Capítulo Vinte e Cinco.

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"Toda vez que nós tocamos sinto a estática. Será que você conseguiu ouvir o meu coração?"

Sofia Montserrat.

Passei pelo corredor as pressas. Estava com raiva, pois, jamais presumia que a Jennifer, fosse uma mulher ardilosa. Todavia, o senhor Pietro, me surpreendeu se mostrando sensato o suficiente para acreditar na minha palavra e me defender. Assim que coloquei minhas mãos na maçaneta da porta ouvia alguns murmúrios alterados no andar de baixo.

Retirei minhas mãos da maçaneta e andei cautelosamente até o topo da escada. Agachei próxima de uma pilastra, ficando escondida para ouvir a discussão que se estendia posteriormente no hall da entrada.

—Pietro Montserrat! Essa bastardinha precisa ir embora dessa mansão!.—Jennifer gritava.—Não posso permitir que alguém tão inferior como ela, fique perto de você!.—Se manifestou furiosa.

Espionei observando a cena meticulosamente. O senhor Pietro, encontrava-se parado próximo da escada com a expressão furiosa, enquanto a Jennifer, andava de um lado para outro alterada.

—Sofia, não é nenhuma bastardinha!.—Esbravejou me defendendo.—E nunca mais ouse dizer que ela é inferior!.—Se aproximou impetuoso da Jennifer.—Sofia, é herdeira legitima do desgraçado do meu tio, por tanto ela é uma Montserrat, assim como eu sou ,e merece todo o respeito do mundo!.—Esclareceu.—A única que é inferior aqui é somente você, que se mostrou ser uma mulher sem escrúpulos para inventar tantas mentiras contra uma menina inocente que jamais faria mal algum á ninguém.

Sorria pelo jeito que o senhor Pietro, havia me defendido. Não presumia que houvesse bom senso da parte dele para ficar ao meu lado. Pressionei meus ouvidos tentando de alguma maneira ouvir a discussão entre ambos.

—Menina inocente?.—Jennifer indagou.—Como tem coragem para defende-la?.

—Eu tenho responsabilidades e sempre irei defende-la. Principalmente de pessoas que tem interesses furteis em prejudica-la!.—Declarou enraivecido.

—Essa menina inocente transformou essa mansão num caos! Por culpa dela estamos brigando.—Afirmou, segurando o braço do senhor Pietro.—Por favor, devolva essa bastardinha para orfanato, ou a coloque num colégio interno na Irlanda, tenho ótimos contatos que conseguiriam uma vaga de imediato para ela. Você não tem obrigação de cuidar dela!.

—Errado!.—Desvencilhou das mãos da Jennifer.—Não a devolverei para orfanato, e muito menos a colocarei num internato na Irlanda onde possivelmente possa ser maltratada pelas freiras.—Fez uma pausa, afastando-se.—Há cerca de três meses quase a perdi, e jurei que cuidaria dela, e daria o melhor de mim para vê-la bem de saúde, e feliz ao meu lado.—Confessou baixinho.—Manterei a minha palavra e arcarei com a responsabilidade dando uma excelente educação, e a instruindo como se comportar na alta sociedade.

—Você a defendendo com tanto fervo me faz pensa que estar apaixonado pela bastardinha.—Disse num fio de voz.—Pietro, se apaixonou de fato por ela?.—Perguntou incrédula.

Uma pequena fagulha acendeu no meu coração devido a pergunta da Jennifer.

"Seria possível que o homem de coração empedrado, se apaixonasse por mim?."

Não vou responder algo tão absurdo!.—Ele riu de nervosismo.—Sofia, tem razão, você ficou completamente louca.

—Pietro, seu maldito!.—Gritou.—Me responda, sentiu algo pela bastardinha?.—Tornou em interroga-lo.

O senhor Pietro, parou de rir, e ficou apreensivo, estreitando seus olhos para encara-la.

—Eu sou o tutor da Sofia, e único responsável!.—Fez uma pausa.—Sinto um enorme carinho, e um desejo imenso de protegê-la. Não fique pensando em besteiras, pois, eu a enxergo como uma jovem menina que precisa de cuidados, e afeto. Você mais do que ninguém sabe que jamais me apaixonaria por alguém inexperiente, que não poderia me proporcionar prazer na cama!.— Disse por fim.

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora