu era um canalha. Sofia precisava de alguém que zelasse pela sua educação, e que pudesse ser como um pai para ela. Gargalhava alto com a ideia de trata-la como minha própria filha. Não conseguia ficar perto dela sem querer retira suas roupas e faze-la minha gemendo meu nome entre seus lábios carnudos. Era necessário afastar as  vontades insanas que me dominava, teria que me dedicar ao meu futuro com Jennifer Diez, para finalmente precisar esquecê-la. 

Por anos sofria pela única que meu coração jurou amar incondicionalmente, mas com a morte da Helida, minha alma foi perfurada até ficar em ruínas. Outra vez o mesmo sentimento que conjugo tolo voltou para me assombrar. Tentei evitar contudo, Sofia mexia comigo como nenhuma outra mulher o fez. O perfume de morango que ela usava me excitava, e quando estava explorando cada centímetro da sua deliciosa boca desejos malucos como deflagra a sua pureza e fazê-la minha até a ultima respiração tornava-se presente.  

—Meu amor, esse anel exclusivo de diamantes é lindo!.—Jennifer exclamava, adentrando no meu escritório sem bater, atrapalhando meus devaneios. 

—A onde ficou sua educação Jennifer?.—Perguntei furioso.—Sabe que odeio quando entram sem bater!.

—Amor, esse não é o jeito correto de trata sua futura esposa.—Disse se aproximando de mim.

—Preciso de privacidade!.—Terminei de ingerir o resto de bebida, deixando o copo vazio sobre a mesa de vidro.—Nunca mais entre sem bater, não é por que será a minha esposa que terá algumas liberdades!.—Avisei impaciente, me levantando.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora