Capítulo Cinquenta e Quatro.

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    "Você me deu o amor, o amor que nunca tive"

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    "Você me deu o amor, o amor que nunca tive".                                 

Sofia Montserrat.

A chuva tamborilava na janela da pequena varanda do segundo andar, enquanto me aninhava nos braços fortes do Pietro, que dormia tranquilamente. A minha cabeça estava tombada no seu peitoral nu, e as pequenas marcas de unhas que deixei nele encontravam-se espalhadas no seu ombro e costas. Olhei para o rosto que esboçava serenidade e me atrevi a beija-lo nos lábios de leve para não acorda-lo.

Na noite passada me entreguei sem receio algum, pois, o amava e sabia que ele também sentia o mesmo por mim, e queria ser dele de corpo e alma como havia feito. Pietro Montserrat, não era mais o mesmo homem que conheci a um ano atrás quando me buscou no orfanato Santa Barbara, e me tratou com impetuosidade. Ele mudou durante meses, e me provou que os erros que cometeu poderiam serem perdoados e esquecidos com o tempo, pois, algo me precavia que Pietro, seria uma pessoa melhor do que era, só bastava um pouco mais de confiança para descobrir o restante que faltava do seu passado e paciência para tentar fazê-lo ser amável.

Retirei seus braços fortes da minha cintura com cautela, e me levantei da cama em seguida pegando um lençol e enrolando-o no meu corpo nu. Olhei para a cama e fiquei abismada com a quantidade de sangue que estava sobre o lençol branco.

—Bom dia, minha Vênus.—Pietro disse sonolento, abrindo seus olhos azuis.

—Bom dia.—Respondi com as bochechas coradas, olhando ainda para o lençol sujo de sangue.

—O que houve, minha Vênus?.—Perguntou preocupado, olhando fixo para o meu rosto.

—Tem...Sangue no lençol.—Balbuciei constrangida pela situação.

Quando tinha quinze anos tive a minha primeira aula de relação sexual com a freira Matilda, que explicou entre protestos da gestora Aguilar, como era quando a mulher tinha a sua primeira experiência sexual com um homem, e o sangue era a prova que a virgindade da mulher não existia mais.

—Muito sangue.—Pietro rebateu abismado, olhando para o lençol e levantando-se da cama nu.—Eu a machuquei muito?.—Questionou apreensivo, aproximando-se de mim.

—Você não me machucou, no começo sentir um desconforto, mas depois passou.—Expliquei a ele, enquanto evitava de olha-lo nu na minha frente.—Eu só preciso de algum remédio por que ainda sinto uma pequena dor aguda no ventre.

—Eu vou comprar algum remédio que seja para aliviar a sua dor.—Me abraçou, encostando sua ereção na minha barriga.—Me perdoe se na noite passada fui um pouco bruto, e a machuquei mais do que deveria.

—Não se preocupe, a dor faz parte do processo.—Murmurei envergonhada, evitando de olhar para os seus olhos.

—Você não está me olhando nos olhos.—Ele colocou uma de suas mãos no meu queixo o virando delicadamente para olha-lo.—Não me diga que tem vergonha da minha nudez?.—Inquiriu com um sorriso divertido no rosto. 

(Proibida Pra Mim)Onde histórias criam vida. Descubra agora