(Saga amores impossíveis.)
Livro completo, porém, sendo repostado.
A inocente Sofia, quando recém-nascida foi abandonada cruelmente no portão de um orfanato com uma caixa de música enrolada entre sua manta. Durante anos não houve respostas, ou até...
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"Estarei pensando em você, até a última gota do meu sangue jorra".
Sofia Montserrat.
Quando cheguei próxima do lance de escadas que dava acesso para o terceiro andar, ouvia meu coração batendo num ritmo incessante. A curiosidade se fazia presente em meus pensamentos para desvendar o que tanto o senhor Pietro, escondia no andar proibido.
"Não fraqueje, e descubra quais os segredos que o homem de coração empedrado, oculta que o deixou amargurado, e frio, além da morte da sua amada."
Além da morte da mulher que tanto amava, existia outros segredos, que o deixaram cruel. Seria corajosa o suficiente para desvenda-los. Olhei para trás, e notei que não existia ninguém no corredor que pudesse me impedir. Respirei fundo, e subi o primeiro lance de escadas em estado de alerta.
Possivelmente se o senhor Pietro, suspeitasse da minha desobediência, em querer entender o seu passado atribulado, não sei o que ele seria capaz de fazer. Contudo, estava cansada de tanta descrição da sua parte, nem seque havia me explicado corretamente sobre os meus pais, ou talvez se teria encontrado alguma noticia sobre a minha mãe.
Quando cheguei ao topo da escada, fui andando na ponta dos pés até que avistei o amplo corredor. O lugar não possuía claridade alguma, a não ser uma pequena iluminaria embutido numa das paredes. Notei que existia duas portas e um vaso de planta.
Continuei andando até que parei em frente á primeira porta a esquerda. Coloquei minhas mãos na maçaneta e girei, abrindo-a com cautela para não fazer nenhum tipo de barulho suspeito. O receio me corroía. Havia pensado em desistir da loucura de tentar desvendar o passado do senhor Pietro, contudo, não existia mais volta.
Adentrei no ambiente, e fechei a porta atrás de mim, e procurei de imediato na escuridão algum interruptor para iluminar o lugar. Quando o encontrei, a luminária do teto foi acesa revelando um antigo quarto. Os moveis foram cobertos por lençóis brancos, e devido ao odor desagradável de poeira, indicava que ninguém se atreveu a entrar para limpa-lo por muito tempo.
Havia poucos moveis no ambiente. Somente uma cama estilo vitoriano com dossel, e uma poltrona próxima da janela, e ao lado um piano, encontrava-se presente. Notei que não existia cortinas nas janelas panorâmicas, e tinha um pequeno berço antigo ao lado.
Notei também num canto do quarto um baú de madeira que teoricamente foi esquecido por anos devido ao seu estado critico. Me aproximei cuidadosamente e agachei ficando de joelhos sobre o piso frio. Sem hesitar coloquei meus dedos na abertura e abrir o baú. Meus olhos avistaram de imediato uma camisa social branca engelhada, e com algumas manchas de sangue. Atrevo a pega-la entre meus dedos trêmulos, e percebo que ela pertenceu a um homem. Não restavas duvidas que ela pertence ao senhor Pietro Montserrat.