"Eu sei que é cedo mais algum dia você vai entender o quanto eu te amei, ainda que tenha esquecido do meu amor."
Sofia Montserrat.
Acabei de lê um artigo numa revista falando sobre a síndrome do coração partido. Um dos especialistas de uma universidade de muito prestigio no Canadá, orienta que para seguir em frente é necessário sair com novas pessoas, criar vínculos de amizades e tenta conhecer novos lugares. O que havia lido provavelmente me ajudaria muito a superar a ilusão que criei na minha mente.
Fechei a revista e a guardei na gaveta da minha penteadeira. De imediato avistei o diário que foi o responsável em ocultar meu sentimentos mais profundos, e também num canto guardado eu vi a caixinha de música que havia ganhado de presente dele, e por fim a nossa foto juntos. Ficar com todas recordações daquele homem cruel não aliviaria a dor que sentia por dentro.
Respirei fundo e num ato de mudança retirei todos os objetos e caminhei decidida até o banheiro. No cesto de lixo metal joguei fora todas lembranças que de alguma maneira me destruía. Não ficaria com nada que fosse do homem de coração empedrado, nem seque com o diário que Marina me deu, eu permaneci, pois, os meus sentimentos mais intensos estavam lá, e algum dia aquela escrita me lembraria de algo que pretendo esquecer. O amor que sentia por ele.
—Querida?.—Marina me chamou.
Respirei fundo mais três vezes, e fechei a tampa do cesto de metal. Fui até o quarto e encontrei Marina, segurando um enorme buquê de rosas brancas, e na outra havia uma pequeno urso de pelúcia marrom com um laço rosa pendurado em seu pescoço.
—O que significa isso Marina?.—Apontei para o buquê de flores e o ursinho.
—Parece que você tem um admirador secreto.—Declarou sorrindo.—Estou curiosa para sabe quem os mandou para você.
—Que estranho, não conheço ninguém que poderia me mandar esses presentes.—Respondi confusa.
—Existe um cartão no meio do buquê.—Ela apontou para um pequeno cartão em formato de coração no meio das rosas brancas.
—Estou muito curiosa.—Disse, olhando para o cartão.—Nunca havia ganhado algo parecido de um desconhecido.
Me aproximei da Marina, e peguei o buquê e o ursinho de pelúcia.
—Leia o cartão querida, estou aflita para sabe quem os mandou.
—Eu também, Marina.—Coloquei o urso de pelúcia na minha cama, e levei as rosas-brancas até o meu nariz inalando o perfume.—São tão lindas as flores.—Murmurei, pegando o cartão.
—Querida, estou numa pilha de nervosos, leia!.—Marina exclamou nervosa.
Havia deixado as rosas brancas em cima da cama perto do urso de pelúcia. Abrir o envelope de coração e meus olhos percorreram a caligrafia impecável.
Bela...
Isso que defini você das outras mulheres. Não estou mencionando apenas aparência, e sim a sua alma. E tenho convicção que a sua é incrivelmente linda, como o seu coração que me transmitir paz e que me faz querê-la ao meu lado apenas para observar esse sorriso que ilumina meus dias.
Ass: Horácio Casanova. ( Seu admirador apaixonado).
Sorria com a gentileza do Horácio. Nunca havia ganhado flores, ou um urso de pelúcia. Até parecia que tratava-se de um sinal divino. As poucas linhas escrita era justamente o que precisava ler para percebe que estava viva. Não importava o quanto o meu coração estivesse partido, ele ainda estava batendo dentro do meu peito. Era difícil dissipar o sentimento cruel que sentia, mas seria necessário. Talvez fosse um sinal para recomeçar uma nova trajetória. Um novo recomeço.
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(Proibida Pra Mim)
Romantiek(Saga amores impossíveis.) Livro completo, porém, sendo repostado. A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
